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    Soja fecha em alta em Chicago com suporte do farelo e compras chinesas

    Mercado recuperou força ao longo do pregão, enquanto proximidade da colheita nos EUA e pressão dos fundos limitaram os ganhos

    CNN Brasil
    3 de setembro de 2026 às 20:52
    Soja fecha em alta em Chicago com suporte do farelo e compras chinesas
    Foto: CNN Brasil

    A soja conseguiu reverter a pressão registrada no início do pregão e terminou esta quinta-feira (03) em alta na Bolsa de Chicago, apoiada principalmente pela valorização do farelo. O contrato com vencimento em novembro avançou 0,46% e fechou a US$ 13,16 por bushel.

    De acordo com a Agrinvest, o farelo ganhou força diante da piora nas condições das lavouras americanas e ajudou a sustentar o complexo da soja. O óleo, por outro lado, permaneceu no campo negativo e limitou uma alta mais expressiva da oleaginosa, apesar de também ter reduzido parte das perdas ao longo da sessão.

    A soja também encontrou suporte em novas compras chinesas e no ritmo acelerado de comercialização da safra 2026/27. A demanda ajudou a compensar parte da pressão vendedora exercida pelos fundos de investimento, que segue mais intensa no mercado de commodities agrícolas, especialmente no trigo.

    Uma visão de drone mostra os navios graneleiros no porto de Paranaguá • Uma visão de drone mostra um graneleiro sendo carregado com soja no porto de Paranaguá, Paraná28 de março de 2026REUTERS/Rodolfo Buhrer · • Uma visão de drone mostra um
    Uma visão de drone mostra os navios graneleiros no porto de Paranaguá • Uma visão de drone mostra um graneleiro sendo carregado com soja no porto de Paranaguá, Paraná28 de março de 2026REUTERS/Rodolfo Buhrer · • Uma visão de drone mostra um — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Entre os fatores que limitaram a valorização, está justamente a atuação dos especuladores, além da proximidade do início da colheita nos Estados Unidos . Com o avanço dos trabalhos no campo, a expectativa de entrada de uma nova oferta tende a ganhar cada vez mais influência sobre as cotações nas próximas semanas.

    Segundo a Granar, a queda do petróleo continua refletindo as preocupações com as isenções concedidas pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) a pequenas refinarias que solicitaram dispensa das exigências obrigatórias de mistura de biocombustíveis. O movimento reduz as perspectivas de demanda por biocombustíveis e, consequentemente, limita o suporte aos preços do óleo de soja.

    O milho encerrou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, em um movimento de realização de lucros após as altas recentes. O contrato com vencimento em dezembro recuou 0,51% e fechou cotado a US$ 5,40 por bushel.

    Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos
    Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Agrinvest apontou que a queda acompanhou o movimento do trigo e ocorreu em meio à atuação mais vendedora dos grandes fundos de investimento . O mercado também passou a incorporar a redução das tensões no Mar Negro diante da expectativa de avanços nas negociações, o que diminui parte dos prêmios de risco nas cotações dos grãos.

    De acordo com a Granar, a entrada da colheita nos Estados Unidos é outro fator que começa a pesar sobre os preços. Os trabalhos já avançam nas regiões do sul do país e aumentam a expectativa de maior disponibilidade de milho no mercado físico.

    Com a combinação entre preços ainda elevados e o avanço da colheita, os produtores americanos também tendem a intensificar as vendas, ampliando a pressão sobre os contratos futuros.

    Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas
    Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Apesar da queda, o movimento desta quinta-feira representa principalmente uma correção após a valorização recente, com o mercado agora acompanhando a evolução da colheita e o comportamento dos fundos para definir a direção das cotações.

    O trigo registrou forte queda na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento de baixa observado entre outras commodities agrícolas. O contrato com vencimento em dezembro recuou 2,55% e encerrou o pregão a US$ 7,54 por bushel.

    A pressão sobre os preços ocorre em meio à redução do prêmio de risco relacionado ao conflito no Mar Negro. O aumento do fluxo de embarques pelo rio Danúbio amplia a oferta disponível para exportação e contribui para aliviar as preocupações com a logística da região.

    Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas
    Soja fecha em leve queda em Chicago, mas compras da China limitam perdas — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O mercado também acompanha as sinalizações de possíveis avanços nas negociações e os esforços da Turquia para retomar as discussões sobre um corredor de grãos. A eventual retomada desse mecanismo pode facilitar o escoamento da produção e aumentar a disponibilidade do cereal no mercado internacional.

    Com a melhora das perspectivas para os embarques e a possibilidade de redução dos riscos logísticos, os investidores diminuem parte do prêmio incorporado às cotações, contribuindo para a queda do trigo em Chicago.

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    Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos
    Soja recua em Chicago com melhora do clima nos Estados Unidos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/agro/soja-fecha-em-alta-em-chicago-com-suporte-do-farelo-e-compras-chinesas/.

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