Só 51% descartam mudar o voto; reta final ainda pode mexer na eleição
Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-08-26T090003Z_1030496109_RC233NAIN4O1_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-MARKETS.jpg?fit=1280%2C943&quali

Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo
A um dia do primeiro turno, pouco mais da metade dos eleitores brasileiros afirma estar completamente decidida sobre o voto para presidente. Segundo Bruno Soller, analista e sócio da Real Time Big Data, 51% dizem que não mudam mais de candidato.
Os demais 49% apresentam algum grau de abertura para rever a escolha, o que não significa que todos estejam indecisos ou que necessariamente trocarão de candidato até domingo.

“Você só tem dito ‘eu estou decidido, absolutamente decidido, não mudo’ 51% do eleitorado. Os outros 49% dão alguma margem de possibilidade de se mexer na votação”, afirmou Soller durante o Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .
A volatilidade é uma das razões pelas quais o analista recomenda cautela na leitura das últimas pesquisas antes da votação. Além dos eleitores que admitem alguma possibilidade de mudança, a Real Time identificou um grupo que ainda nem havia começado a decidir.
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Soller afirmou que 8% dos entrevistados no levantamento divulgado pela Real Time Big Data na quinta-feira (1º) disseram não ter parado para pensar em quem votar. O grupo pode ser importante não apenas por uma eventual escolha de última hora, mas também pelo risco de não comparecimento às urnas.
“8% dos brasileiros, é muita gente, ainda disseram na pesquisa que não pararam nem para pensar em quem vão votar”, afirmou.
Para Soller, o desinteresse observado nas pesquisas qualitativas pode se traduzir em uma abstenção maior no domingo.

“Muita gente pode chegar lá na hora e falar: nem ir, nem ir votar. Eu acho que a gente pode ter nessa eleição uma abstenção mais alta”, disse.
Soller chama atenção para os jovens, grupo no qual, segundo ele, está o maior índice de indecisão. Isso abriria espaço para diferenças entre os percentuais registrados pelas pesquisas e aqueles que aparecerão nas urnas.
O analista cita Renan como um candidato que poderia eventualmente se beneficiar desse comportamento. A possibilidade foi apresentada como hipótese, e não como projeção de resultado.

“Pode ser que um voto jovem, que é onde a gente tem o maior índice de indeciso, possa ainda ir para o Renan. O Renan pode ter uma votação um pouco mais alta do que a gente está prevendo? Pode”, afirmou.
O tamanho dessas mudanças — e, principalmente, quais candidatos podem se beneficiar delas — só será conhecido com a votação de domingo.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/so-51-descartam-mudar-o-voto-reta-final-ainda-pode-mexer-na-eleicao/.

Foto: InfoMoney
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