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    STF começa a julgar ação contra restrição de acesso a salários do Ministério Público

    O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, a partir de sexta (14), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que contesta a restrição ao acesso às informações salariais do Ministério Público . Leia mais (08/12/2026 - 11h24)

    Folha de S.Paulo
    12 de agosto de 2026 às 14:24
    STF começa a julgar ação contra restrição de acesso a salários do Ministério Público
    Foto: Folha de S.Paulo

    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    Sede do Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília - Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) · Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)
    Sede do Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília - Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) · Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, a partir de sexta (14), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que contesta a restrição ao acesso às informações salariais do Ministério Público .

    A ação, que tem relatoria do ministro Gilmar Mendes, foi proposta em outubro de 2025 pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). O julgamento ocorre no plenário virtual, com previsão de encerramento em 21 de agosto.

    Congresso da Abraji
    Congresso da Abraji — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A ação questiona resolução do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que exige a identificação prévia do usuário para acessar a remuneração de promotores e procuradores.

    Para a Abraji, a medida viola o direito constitucional de acesso à informação e ameaça a liberdade de imprensa. A entidade diz que a norma cria risco de intimidação contra repórteres

    A ação também cita precedentes do Supremo que reconheceram a legitimidade da divulgação nominal de vencimentos de servidores públicos.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A petição cita ainda estudos da Transparência Brasil mostrando que, após a publicação da resolução, ao menos dez Ministérios Públicos estaduais passaram a exigir dados pessoais como nome, CPF e até compartilhamento de foto como condição para acessar as folhas de pagamento.

    Em alguns estados, como Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os contracheques passaram a ser divulgados sem identificação nominal.

    Cinco organizações da sociedade civil apresentaram pedido para ingressar como amici curiae, apoiando a argumentação da Abraji: Transparência Brasil, Instituto República, Plataforma Justa, Movimento Pessoas à Frente e Open Knowledge Brasil, acompanhadas pelo escritório Rubens Naves Santos Júnior Amorim.

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Federação Nacional dos Trabalhadores dos Ministérios Públicos Estaduais (Fenamp) e o Ministério Público de Santa Catarina também requereram ingresso como amigas da corte. No entanto, o STF não chegou a analisar nenhuma das solicitações na ação.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/stf-comeca-a-julgar-acao-contra-restricao-de-acesso-a-salarios-do-ministerio-publico.shtml.

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    Sede do Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília - Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) · Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) — Foto: Folha de S.Paulo

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