STF: Carta de apoio a Fachin é busca por transparência, diz especialista
Ao Hora H, Fábio Barbosa, um dos quase 200 signatários do documento, afirma que objetivo é fazer a sociedade ser ouvida pelo Supremo

Um grupo de quase 200 empresários, ex-ministros, economistas, juristas, acadêmicos e representantes da sociedade civil divulgou uma carta de apoio ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, reforçando sua posição em defesa ao Supremo. Ao Hora H , Fábio Barbosa, membro do conselho de grandes empresas e um dos signatários do documento, explicou os objetivos da iniciativa.
Segundo Barbosa, a motivação central da carta é a busca por transparência. "A gente quer, de fato, que a sociedade se manifeste e que chegue aos ouvidos do pessoal do STF", afirmou. Para ele, a situação não pode continuar sem que haja clareza sobre o que está acontecendo e por quê.
Barbosa destacou que havia a percepção de que o STF estava fechado ao que a sociedade pensa e diz sobre a instituição. "É isso que a gente busca, transparência, que fique claro o que está acontecendo, por que está acontecendo, quem está a favor, quem está contra", declarou.

Ele ressaltou que esse é um direito da sociedade e que os manifestos servem justamente para demonstrar que a população está ac
ompanhando os acontecimentos. Para Barbosa, encerrar a questão sem resolução "causaria uma indignação ainda maior na população".
O signatário também revelou que o grupo já havia se manifestado anteriormente. "Em dezembro já vimos clamando por um código de conduta , na ideia de que precisaria deixar claro o que é conflito de interesse, como lidar quando ele acontecesse, e nada aconteceu", relatou.

Diante da falta de resposta, o grupo decidiu adotar " um tom mais forte " na nova carta. Barbosa afirmou ainda que não vê a sociedade apática, mas sim "muito indignada sem saber como se expressar".
Ao ser questionado sobre os efeitos da crise no STF sobre a economia brasileira, Barbosa fez uma distinção importante. Para ele, o país não parou em função da crise na corte, mas sim em razão do processo eleitoral, que naturalmente leva à procrastinação de investimentos e decisões.
"A crise com o STF agravou um pouco, óbvio que é um problema a mais, mas eu não iria com a ideia de que o país parou", ponderou.

Contudo, Barbosa reconheceu que o debate em torno do Supremo desviou a atenção das propostas eleitorais.
"Ao invés de estarmos ouvindo propostas, ao invés de estarmos ouvindo as coisas pró e contra cada um dos candidatos, seja no Congresso, seja no Executivo, isso parou. Agora a gente só fala sobre o Supremo Tribunal Federal", avaliou.
Ele também expressou preocupação com a harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, afirmando que essa relação "parece que não tem funcionado da maneira mais adequada e efetiva".

A credibilidade do Judiciário, segundo ele, é um fator que influenciará diretamente o poder de quem vier a ser eleito.


Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/politica/stf-carta-de-apoio-a-fachin-e-busca-por-transparencia-diz-especialista/.

Análise: Jogo de forças se acirra antes de julgamento no STF — Foto: CNN Brasil
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