Shell prevê margens de refino recordes com guerra duradoura no Oriente Médio
A Shell prevê que as margens de refino no terceiro trimestre saltem para US$ 42 (R$ 208,93) por barril, um recorde histórico e um valor significativamente superior aos US$ 24 (R$ 119,39) por barril registrado no trimestre anterior, informou a gigante do petróleo nesta quarta-feira (7), à medida que o conflito no Oriente Médio restringiu o abastecimento de combustíveis , elevando os preços. Leia mais (10/07/2026 - 08h25)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
A Shell prevê que as margens de refino no terceiro trimestre saltem para US$ 42 (R$ 208,93) por barril, um recorde histórico e um valor significativamente superior aos US$ 24 (R$ 119,39) por barril registrado no trimestre anterior, informou a gigante do petróleo nesta quarta-feira (7), à medida que o conflito no Oriente Médio restringiu o abastecimento de combustíveis , elevando os preços.

Os preços do petróleo bruto Brent , referência global, dispararam depois que os EUA e Israel atacaram o Irã no final de fevereiro, levando Teerã a fechar efetivamente o estreito de Hormuz e atacar vizinhos do Golfo. Nesta quarta, o barril era negociado acima de US$ 101 .
Essas interrupções elevaram os preços dos combustíveis, levando os países do G7 a concordarem, na semana passada, em liberar estoques de diesel e petróleo bruto das reservas de emergência .
Enquanto isso, com os preços mais altos da energia impulsionando suas receitas, espera-se que as grandes petrolíferas obtenham um lucro extraordinário de bilhões de dólares com o conflito.

Espera-se que os resultados dos grandes negócios de comercialização de gás e derivados de petróleo da Shell estejam em linha com o trimestre anterior, quando ajudaram a empresa a registrar seu segundo maior lucro trimestral da história.
A Shell elevou sua previsão de produção integrada de gás para o terceiro trimestre para entre 740 mil e 780 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), ante uma estimativa anterior de 570 mil a 630 mil boed.
A empresa produziu 631 mil boed no segundo trimestre, em comparação com mais de 900 mil boed antes da guerra no Irã.

Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões
A produção de gás natural liquefeito no terceiro trimestre deve ficar em torno de 7,2 milhões a 7,6 milhões de toneladas métricas, em comparação com uma previsão anterior de 7,1 milhões a 7,7 milhões de toneladas e a produção do segundo trimestre de 7,7 milhões de toneladas.
A Shell também ajustou para baixo sua previsão de produção upstream para o terceiro trimestre, para um intervalo entre 1,74 milhão e 1,84 milhão de boed, ante uma expectativa anterior de 1,68 milhão a 1,88 milhão de boed.
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/shell-preve-margens-de-refino-recordes-com-guerra-duradoura-no-oriente-medio.shtml.

Posto de combustível da Shell, em Londres - Henry Nicholls - 02.out.26/AFP · Henry Nicholls - 02.out.26/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

