Sinal misterioso no espaço pode revelar o que acontece quando estrelas mortas colidem; entenda
Representação artística mostra duas estrelas de nêutrons no momento da colisão, evento que pode produzir ondas gravitacionais e uma explosão de raios gama. University of Warwick/Mark Garlick Astrônomos encontraram fortes evidências de que um misterioso clarão de raios X, que durou quase dez minutos, foi produzido após a colisão de duas estrelas de nêutrons, restos extremamente densos de estrelas que chegaram ao fim de suas vidas. O fenômeno, identificado como EP250704a/GRB 250704B, foi detectado em 4 de julho de 2025. Primeiro, diferentes satélites registraram uma rápida explosão de raios gama
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Representação artística mostra duas estrelas de nêutrons no momento da colisão, evento que pode produzir ondas gravitacionais e uma explosão de raios gama. — Foto: University of Warwick/Mark Garlick
Astrônomos encontraram fortes evidências de que um misterioso clarão de raios X , que durou quase dez minutos, foi produzido após a colisão de duas estrelas de nêutrons , restos extremamente densos de estrelas que chegaram ao fim de suas vidas.
O fenômeno, identificado como EP250704a/GRB 250704B , foi detectado em 4 de julho de 2025.

Primeiro, diferentes satélites registraram uma rápida explosão de raios gama, que durou menos de meio segundo. Logo depois, porém, o telescópio espacial Einstein Probe observou uma emissão de raios X que continuou por cerca de 560 segundos, pouco mais de nove minutos.
🛰️ ENTENDA : Raios gama são a forma mais energética de radiação eletromagnética e podem ser produzidos em eventos extremos do Universo, como essas colisões de estrelas de nêutrons. Quando aparecem em explosões muito rápidas, ajudam astrônomos a identificar fenômenos violentos e distantes.
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Segundo os pesquisadores, essa foi a emissão imediata de raios X mais longa já observada em um evento desse tipo.
Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (30) na revista científica "Science Bulletin".
Parte da investigação começou de forma pouco comum. Niccolò Passaleva, pesquisador da Universidade de Roma Tor Vergata e um dos autores do estudo, recebeu o aviso sobre a explosão quando voltava para casa.
“Eu estava voltando para casa de trem e, de repente, estava correndo contra o tempo para assumir um dos maiores telescópios do mundo pelo meu laptop”, relembrou Passaleva.
O equipamento era o Very Large Telescope (VLT), instalado no Chile. A rapidez era necessária porque o brilho deixado por fenômenos desse tipo diminui com o tempo e pode desaparecer antes que os astrônomos consigam reunir dados suficientes para descobrir sua origem.
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Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/09/30/sinal-misterioso-no-espaco-estrelas-entenda.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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