Política

    Shows no Morumbis dão ao São Paulo quase R$ 90 mi a mais que os jogos

    Acordos com a produtora Live Nation compensam perdas de bilheteria com jogos que o clube mandou para outros estádios

    Poder360
    14 de agosto de 2026 às 22:14
    Shows no Morumbis dão ao São Paulo quase R$ 90 mi a mais que os jogos
    Foto: Poder360

    Acordos com a produtora Live Nation compensam perdas de bilheteria com jogos que o clube mandou para outros estádios

    O São Paulo Futebol Clube faturou quase R$ 90 milhões a mais com os shows realizados no Morumbis do que teria arrecadado nas bilheterias dos jogos que precisou realizar em outros estádios. Os números fazem parte de um levantamento do ge , divulgado nesta 6ª feira (14.ago.2026), com base nos contratos do clube com a Live Nation.

    O primeiro contrato com a produtora foi assinado em dezembro de 2023. A partir dessa data, o Morumbis recebeu apresentações que já renderam cerca de R$ 100 milhões ao clube.

    Parceria cerca de R$ 90 milhões a mais ao São Paulo do que a bilheteria dos jogos disputados fora do estádio
    Parceria cerca de R$ 90 milhões a mais ao São Paulo do que a bilheteria dos jogos disputados fora do estádio — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Com a realização dos shows, 12 partidas precisaram ser disputadas fora do Morumbis. Nesses jogos, a bilheteria somou R$ 11,4 milhões a menos do que o estimado caso tivessem sido realizados no próprio estádio.

    O primeiro contrato, assinado em dezembro de 2023, estipulava:

    A média chegava a R$ 2,3 milhões por show. Foram 12 apresentações nesse modelo, totalizando cerca de R$ 27,6 milhões no primeiro acordo.

    Nesse período, 4 partidas foram realizadas fora do Morumbis: contra Corinthians, Vasco, Inter de Limeira e Velo Clube. O valor da bilheteria das 4 chegou a R$ 3,46 milhões. A estimativa é que, jogadas em casa, essas partidas teriam rendido R$ 6,9 milhões –R$ 3,46 milhões a mais que o arrecadado.

    Na renovação do contrato, em junho de 2025, os valores aumentaram:

    A média por show saltou para R$ 5 milhões. Foram 14 realizados nesse 2º modelo, além de uma data reservada e cancelada, que rendeu apenas o valor do aluguel.

    No decorrer, a arrecadação somou R$ 72,15 milhões, divididos entre cerca de R$ 32,25 milhões de aluguéis fixos, R$ 17,7 milhões com 886 mil ingressos vendidos e estimativa de R$ 22,3 milhões com merchandising, alimentos e bebidas.

    Nesse intervalo, 8 jogos foram disputados fora: contra Flamengo, Bragantino, Juventude, Internacional, Chapecoense, Mirassol, Bahia e Athletico-PR. Quatro foram na Vila Belmiro, 2 em Bragança Paulista, 1 no Canindé e 1 em Campinas. A venda total da bilheteria dessas 8 partidas foi de R$ 1 milhão. Se os jogos tivessem sido realizados no estádio do São Paulo, a renda líquida estimada seria de R$ 8,98 milhões.

    Mas ao comparar os valores das estimativas, R$ 11,4 milhões, e o valor arrecadado com os shows, quase R$ 100 milhões. A diferença entre o que o clube arrecadou com os shows e o que teria obtido com os jogos no Morumbis é de cerca de R$ 88,3 milhões, ou quase R$ 90 milhões.

    O São Paulo tem mais 3 shows marcados para outubro de 2026: o grupo coreano BTS se apresenta no Morumbis nos dias 28, 30 e 31. Para essas datas, o clube receberá R$ 1 milhão extra por apresentação. O valor foi negociado depois que a diretoria resistiu a liberar o estádio por causa do calendário; a Live Nation insistiu e o clube aceitou o incremento diante da necessidade de caixa.

    Com os 3 shows, o segundo contrato entre São Paulo e Live Nation chegará à metade, com 18 das 36 datas previstas. O acordo com o clube, fechado por número de apresentações e não por prazo, estabelece um limite de 6 anos para a realização dos 36 shows, com média de 6 por temporada. O clube pode arrecadar ainda cerca de R$ 105 milhões com as datas restantes.

    Um ponto financeiro relevante envolve o adiantamento já recebido. Na assinatura da renovação, em junho de 2025, o São Paulo recebeu antecipadamente 50% do valor fixo por show, ou R$ 38,7 milhões de R$ 77,4 milhões.

    Caso o próximo presidente do clube decida romper o contrato com a Live Nation, a multa equivale a 50% do valor fixo restante previsto, o que totaliza R$ 19,35 milhões. O São Paulo trata os shows também como um diferencial na negociação de naming rights do estádio: a avaliação interna é de que uma marca patrocinadora se associaria não apenas ao futebol, mas também a artistas internacionais que se apresentam no local.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-sportsmkt/shows-dao-ao-sao-paulo-quase-r-90-milhoes-a-mais-que-jogos/.

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    Parceria cerca de R$ 90 milhões a mais ao São Paulo do que a bilheteria dos jogos disputados fora do estádio — Foto: Poder360

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