STF, à beira do abismo, precisar mudar antes que mudem por ele; veja vídeo
Tumulto na sessão sobre Moraes recolocou reforma do Judiciário na ordem do dia

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos
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Se um dia os ministros do Supremo pararem de brigar, eles terão que discutir a sério como tirar da lama a credibilidade do tribunal e da Justiça de uma forma geral.

O tumulto na sessão que discutiu as suspeitas contra Alexandre de Moraes deixou claro que a reforma do Judiciário virou prioridade para 2027.
A última mudança importante ocorreu em 2005, com a criação do Conselho Nacional de Justiça.
Desde então os ministros do STF adquiriram status de celebridade e abraçaram com gosto a atividade política. Junto, vieram as polêmicas, os convescotes e os conflitos de interesses.
Uma das primeiras medidas sugeridas pelo presidente do STF, Edson Fachin, o manual de conduta para ministros, subiu no telhado, no atual clima de conflagração.
Outra medida moralizadora, para criar limites aos penduricalhos da Justiça, também corre risco.
Desde que a crise do Master se agravou, no começo do ano, surgiram uma infinidade de propostas para reformar o Supremo.
A maior parte delas muda as regras para indicação de ministros, criando mandatos limitados e idade mínima para as nomeações.
Hoje existe um consenso de que um ministro passar 20, 30 anos na corte não é algo saudável.
É um debate complexo, que precisa ser enfrentado com serenidade, tudo que o Supremo não tem agora. Esse é o risco maior. Se o tribunal não aceitar que precisa mudar, a mudança pode acontecer na marra.
E isso ocorrerá se Lula for reeleito ou, ainda mais, se quem ganhar for o Flávio Bolsonaro.
Caso o senador do PL chegue à Presidência, um dos principais itens da sua pauta será buscar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, que foi o algoz do pai dele, Jair Bolsonaro.
E o Flávio quer fazer isso rapidamente, antes que Alexandre assuma a presidência do Supremo, o que está previsto para setembro do ano que vem.
Enfraquecido por causa do maior escândalo de sua história, o Supremo dificilmente teria condições de resistir a uma ofensiva vinda do Legislativo e talvez do Poder Executivo também.
O ideal, portanto, é que os ministros do STF percebam que estão à beira do abismo e que é preciso mudar antes que alguém mude por eles. Antes, eles precisam parar de se xingar e de se comportar como se estivessem num jardim de infância.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/09/stf-a-beira-do-abismo-precisar-mudar-antes-que-mudem-por-ele-veja-video.shtml.

Foto: UOL
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