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    STF afunda em lamaçal de abusos e omissões

    O pedido de nulidade do relatório da PF feito por Paulo Gonet e a acusação contra André Mendonça feita por seu colega Alexandre de Moraes no inquérito das fake news serviram para criar uma narrativa de falsa equivalência no caso mais escandaloso da história do Supremo -ainda mais considerando que Gonet e Moraes são citados no relatório. Leia mais (09/06/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    7 de setembro de 2026 às 02:00
    STF afunda em lamaçal de abusos e omissões
    A imagem mostra dois homens em um ambiente formal. O homem à esquerda tem a cabeça raspada e está olhando intensamente para o homem à direita, que está com a mão no queixo, parecendo pensativo. Ambos estão vestidos com trajes formais, e o f — Foto: Folha de S.Paulo

    Mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP

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    Os ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça, em sessão plenária - Pedro Ladeira - 27.nov.24/Folhapress · Pedro Ladeira - 27.nov.24/Folhapress
    Os ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça, em sessão plenária - Pedro Ladeira - 27.nov.24/Folhapress · Pedro Ladeira - 27.nov.24/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O pedido de nulidade do relatório da PF feito por Paulo Gonet e a acusação contra André Mendonça feita por seu colega Alexandre de Moraes no inquérito das fake news serviram para criar uma narrativa de falsa equivalência no caso mais escandaloso da história do Supremo —ainda mais considerando que Gonet e Moraes são citados no relatório.

    Segundo o PGR, Mendonça determinou investigação de um ministro da corte sem provocação do Ministério Público ou da PF e sem o rito exigido para integrantes do STF, o que seria ilegal.

    Já Moraes usou o inquérito que, desde 2019, infringe garantias fundamentais para imputar a Mendonça ilícitos como abuso de autoridade. A base foi um relatório interno de inteligência da PF, e não se sabe como o ministro soube de sua existência, quando foi feito nem por quem. O texto contém sinais de uso de inteligência artificial, ilações políticas e afirma não ter valor probatório .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mas Mendonça não determinou investigação de Moraes. Mandou identificar pessoas, inclusive com foro privilegiado, que foram mencionadas em conversas por celular durante investigação já em curso de Daniel Vorcaro . Ora, é preciso identificar oficialmente quem tem foro e os indícios de delitos para remeter o caso ao STF, que decidirá se os citados serão investigados. E foi isso o que Mendonça fez: pediu manifestação da PGR e apreciação do plenário da corte.

    Moraes aparece nas mensagens como conselheiro do mafioso, sem contar o fato de ter editado o contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa. Gonet comemora o convite para um evento de Vorcaro: "Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!". O então banqueiro responde ao intermediário: "Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de macalan rsrs".

    Moraes e Gonet, assim como Dias Toffoli —mencionado em relatório da PF que foi engavetado por seus colegas em fevereiro—, precisam ser afastados e investigados. Caso contrário, será mais uma atuação vexatória de um Supremo que há anos afunda num lamaçal de abusos e omissões.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lygia-maria/2026/09/stf-afunda-em-lamacal-de-abusos-e-omissoes.shtml.

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    Os ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça, em sessão plenária - Pedro Ladeira - 27.nov.24/Folhapress · Pedro Ladeira - 27.nov.24/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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