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    Sociedade de Pediatria desaconselha fotos com pacientes em redes sociais e upload de imagens de IA

    Documento alerta para ações que podem ferir o novo ECA Digital e prejudicar crianças e adolescentes

    UOL
    19 de agosto de 2026 às 10:00
    Sociedade de Pediatria desaconselha fotos com pacientes em redes sociais e upload de imagens de IA
    Mão de adulto toca suavemente o pé de um bebê prematuro dentro de uma incubadora hospitalar. O bebê está envolto em roupas brancas e conectado a fios médicos. — Foto: UOL

    Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique

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    Nascimento de sêxtuplos em um hospital de Colatina, Espírito Santo. A cirurgia durou 10 minutos e envolveu uma equipe de 32 profissionais entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, anestesistas e pediatras - Michel
    Nascimento de sêxtuplos em um hospital de Colatina, Espírito Santo. A cirurgia durou 10 minutos e envolveu uma equipe de 32 profissionais entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, anestesistas e pediatras - Michel — Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Em meio às novas regras do ECA Digital (Estatuto da Criança e do Adolescente ), a Sociedade Brasileira de Pediatria desaconselha os médicos a publicarem fotos com pacientes nas redes sociais profissionais.

    Além disso, afirma que divulgar imagens pediátricas em qualquer plataforma aberta de Inteligência Artificial é uma prática de alto risco e, portanto, também desaconselhada.

    Quem são Ana Lucia Vilella, Isabella Henriques e Maria Mello, do Instituto Alana
    Quem são Ana Lucia Vilella, Isabella Henriques e Maria Mello, do Instituto Alana — Foto: UOL · Fonte: UOL

    As orientações fazem parte de um documento com orientações aos pediatras em relação ao uso ético e responsável da imagem de crianças e adolescentes, que será lançado nesta quinta-feira (20).

    No documento, a entidade se diz contra práticas como a exposição de crianças hospitalizadas e a publicação de casos raros que sejam potencialmente reconhecíveis. O compartilhamento de imagens clínicas em aplicativos pessoais também é listado como prática inadequada.

    A SBP diz que os pediatras devem agir com cautela, proteção e responsabilidade ética, já que as crianças não têm a capacidade de antecipar as consequências futuras da permanência digital.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Informações aparentemente isoladas —como diagnóstico de doença rara, localização, rotina, voz, ambiente institucional, vínculos familiares— podem, quando associadas, tornar possível a identificação do paciente, ampliando riscos à privacidade, à dignidade e à proteção integral", diz a nota.

    O documento ainda faz alertas em relação a situações simples, como o compartilhamento de imagens e exames ou mesmo o uso informal de aplicativo de mensagens, práticas comuns entre médicos e pacientes.

    Apesar de não haver uma proibição em relação a essas medidas, o texto alerta para exposição indevida de dados sensíveis e a perda de controle sobre a circulação dos dados.

    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425
    Ilustração da fachada da Folha, na Barão de Limeira 425 — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Por esse motivo, o consentimento parental não é uma autorização irrestrita para exposição digital da criança. Mesmo diante de autorização formal dos responsáveis, o profissional permanece responsável por avaliar proporcionalidade, necessidade real da exposição e alinhamento ao melhor interesse da criança", afirma.

    A Sociedade Brasileira de Pediatria sugere que os médicos façam seis perguntas antes de publicar conteúdos, como a possibilidade de identificação, o objetivo da publicação, se há risco de exploração emocional ou exposição indevida e se o conteúdo é defensável eticamente.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/08/sociedade-de-pediatria-desaconselha-fotos-com-pacientes-em-redes-sociais-e-upload-de-imagens-de-ia.shtml.

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    Nascimento de sêxtuplos em um hospital de Colatina, Espírito Santo. A cirurgia durou 10 minutos e envolveu uma equipe de 32 profissionais entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, anestesistas e pediatras - Michel — Foto: UOL

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