Shein perde US$ 5 bi em valor de mercado e tem uma das piores semanas após IPO em Hong Kong
A Shein perdeu cerca de US$ 5 bilhões em valor de mercado desde sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), encerrando uma das piores semanas de estreia após uma grande listagem em Hong Kong -um sinal das preocupações dos investidores com as perspectivas de crescimento da varejista de fast fashion . Leia mais (09/07/2026 - 12h30)

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A Shein perdeu cerca de US$ 5 bilhões em valor de mercado desde sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), encerrando uma das piores semanas de estreia após uma grande listagem em Hong Kong —um sinal das preocupações dos investidores com as perspectivas de crescimento da varejista de fast fashion .

Mesmo após uma alta de 3,2% na segunda-feira, o primeiro avanço desde a oferta pública inicial, as ações fecharam a semana 19% abaixo do preço da oferta, de 48,5 dólares de Hong Kong (R$ 31,7).
Esse é o segundo pior desempenho nas cinco primeiras sessões entre as empresas que captaram pelo menos US$ 1 bilhão em uma listagem em Hong Kong, atrás apenas da queda de 19,9% da Baidu. O valor de mercado da companhia recuou de aproximadamente US$ 26 bilhões para cerca de US$ 21 bilhões.
A conclusão de um processo de listagem que se arrastou por anos pouco fez para dissipar as preocupações com o enfraquecimento da rentabilidade da Shein, os obstáculos regulatórios e a intensificação da concorrência.

Avaliada em cerca de US$ 100 bilhões durante o auge do comércio eletrônico na pandemia, a empresa agora enfrenta um ambiente muito mais difícil, o que deixa os investidores céticos quanto à sua capacidade de retomar o crescimento. As perdas também evidenciam o interesse limitado por empresas tradicionais de comércio eletrônico, à medida que o capital flui cada vez mais para companhias ligadas à inteligência artificial e à robótica.
"A queda da Shein reflete a crescente preocupação do mercado com tarifas, custos de processamento de pedidos e riscos de execução relacionados à transição para seu modelo de plataforma", afirmou Catherine Lim, analista de mercado.
A onda de vendas foi impulsionada, em grande parte , por preocupações específicas com a empresa , embora também refletisse um ceticismo mais amplo em relação aos modelos de comércio eletrônico transfronteiriço diante das tarifas, das mudanças nas regras de isenção para remessas de baixo valor e do endurecimento da regulamentação.

A migração dos investidores para ações de inteligência artificial e tecnologia agravou a fraqueza, mas as dúvidas sobre o crescimento e as margens da Shein continuam sendo a principal preocupação, disse Lim.
A Shein chegou ao mercado de capitais em um momento em que sua expansão, antes acelerada, perdia força. A empresa registrou prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre, ante lucro de US$ 395 milhões um ano antes. A receita cresceu 8% em 2025, desacelerando em relação à alta de 21% em 2024 e ficando abaixo da meta da companhia.
O fraco desempenho se soma ao início turbulento da tão aguardada listagem da varejista. Antes vista como um dos grandes casos de crescimento da era da pandemia, a Shein agora enfrenta desaceleração da expansão, aumento das barreiras comerciais e concorrência crescente no comércio eletrônico global.
A estreia da Shein já prenunciava a fraca demanda pelas ações, que chegaram a cair 10% no início dos negócios, antes de uma recuperação no fim do pregão limitar a baixa a apenas 0,1%, para 48,5 dólares de Hong Kong.
Os papéis foram negociados bem abaixo do preço da oferta durante a maior parte da sessão, até que uma recuperação tardia reduziu as perdas.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/09/shein-perde-us-5-bi-em-valor-de-mercado-e-tem-uma-das-piores-semanas-apos-ipo-em-hong-kong.shtml.

Shein tenta recuperar consumidores jovens enquanto enfrenta tarifas, concorrência e críticas - Sarah Meyssonnier- 31.ago.26/Reuters · Sarah Meyssonnier- 31.ago.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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