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    Síria inicia destruição do programa de armas químicas de Bashar Al-Assad

    Autoridades declaram depósitos e acham insumo ligado a agentes neurotóxicos usados na guerra civil

    UOL
    3 de setembro de 2026 às 18:00
    Síria inicia destruição do programa de armas químicas de Bashar Al-Assad
    Dois homens sentados em mesa de conferência durante reunião formal. O homem à esquerda fala e consulta documentos, o da direita observa atentamente. Placa indica 'Syrian Arab Republic'. — Foto: UOL

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    A Síria começou a destruir o que sobrou de um programa clandestino de armas químicas da era do ex-ditador Bashar Al-Assad encontrado em maio. Um enviado sírio e uma representante da ONU disseram nesta quinta-feira (3) que se trata da primeira destruição desse tipo em uma década.

    O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, discursa perante o Conselho de Segurança em Nova York - Jeenah Moon - 18.fev.26 /Reuters · Jeenah Moon - 18.fev.26 /Reuters
    O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, discursa perante o Conselho de Segurança em Nova York - Jeenah Moon - 18.fev.26 /Reuters · Jeenah Moon - 18.fev.26 /Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em maio, a agência Reuters informou que a nova liderança síria havia localizado remanescentes do programa de armas químicas de Assad, incluindo matérias-primas e munições semelhantes às usadas em ataques mortais com gás durante a guerra civil do país, que provocou mais de 500 mil mortes.

    Izumi Nakamitsu, alta representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, disse em uma reunião do Conselho de Segurança nesta quinta-feira que, pela primeira vez desde 2014, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) confirmou a destruição de munições químicas na Síria.

    "Após a descoberta, Damasco encontrou mais uma instalação de produção de armas químicas, um produto químico recém-identificado usado na produção de agentes neurotóxicos e munições químicas vazias. O país também declarou duas instalações de armazenamento de armas químicas onde os materiais recém-descobertos estavam sendo guardados", disse Nakamitsu.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    No mês passado, a Opaq enviou uma equipe ao país para verificar a destruição de armas da categoria três, que inclui munições não preenchidas e equipamentos para dispersar os agentes químicos. Segundo ela, a equipe verificou "a destruição irreversível de 42 bombas aéreas" como parte dessa missão.

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    O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, disse ao conselho que o país estava "protegendo o mundo e a região por meio desse trabalho".

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Durante a declaração, criticou duramente Israel ao afirmar que os repetidos ataques de Tel Aviv prejudicam operações de busca e destruição, expondo riscos às equipes envolvidas no trabalho.

    "Não podemos garantir a segurança da região se a nossa própria segurança está sujeita a ataques perpetrados por Tel Aviv , que desrespeita a segurança de toda a região e viola as convenções e os tratados de que falamos", disse Olabi. As autoridades de Israel não responderam de imediato a um pedido de comentário.

    O embaixador afirmou que seu país estava se preparando para realizar a primeira audiência judicial de pessoas suspeitas de envolvimento no programa de armas químicas. No início deste ano, as autoridades prenderam 18 suspeitos de envolvimento no programa químico de Assad, entre eles autoridades militares e políticas de alto escalão.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/siria-inicia-destruicao-do-programa-de-armas-quimicas-de-bashar-al-assad.shtml.

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    O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, discursa perante o Conselho de Segurança em Nova York - Jeenah Moon - 18.fev.26 /Reuters · Jeenah Moon - 18.fev.26 /Reuters — Foto: UOL

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