Política

    STF mantém contrato do BRB com TJ-BA e garante R$ 394 mi mensais

    Continuidade será por mais 90 dias; Fux diz que interrupção da entrada mensal poderia impactar sistema financeiro nacional

    Poder360
    27 de agosto de 2026 às 07:25
    STF mantém contrato do BRB com TJ-BA e garante R$ 394 mi mensais
    Foto: Poder360

    Continuidade será por mais 90 dias; Fux diz que interrupção da entrada mensal poderia impactar sistema financeiro nacional

    O ministro Luiz Fux , do Supremo Tribunal Federal , determinou que o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia mantenha por mais 90 dias o contrato que garante ao Banco de Brasília a administração de recursos vinculados a processos em curso no Judiciário baiano. A continuidade do contrato garante R$ 394 milhões por mês ao caixa do BRB. Eis a íntegra da decisão (PDF – 190 KB).

    O contrato com o TJ-BA permite ao BRB receber e administrar valores de depósitos judiciais, administrativos e fianças, bem como recursos destinados ao pagamento de precatórios e Requisições de Pequeno Valor.

    Luiz Fux (foto) levou em conta que a interrupção dos novos depósitos poderia desequilibrar o fluxo financeiro do BRB
    Luiz Fux (foto) levou em conta que a interrupção dos novos depósitos poderia desequilibrar o fluxo financeiro do BRB — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O contrato com o BRB se encerraria na 4ª feira (26.ago), e o TJ baiano optou pela contratação excepcional da Caixa Econômica Federal para a custódia de valores, em vez de acionar a cláusula que autoriza a prorrogação excepcional por mais 12 meses.

    A ação foi apresentada pelo Distrito Federal, acionista controlador do BRB, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pelo banco.

    O DF disse que o encerramento imediato do contrato com o TJ-BA poderia comprometer a liquidez da instituição, com a interrupção da entrada mensal de R$ 394 milhões em novos depósitos, além de prejudicar as medidas em curso para seu reforço financeiro.

    A prorrogação também preservaria a continuidade do serviço e garantiria uma transição mais segura até a finalização do processo de contratação de outra instituição financeira.

    Ao deferir o pedido urgente, Fux considerou que o encerramento do contrato poderia comprometer as medidas previstas em acordo homologado pelo próprio STF para o fortalecimento financeiro do BRB.

    O ministro também levou em conta que a interrupção dos novos depósitos poderia desequilibrar o fluxo financeiro da instituição.

    O relator ainda verificou a possibilidade de um risco sistêmico. Segundo Fux, o agravamento da situação do BRB poderia atingir não apenas o banco e o DF, mas também o sistema financeiro, a administração da Justiça, em razão dos altos valores envolvidos, e os clientes da instituição, especialmente quem mantém no banco recursos destinados ao próprio sustento.

    A manutenção temporária do contrato está relacionada à Ação Cível Originária 3.755 , que envolve um acordo para reforçar a situação financeira do BRB.

    No processo, o DF busca viabilizar um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos, com garantia de um conjunto de bancos e contragarantias das verbas do DF relativas aos Fundos de Participações dos Municípios e dos Estados, acompanhado do compromisso de adotar medidas de ajuste fiscal.

    A crise financeira do BRB está relacionada a negociações e operações realizadas com o Banco Master que resultaram em prejuízo bilionário à instituição do DF.

    Este texto foi publicado originalmente pelo STF em 26 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/stf-mantem-contrato-do-brb-com-tj-ba-e-garante-r-394-mi-mensais/.

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    Luiz Fux (foto) levou em conta que a interrupção dos novos depósitos poderia desequilibrar o fluxo financeiro do BRB — Foto: Poder360

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