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    Smart Sampa será usado para localizar e notificar agressores de mulheres em São Paulo

    Parceria permitirá que a GCM aborde homens identificados pelas câmeras para comunicar decisões judiciais

    UOL
    25 de agosto de 2026 às 20:00
    Smart Sampa será usado para localizar e notificar agressores de mulheres em São Paulo
    Dois guardas municipais em uniforme posam ao lado de viatura da GCM na calçada de rua estreita no centro de São Paulo. Ao lado deles, painel preto exibe números de prisões, apreensões e ocorrências. — Foto: UOL

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    O Smart Sampa será usado com objetivo de tentar localizar em São Paulo mais de 2.000 homens que ainda não foram encontrados para receber notificações de medidas protetivas concedidas a mulheres. As fotos serão fornecidas pelo Ministério Público .

    Prisômetro instalado na sede do Smart Sampa, no centro de São Paulo; sistema será usado para localizar homens que ainda não receberam notificações sobre medidas protetivas - Gildson di Souza/Prefeitura de São Paulo · Gildson di Souza/Prefei
    Prisômetro instalado na sede do Smart Sampa, no centro de São Paulo; sistema será usado para localizar homens que ainda não receberam notificações sobre medidas protetivas - Gildson di Souza/Prefeitura de São Paulo · Gildson di Souza/Prefei — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A medida faz parte de um convênio firmado nesta terça-feira (25) com a prefeitura. Pelo acordo, as imagens serão inseridas no sistema de videomonitoramento da cidade e poderão ser identificadas pelas câmeras.

    Quando um dos homens for identificado, a Guarda Civil Metropolitana poderá fazer a abordagem para comunicar a decisão judicial sobre a medida protetiva.

    De acordo com a prefeitura, os mais de 2 mil agressores representam 37% dos homens que deveriam ter sido notificados pela Justiça sobre as decisões. Segundo a administração municipal, os oficiais de Justiça não conseguem localizar essas pessoas.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    A previsão é que o sistema seja posteriormente ampliado para o governo estadual, com a participação das polícias Civil e Militar e do programa Muralha Paulista.

    Para a promotora de Justiça Fabíola Sucasas, a parceria amplia a integração entre as instituições e a capacidade de proteção às mulheres. Ela também destacou a construção da rede municipal especializada de atendimento às mulheres.

    A iniciativa foi apresentada durante o VII Seminário de Enfrentamento à Violência Doméstica , que também marcou o lançamento de ações da prefeitura para prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres.

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    No primeiro semestre deste ano, o estado de São Paulo registrou 141 casos de feminicídio , o maior número para o período desde o início da série histórica da Secretaria da Segurança Pública, em 2018. Na comparação com os primeiros seis meses de 2025, houve alta de 10%.

    Os dados da SSP consideram o número de ocorrências, e não de vítimas. Por isso, o número de mulheres mortas pode ser maior caso uma mesma ocorrência tenha mais de um óbito.

    O aumento foi puxado pelo interior do estado, que registrou 96 ocorrências entre janeiro e junho, ante 70 no mesmo período de 2025.

    Na capital, houve queda, de 31 para 24 casos. Na região metropolitana, o número passou de 27 para 21.

    A Lei do Feminicídio foi sancionada em 2015, mas a SSP passou a contabilizar os casos separadamente a partir de 2018. Antes disso, assassinatos de mulheres em razão de gênero eram registrados, em geral, como homicídios.

    Pela legislação, o feminicídio ocorre quando o assassinato envolve razões da condição do sexo feminino, como violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/08/smart-sampa-sera-usado-para-localizar-e-notificar-agressores-de-mulheres-em-sao-paulo.shtml.

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    Prisômetro instalado na sede do Smart Sampa, no centro de São Paulo; sistema será usado para localizar homens que ainda não receberam notificações sobre medidas protetivas - Gildson di Souza/Prefeitura de São Paulo · Gildson di Souza/Prefei — Foto: UOL

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