Solidariedade furtada: criminosos usaram Unicef para aplicar golpes
Criminosos criaram falsas causas humanitárias com chaves Pix para enganar doadores e financiar organização criminosa em vários estados

Em um ato de extrema covardia , golpistas se apropriaram indevidamente do prestígio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para arrancar d oações financeiras de cidadãos de boa-fé. A fraude, que se espalhou pelo Distrito Federal e por diversos estados do país, transformou a empatia de milhares de brasileiros em fonte de lucro ilícito para o crime organizado . O esquema criminoso ruiu nesta quinta-feira (13/8).
A organização criminosa foi desmantelada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) , por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado (Decor), durante a deflagração da Operação Orfeu. A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão e culminou na prisão de três investigados: dois na cidade de Imperatriz, no Maranhão, e um no município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.
PCDF desmantela esquema criminoso em que golpistas se apropriaram indevidamente do prestígio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para arrancar doações financeiras

A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão e culminou na prisão de três investigados: dois na cidade de Imperatriz, no Maranhão, e um no município de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso
A organização criminosa criava falsas campanhas humanitárias na internet e disponibilizava chaves Pix para o recebimento direto dos valores. Ao estampar indevidamente a marca e o nome de uma das instituições mais respeitadas do mundo, os criminosos conferiam um ar de legitimidade à fraude e convenciam as pessoas de que estavam contribuindo para a proteção de crianças em situação de extrema vulnerabilidade.
Enquanto as vítimas acreditavam estar ajudando quem precisava, estavam, na realidade, financiando uma estrutura criminosa . Essa fraude ultrapassa o prejuízo financeiro individual, pois ao explorar uma causa nobre, os investigados também atacam gravemente a confiança da sociedade nas campanhas beneficentes legítimas, colocando em risco futuras doações destinadas a causas que realmente dependem da solidariedade pública.

O nome escolhido para a ação policial faz referência ao personagem da mitologia grega conhecido por seu poder de persuasão, da mesma forma que os criminosos utilizaram a credibilidade de uma instituição humanitária para seduzir e conduzir as pessoas ao golpe.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso, cujas penas somadas podem alcançar até 21 anos de reclusão, além de multa e da apuração de outros delitos que possam surgir ao longo das investigações.
Diante dos fatos, a Polícia Civil do Distrito Federal reforça o compromisso de que a solidariedade não será sequestrada pelo crime e que qualquer tentativa de transformar a esperança da população em lucro criminoso encontrará uma resposta firme e rigorosa do Estado.



Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/solidariedade-furtada-criminosos-usaram-unicef-para-aplicar-golpes.

Arte/ Metrópoles — Foto: Metrópoles
Compartilhe
Espalhe essa notícia

