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    Shein estima arrecadar US$ 1,7 bilhão com IPO na próxima semana

    A Shein anunciou nesta segunda-feira (24) que espera arrecadar US$ 1,7 bilhão (R$ 8,7 bilhões) com a IPO (oferta pública inicial de ações) que fará em 1º de setembro na Bolsa de Hong Kong. Leia mais (08/24/2026 - 10h16)

    Folha de S.Paulo
    24 de agosto de 2026 às 13:16
    Shein estima arrecadar US$ 1,7 bilhão com IPO na próxima semana
    Vários vestidos com estampas florais e padrões variados pendurados em cabides brancos com a marca SHEIN, alinhados em um varão dourado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Shein anunciou nesta segunda-feira (24) que espera arrecadar US$ 1,7 bilhão (R$ 8,7 bilhões) com a IPO (oferta pública inicial de ações) que fará em 1º de setembro na Bolsa de Hong Kong.

    Varal com roupas da Shein em loja em São Paulo - Jorge Silva - 15.dez.25/Reuters · Jorge Silva - 15.dez.25/Reuters
    Varal com roupas da Shein em loja em São Paulo - Jorge Silva - 15.dez.25/Reuters · Jorge Silva - 15.dez.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo um comunicado da Bolsa, o gigante da fast-fashion planeja oferecer 280 milhões de ações para captar até 13,86 bilhões de dólares de Hong Kong (US$ 1,7 bilhão).

    Com isso, a empresa alcançaria uma avaliação de mercado de US$ 26,8 bilhões (R$ 137 bilhões). Há duas semanas, a Shein falava em elevar seu valor para até US$ 30 bilhões .

    A empresa utilizará os recursos captados em sua estreia na Bolsa para financiar suas capacidades tecnológicas e fortalecer sua presença internacional .

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os planos de entrada nas Bolsas de Nova York e Londres esbarraram nos últimos anos em dificuldades regulatórias. Sem sucesso, a empresa acabou buscando a Bolsa de Hong Kong, onde recebeu aprovação do regime chinês no mês passado .

    A Shein tem a maioria de suas fábricas na China , que tem uma vasta indústria têxtil de baixo custo e uma cadeia de produção altamente eficiente, capaz de desenvolver seus produtos com enorme rapidez e responder às tendências em constante mudança em tempo recorde, com uma rotatividade de coleções a preços muito baixos.

    Além disso, o grupo se destaca por atingir um público jovem por meio de suas redes sociais e garantir as vendas com uma cadeia de comércio eletrônico altamente desenvolvida, que opera em mais de 150 países.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A plataforma é criticada com frequência por seu impacto ambiental e por incentivar uma cultura de consumo excessivo que gera resíduos e poluição, já que o setor têxtil representa quase 10% das emissões globais de gases do efeito estufa.

    A Shein também foi acusada de violações dos direitos humanos, apesar de o CEO da empresa ter declarado no ano passado à AFP que o grupo tem "tolerância zero" com o trabalho forçado.

    Em 2025, a Shein registrou faturamento de US$ 41,8 bilhões (R$ 214 bilhões), entregou mais de um bilhão de pedidos em todo o mundo e obteve um lucro líquido de US$ 2,1 bilhões (R$ 10,7 bilhões).

    Porém, a plataforma registrou perdas líquidas de US$ 99 milhões (R$ 508 milhões) no primeiro trimestre, que a empresa atribuiu a fatores contábeis.

    A Shein reconhece que sua proposta de abertura de capital não pode garantir aos futuros acionistas um crescimento tão rápido como o registrado em seus primeiros anos.

    Em 2025, o governo dos Estados Unidos eliminou a isenção de tarifas que era concedida a pacotes de baixo valor (como os da Shein) que entravam no país.

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    A empresa afirmou nesta segunda-feira que a mudança a submeteu a um nível de tributação "significativamente maior", além das tarifas adicionais impostas por Donald Trump aos produtos chineses.

    A Shein também está no alvo das autoridades europeias. Na França, a empresa já foi multada diversas vezes e o Parlamento aprovou, no fim de junho, um projeto de lei para frear o crescimento das plataformas de moda rápida .

    Diante da legislação americana e europeia, o grupo anunciou nesta segunda-feira que está estudando "uma ampla gama de opções, incluindo o aumento de seus preços, para compensar parte dos custos adicionais".

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/shein-estima-arrecadar-us-17-bilhao-com-ipo-na-proxima-semana.shtml.

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    Varal com roupas da Shein em loja em São Paulo - Jorge Silva - 15.dez.25/Reuters · Jorge Silva - 15.dez.25/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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