SP confirma sete novos casos de sarampo em menos de uma semana e total sobe para 23
Os casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo aumentaram para 23. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Em menos de uma semana, a capital registrou sete novas infecções. Durante todo o ano passado houve dois casos em território paulista. Leia mais (08/07/2026 - 13h18)

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Os casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo aumentaram para 23. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Em menos de uma semana, a capital registrou sete novas infecções. Durante todo o ano passado houve dois casos em território paulista.

Dos registros, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora ainda não tenha sido identificada a fonte de contágio.
Dos infectados, 16 não possuem histórico de vacinação ou estão com o esquema incompleto.
O retorno da doença em 2026 nos municípios de São Paulo , São Bernardo do Campo , no ABC, e Guarulhos , na região metropolitana, levou o Ministério da Saúde a recomendar a vacinação para toda a população de 6 meses a 59 anos nas três cidades. Essa orientação é válida mesmo para quem já foi imunizado.

Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias das três cidades devem receber a dose zero, que não substitui as previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A Secretaria Estadual da Saúde enviou, na tarde desta quinta-feira (6), 150 mil novas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para a capital paulista e 80 mil para São Bernardo do Campo , no ABC. Segundo a secretaria, todos os municípios estão abastecidos.
O sarampo é uma doença de transmissão respiratória causada por um vírus. Os sintomas mais comuns são febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), conjuntivite , coriza, mal-estar e tosse seca.
A transmissão se dá de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Não existe tratamento específico para o sarampo , apenas dos sintomas com o objetivo de reduzir o desconforto.
As complicações mais sérias da doença são pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e morte. Menores de 5 anos (em especial, abaixo de 1 ano) e imunodeprimidos correm maior risco.
Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias.
Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto).
O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral ( sarampo, caxumba e rubéola ), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.
A vacina contra o sarampo é segura e eficaz. Está contraindicada a imunossuprimidos e bebês menores de 6 meses. Pessoas com alergia a algum componente da vacina ou que já tiveram reação adversa devem buscar orientação na unidade de saúde . Gestantes não devem tomá-la. O imunizante é composto por vírus vivo atenuado, o que representa um risco durante a gravidez. Já as lactantes podem receber a vacina normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida, pois o imunizante não oferece riscos ao bebê.
A vacina está disponível gratuitamente em todas as UBSs ( Unidades Básicas de Saúde ) nos 645 municípios do estado de São Paulo .
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/sp-confirma-sete-novos-casos-de-sarampo-em-menos-de-uma-semana-e-total-sobe-para-23.shtml.

Campanha Nacional de Multivacinação em São Paulo — Foto: Folha de S.Paulo
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