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    Síndrome de Hashimoto não tem cura; Dr. Kalil e especialistas explicam

    Endocrinologistas explicam a condição autoimune que é a principal causa de hipotireoidismo e como ela deve ser acompanhada

    CNN Brasil
    14 de setembro de 2026 às 09:00
    Síndrome de Hashimoto não tem cura; Dr. Kalil e especialistas explicam
    Foto: CNN Brasil

    A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação da tireoide de origem autoimune e representa a causa mais frequente de hipotireoidismo. O tema foi abordado por Dr. Kalil no programa CNN Sinais Vitais , com a participação de Suemi Marui, endocrinologista e Chefe da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas FMUSP, e Rosa Paula Biscolla, endocrinologista e professora da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP).

    Segundo Suemi Marui, o nome da doença remete ao pesquisador que a descobriu, e o sufixo "ite" já indica, em termos médicos, que se trata de uma inflamação. "A tireoidite de Hashimoto é uma inflamação da tireoide de origem autoimune", explicou. Isso significa que, por razões ainda desconhecidas pela medicina, o próprio organismo passa a não reconhecer a tireoide como parte do corpo e começa a produzir anticorpos contra ela.

    Embora a tireoidite de Hashimoto seja a principal etiologia do hipotireoidismo, Suemi Marui ressaltou que o diagnóstico da condição não implica necessariamente o desenvolvimento imediato da deficiência hormonal.

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    "Não necessariamente a tireoidite de Hashimoto causa hipotireoidismo", afirmou. Para verificar se o paciente desenvolveu a condição, são necessários exames de sangue, especificamente o TSH e o T4 livre. Em alguns casos, o hipotireoidismo pode levar muito tempo para se manifestar, o que torna o acompanhamento médico regular indispensável.

    Suemi Marui foi direta ao afirmar que a tireoidite de Hashimoto não tem cura. No entanto, a condição pode ser controlada com acompanhamento adequado. A especialista alertou ainda que não existem dietas milagrosas, dietas anti-inflamatórias ou medicamentos capazes de reverter o processo autoimune .

    "O que a gente faz é um acompanhamento", destacou. O monitoramento contínuo é, portanto, a principal estratégia de manejo da doença.

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    Rosa Paula Biscolla destacou que as doenças da tireoide afetam de forma desproporcional as mulheres. "É muito mais mulher do que homem", afirmou, com base na experiência clínica ambulatorial.

    A especialista explicou que a maior prevalência feminina está relacionada ao fato de que a maioria das doenças da tireoide é de natureza autoimune, e as doenças autoimunes são, em geral, mais comuns entre mulheres. Os nódulos de tireoide também seguem esse padrão, sendo igualmente mais frequentes no sexo feminino.

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/sindrome-de-hashimoto-nao-tem-cura-dr-kalil-e-especialistas-explicam/.

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