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    Só correção? O que explica queda do Ibovespa nesta terça depois de salto com 1º turno

    Ações em queda (Crédito: Shutterstock) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/08/acoes-mercado-bolsa-baixa-queda-2.jpg?fit=900%2C601&quality=70&strip=all" />A perda de fôlego é atribuída em parte a um ajuste após a disparada na véspera com o resultado primeiro turno da eleições The post Só correção? O que explica queda do Ibovespa nesta terça depois de salto com 1º turno appeared first on InfoMoney .

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    6 de outubro de 2026 às 15:22
    Só correção? O que explica queda do Ibovespa nesta terça depois de salto com 1º turno
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    O Ibovespa abriu a terça-feira, 6, em leve alta (+0,01%), em 206.924,61 pontos, e logo renovou máxima a 209.522,60 pontos (+1 26%), mas não sustentou o movimento. Posteriormente, virou para o negativo, atingindo mínimas e perdendo o nível de 205 mil pontos.

    Às 11h26 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 0,82%, aos 205.376,46 pontos, ante recuo de 1,01%, na mínima em 204.832,36 pontos, e máxima em 109.522,60 (+1,26%). Ente as ações de primeira linha, Vale ( VALE3 ) cedia 1,81%, enquanto Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) recuava entre -2,71% (PN) e -1,75% (ON). No caso de bancos, só subiam Itaú ( ITUB4 , +1%) e Bradesco ( BBDC3 , 1,7%/ON e BBDC4 , 2,43%/PN). O maior recuo da carteira era Banco do Brasil ( BBAS3 , -6,19%) e a maior alta, Azzas ( AZZA3 , +5,14%).

    A perda de fôlego é atribuída em parte a um ajuste após a disparada na véspera com o resultado primeiro turno da eleições, que mostraram Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial. No mercado, há expectativas de que, se eleito, o senador do PL adote uma postura menos expansionista.

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    “É mais um ajuste às médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa ainda é de alta”, diz Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. “Se for eleito, há a possibilidade de Flávio Bolsonaro adotar uma política voltada à retomada do superávit primário no País, o que poderia derrubar os juros e ajudar a destravar o custo de capital das empresas”, afirma.

    O economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, Leonardo Mendes, destacou que o movimento desta terça-feira nos mercados domésticos mostra uma continuidade da reprecificação dos ativos brasileiros, “mas naturalmente em uma intensidade bem menor depois do movimento excepcional de ontem”.

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    “Depois de uma valorização tão forte em um único pregão é natural vermos realização e bastante volatilidade”, disse Mendes.

    Ainda assim, mesmo com o recuo, o Ibovespa segue operando acima dos 200 mil pontos, próximo das máximas históricas.

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    “Com este movimento, o índice confirma a volta à tendência de alta e passa a apontar para a região de 220.000 pontos no curto prazo e 245.000 pontos no médio prazo”, disse o Itaú BBA em seu relatório Diário do Grafista.

    Segundo os analistas do banco, para manter a tendência de alta, “o Ibovespa terá que continuar acima do suporte em 181.500 pontos”.

    No exterior, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes em Nova York, com o recuo dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo, enquanto os investidores aguardavam a próxima temporada de divulgação de balanços trimestrais.

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    Além disso, pesa no Ibovespa o recuo de cerca de 2% nas cotações do petróleo no exterior, em meio a sinais de alta nas exportações da commodity do Oriente Médio, em dia de agenda esvaziada de indicadores aqui e lá fora. Em Nova York, os índices das bolsas avançam, diante da ideia de menos pressão inflacionária em parte devido ao terceiro pregão seguido de recuo do petróleo.

    Ontem, o Ibovespa fechou em alta de 7,70%, nos inéditos 206.911,89 pontos, após máxima em 209.605,70 pontos.

    A despeito do avanço na véspera, o Morgan Stanley vê espaço para o Índice Bovespa alcançar 250 mil pontos no curto prazo, o que representaria uma alta de cerca de 30% em relação ao nível anterior ao primeiro turno das eleições presidenciais.

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    Já o dólar caiu 4,12%, para R$ 5,0018, e os juros futuros recuaram mais de 100 pontos-base, alimentando expectativas de quedas na taxa Selic em novembro e dezembro de 2026 e em 2027. Hoje, os ativos dão continuidade ao movimento anterior.

    “A curva de juros mostrou, em reais, quanto o País paga pela desconfiança sobre suas contas públicas e quanto pode economizar quando essa desconfiança diminui”, afirma Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

    Segundo Rodrigo Moliterno head de renda variável da Veedha Investimentos, o recuo do dólar ante o real sugere vendas grandes nas mesas institucionais da divisa norte-americana, de estrangeiro entrando no Brasil. “Isso pressiona o dólar para baixo.”

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    Agora, investidores ficam à espera de pesquisas eleitorais, que sairão na quinta-feira, para o segundo turno.

    As atenções se voltam ao Senado, com a possibilidade do início das discussões da proposta do fim da escala 6×1, diz Silvio Campos Neto, economista-sênior da Tendências Consultora. No entanto, completa em nota, relatos na imprensa apontam dúvidas quanto ao avanço do tema neste momento.

    PETROBRAS PN ( PETR4 ) recuava 2,71% e PETROBRAS ON ( PETR3 ) perdia 1,8%, na esteira do recuo do petróleo no exterior, com o Brent operando em queda de 1,71%.

    ITAÚ UNIBANCO PN ( ITUB4 ) subia 0,89%, BRADESCO PN ( BBDC4 ) avançava 2,52%, SANTANDER BRASIL UNIT ( SANB11 ) subia 0,03% e BTG PACTUAL ( BPAC11 ) ia na contramão, recuando 3,83%.

    BANCO DO BRASIL ON ( BBAS3 ) recuava 6,23%, liderando as quedas do Ibovespa. Pela manhã, o JPMorgan rebaixou a recomendação para o papel de “neutro” para “underweight”.

    VALE ON ( VALE3 ) recuava 1,81%. No setor, USIMINAS PNA ( USIM5 ) recuava 1,47%, enquanto GERDAU PN ( GGBR4 ) registrava declínio de 1,24%.

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-em-correcao-o-que-explica-queda-indice-nesta-terca-depois-de-salto-com-1o-turno/.

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