Brasil

    Shows lideram consumo presencial de cultura no Brasil, afirma pesquisa

    Cinema, museus e teatro seguem mais acessíveis às classes altas

    UOL
    14 de outubro de 2026 às 04:00
    Shows lideram consumo presencial de cultura no Brasil, afirma pesquisa
    Grande público ocupa a Avenida Paulista entre prédios altos durante show ao ar livre. Palco com artista de costas para a câmera, bandeiras coloridas decoram a avenida. — Foto: UOL

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    A participação dos brasileiros em atividades culturais presenciais cresceu neste ano, com avanço nas idas a shows, museus, exposições e centros culturais. Segundo a sétima edição da pesquisa Hábitos Culturais , do Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha, 88% dos entrevistados fizeram ao menos uma atividade cultural presencial nos 12 meses anteriores ao levantamento, ante 84% em 2025.

    A cantora Marina Sena se apresenta no palco Anhangabaú da Virada Cultural 2026, no centro da cidade de São Paulo - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress
    A cantora Marina Sena se apresenta no palco Anhangabaú da Virada Cultural 2026, no centro da cidade de São Paulo - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A pesquisa ouviu 2.448 pessoas de 16 a 65 anos, em 137 municípios de todas as regiões do país, entre 7 e 20 de julho deste ano.

    Shows de música registraram uma das maiores altas, passando de 45%, no ano passado, para 51% dos entrevistados. As visitas a centros culturais subiram de 26% para 32%; idas a museus avançaram de 16% para 21%; e, em exposições de arte , de 27% para 31%.

    Eventos ao ar livre atraíram 63% dos entrevistados, e festas populares, típicas e folclóricas, 45%.

    Roda de samba na Pedra do Sal
    Roda de samba na Pedra do Sal — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O cinema foi frequentado por 39% da população, mesmo percentual dos que visitaram espaços ligados ao patrimônio histórico. Atividades infantis foram mencionadas por 37%. Pela primeira vez, a pesquisa incluiu pontos de cultura e espaços comunitários (38%), rodas de samba, pagode ou choro (30%) e bailes funk (9%).

    Apesar do crescimento, o acesso à cultura permanece desigual. Entre os entrevistados das classes A e B, 97% realizaram ao menos uma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, contra 82% nas classes D e E. A diferença é ainda maior no cinema, em que 63% nas classes A e B foram às salas, ante 18% nas classes D e E. No teatro , os índices são de 41% e 17%, respectivamente; nos museus, de 35% e 14%.

    A diferença se repete em shows (64% nas classes A e B, 42% nas D e E), centros culturais (47% e 27%), bibliotecas (39% e 16%) e eventos ao ar livre (74% e 52%).

    Veja fotos de algumas festas juninas em São Paulo
    Veja fotos de algumas festas juninas em São Paulo — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A pesquisa aponta, ainda, que 33% dos brasileiros dizem não haver equipamentos culturais na região onde moram, embora 40% afirmem ter realizado atividades culturais no próprio bairro ou perto de casa nos últimos 12 meses, seis pontos percentuais acima do registrado em 2024.

    Ruas e praças são os espaços mais citados (68%), seguidos por igrejas (61%), parques (54%), shoppings e equipamentos culturais (43% cada) e escolas (43%). Nestas, 27% citaram feiras culturais e festas juninas ou folclóricas.

    Além disso, 72% afirmaram que participariam de mais atividades culturais se elas ocorressem com maior frequência nas escolas de seus bairros.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    O custo é o principal obstáculo à participação presencial, apontado por 35% dos entrevistados. A insegurança e a violência aparecem em segundo lugar, com 30%, seguidas por falta de tempo (23%), cansaço ou desânimo (21%), distância dos eventos e lotação (19% cada) e falta de transporte (16%).

    Entre os que citam insegurança, 47% temem assaltos ou furtos, 43% apontam falta de policiamento e 29%, violência no trajeto.

    Já a possibilidade de violência contra mulheres ou assédio nos espaços culturais foi apontada por 27%, seis pontos percentuais acima dos 21% registrados na edição anterior. A preocupação é maior entre as mulheres (38%) do que entre os homens (14%).

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No consumo cultural doméstico ou pela internet, ouvir música on-line lidera, com 85% dos entrevistados. Filmes em plataformas de streaming foram assistidos por 76%, e séries online, por 73%. Novelas foram acompanhadas por 56%, mesmo percentual dos que ouviram podcasts. A leitura de livros impressos também foi mencionada por 54% dos entrevistados. Jogos eletrônicos foram citados por 43%, e livros digitais, por 38%.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/10/shows-lideram-consumo-presencial-de-cultura-no-brasil-afirma-pesquisa.shtml.

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    A cantora Marina Sena se apresenta no palco Anhangabaú da Virada Cultural 2026, no centro da cidade de São Paulo - Bruno Santos/Folhapress · Bruno Santos/Folhapress — Foto: UOL

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