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    Sindicato acompanha fechamento de lojas das Casas Bahia em BH e região

    Entidade informa que quatro unidades foram fechadas e cobra preservação dos direitos dos trabalhadores durante a reestruturação

    Metrópoles
    18 de agosto de 2026 às 22:50
    Sindicato acompanha fechamento de lojas das Casas Bahia em BH e região
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – O Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte e Região Metropolitana acompanha de perto os impactos sobre trabalhadores das Casas Bahia , com relação à recuperação judicial e ao processo de reestruturação da empresa, após o fechamento de pelos menos quatro lojas em BH.

    O grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo com dívida de R$ 17,3 bilhões nesta segunda-feira (17/8) .

    “Até o momento, a informação que o Sindicato possui é de que quatro lojas das Casas Bahia foram fechadas na nossa região. O número de lojas fechadas na capital mineira foi informado pela própria empresa ao Sindicato e pode sofrer alterações à medida que o processo de reestruturação do grupo avance”, informou o secretário geral do sindicato Everton Ferreira Ataíde.

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    Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A entidade afirma estar preocupada principalmente com os efeitos dos fechamentos e das demissões sobre os trabalhadores e suas famílias. A prioridade, segundo o Sindicato, é garantir que os empregados sejam respeitados e tenham seus direitos trabalhistas preservados durante a recuperação judicial e a reorganização da empresa .

    Everton Ferreira disse que o sindicato tem orientado os funcionários sobre seus direitos. Ele destaca que, após a reforma trabalhista, a homologação da rescisão do contrato de trabalho pelo Sindicato deixou de ser obrigatória, o que, segundo a avaliação da entidade, dificulta o acompanhamento desse processo.

    Outro ponto considerado pelo sindicato é que como as Casas Bahia estão em recuperação judicial, eventuais valores devidos aos trabalhadores podem ficar sujeitos às regras e condições definidas no próprio processo judicial .

    Imagem de loja das Casas Bahia em um shopping, com funcionários atendendo clientes - Metrópoles
    Imagem de loja das Casas Bahia em um shopping, com funcionários atendendo clientes - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “O sindicato está atento para que os direitos trabalhistas sejam corretamente apurados e, quando houver valores pendentes, sejam devidamente incluídos e cobrados no processo”, afirma Everton. Leia também Dinheiro e Negócios Tráfico de mulheres e exploração sexual: o passado sombrio do fundador das Casas Bahia Economia Casas Bahia negocia empréstimo emergencial de R$ 1 bilhão com credores Brasil Casas Bahia: pedido de recuperação expõe pressão no varejo brasileiro Economia Casas Bahia: ações desabam até 30% após pedido de recuperação judicial Acompanhamento dos desligamentos O secretário geral do sindicato, Everton Ferreira, informa que a entidade segue monitorando os desligamentos, o fechamento de unidades e o cumprimento das obrigações trabalhistas .

    Sobre a possibilidade de recuperação financeira das Casas Bahia, o Sindicato diz esperar que o processo seja bem-sucedido e permita à empresa superar as dificuldades financeiras, preservando o maior número possível de postos de trabalho.

    Apesar disso, a entidade considera que, neste momento, é difícil prever o resultado da recuperação financeira do grupo. Para o sindicato, qualquer reestruturação deve ocorrer de maneira responsável, buscando garantir a continuidade das atividades e, principalmente, a proteção dos trabalhadores e de seus direitos.

    “A recuperação das Casas Bahia é relevante não apenas para a empresa, mas também para os milhares de trabalhadores que dependem desses empregos. Vamos continuar acompanhando o processo e cobrando transparência, diálogo e respeito aos direitos dos comerciários”, afirma a entidade.

    A empresa tenta renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações. Segundo o grupo, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

    Esta não é a primeira vez que a Casas Bahia recorre à recuperação judicial. Em 2024, a companhia realizou recuperação extrajudicial, quando renegociou cerca de R$ 4,1 bilhões em dívidas com instituições financeiras.

    O grupo alega que entre os fatores que agravaram a situação estão:

    O plano de reestruturação da Casas Bahia prevê o fechamento de 298 lojas (cerca de 28,7% da rede) e a demissão de 1,9 mil a 3 mil funcionários. O processo intensificou-se na semana passada, entre 13 e 14 de agosto de 2026.

    O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de comunicação da empresa, mas até o momento desta publicação, não fomos procurados. O espaço está aberto.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/sindicato-acompanha-fechamento-de-lojas-das-casas-bahia-em-bh-e-regiao.

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