Economia

    Small e mid caps brasileiras aparecem entre destaques globais do JPMorgan; veja ações

    Small caps (Reprodução: InfoMoney) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2021/02/melhores-small-caps-2020-10-mais-promissoras.jpg?fit=1000%2C580&quality=70&strip=all" />Vulcabras, Direcional, Cury, Plano&Plano, entre outras, estão na lista The post Small e mid caps brasileiras aparecem entre destaques globais do JPMorgan; veja ações appeared first on InfoMoney .

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    8 de outubro de 2026 às 17:30
    Small e mid caps brasileiras aparecem entre destaques globais do JPMorgan; veja ações
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    O mercado global de small e mid caps (empresas de pequena e média capitalização) está diante de um cenário em que a proporção de companhias que oferecem um retorno em dividendos superior ao dos títulos públicos de longo prazo despencou para mínimas históricas. O alerta vem do mais recente relatório do JPMorgan, “The SMid View”, assinado pela equipe de estratégia global liderada por Eduardo Lecubarri.

    De acordo com o documento, desde o início de 2024, o percentual de small e mid caps nos Estados Unidos com dividend yield acima do yield do título de 30 anos do Tesouro americano caiu de 19% para apenas 9% — o menor patamar em 24 anos. O movimento é acompanhado por dinâmica semelhante no Reino Unido e na Europa Continental.

    “Estes não são os anos 1990”, alertam os estrategistas. “Na década de 1990, o dólar estava se valorizando, o crescimento do PIB real era mais forte e o yield (rendimento) do título de 30 anos estava caindo. Hoje, o cenário é exatamente o oposto.”

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    O relatório aponta que a alta dos yields dos títulos de 30 anos não pode ser explicada apenas pelos catalisadores tradicionais — inflação, juros de curto prazo e crescimento do PIB real. Desde 2023, o prêmio de prazo (term premia) nos Estados Unidos dobrou, atingindo níveis que historicamente só foram vistos após uma queda de mais de 70% na taxa básica de juros (Fed Funds Rate) — cenário que o banco considera improvável no momento.

    A explicação, segundo os analistas, está no que chamam de “evento de 3 sigmas”: pela primeira vez na história, cerca de 60% do PIB mundial está nas mãos de governos com relação Dívida/PIB superior a 100% e com déficits fiscais elevados.

    Bolsas dos EUA recuam com forte alta do petróleo e preocupações com a inflação

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    “O driver do yield do título de 30 anos que está a 3 sigmas de sua norma é a saúde financeira do governo americano”, escrevem Lecubarri e sua equipe, destacando que a dívida pública dos EUA como proporção do PIB está em 126% e deve subir para 127% em 2026.

    Em meio a esse cenário global de aperto, o Brasil aparece como uma das exceções mais interessantes para investidores em small e mid caps em busca de rendimento. O relatório do JPMorgan traz um quadro global das small e mid caps com maior “excesso de yield” — definido como a diferença entre o dividend yield da ação e o yield do título de 30 anos do governo local — combinado com crescimento consistente de receita nos últimos três anos.

    Das 164 ações globais que atendem a esses critérios, várias são brasileiras, e algumas se destacam pelos yields excepcionalmente altos, que seguem abaixo:

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    A Vulcabras ( VULC3 ) lidera com folga: um dividend yield de 38,8% e um excesso de yield de 32,2 pontos percentuais acima do yield do título de 30 anos do governo brasileiro. A empresa de calçados, conhecida por fabricar marcas como Olympikus, aparece como um dos destaques do setor de consumo discricionário.

    Já as incorporadoras Direcional Engenharia ( DIRR3 ), Cury Construtora ( CURY3 ) e Plano & Plano ( PLPL3 ) também figuram na lista, beneficiadas pelo ciclo de aquecimento do setor imobiliário brasileiro e por valuations atrativos.

    No setor de transportes, a JSL ( JSLG3 ) — coberta com recomendação Overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) — oferece um dividend yield de 29,6% e um excesso de 23,0%.

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    O JPMorgan argumenta que a queda na proporção de ações com dividend yield superior ao dos títulos de 30 anos tem historicamente coincidido com uma desaceleração nos retornos futuros das small e mid caps em um horizonte de 12 meses.

    “O melhor indicador de se os investidores podem esperar algum upside de reavaliação é o ‘excesso de yield'”, afirmam os estrategistas. “E essa métrica hoje sugere que não há espaço para reavaliação na maior parte do mercado de small e mid caps do mundo.”

    Em vez de simplesmente procurar as ações mais sensíveis à queda dos juros, passou a ser necessário identificar onde ainda existe espaço para valorização

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    Para o Brasil, no entanto, o cenário é mais favorável. Com a taxa básica Selic em 13,75% ao ano, o earnings yield (lucro sobre preço) das small caps brasileiras está em 7,9%, o que, descontado da taxa oficial, resulta em um excesso de yield negativo de 5,9%. Apesar disso, as empresas listadas no screening global mostram que ainda há oportunidades para quem busca rendimento em um ambiente de juros elevados.

    O banco também adicionou dois novos nomes ao seu portfólio modelo global de small e mid caps neste mês:

    DaShenLin Pharmaceutical Group (603233 CH) — ação chinesa do setor farmacêutico, com capitalização de US$ 3,0 bilhões, classificada como overweight . A empresa foi destacada justamente por seu alto excesso de yield e crescimento acelerado de lucros.

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    Befesa (BFSA GY) — empresa europeia de reciclagem de resíduos perigosos, com valor de mercado de € 1,4 bilhão, também classificada como overweight .

    No portfólio para mercados emergentes (RoW), a Porto Seguro ( PSSA3 ) — seguradora brasileira com recomendação overweight do analista Antonio Grespan — já figurava entre as posições, com um retorno total acumulado de 10,2% desde sua inclusão em janeiro de 2025.

    O banco mantém sua recomendação de overweight para small e mid caps em relação às large caps nos mercados desenvolvidos (ex-Japão), uma visão que o banco adotou em novembro de 2023 e que, segundo eles, “parece estar funcionando e tem pernas para continuar”.

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    Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) e Allos (ALOS3) seguem com recomendação de compra para o banco

    “A small e mid cap oferece uma oportunidade muito assimétrica, com potencial de underperformance de curto prazo de 0% a 5% em um cenário pessimista, dentro do que consideramos ser uma oportunidade de 30% a 60% de alpha em relação às large caps nos próximos 3 a 5 anos”, concluem.

    Para o investidor brasileiro, a mensagem é clara: em um mundo onde os juros longos sobem e comprimem os retornos das ações, as small e mids brasileiras ainda oferecem um oásis de rendimento — desde que se saiba onde procurar.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/small-e-mid-caps-brasileiras-aparecem-entre-destaques-globais-do-jpmorgan-veja-acoes/.

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