Sexólogas revelam respostas para dúvidas comuns e inusitadas sobre sexo
Para celebrar o Dia do Sexo, comemorado no próximo domingo (6/9), a coluna conversou com duas sexólogas e desvendou as dúvidas mais comuns

Celebrado no próximo domingo (6/9), o Dia do Sexo vem com o lembrete de que a sexualidade deve ser explorada o ano inteiro, e não apenas nessa data . Diante de uma infinidade de possibilidades, as experiências sexuais promovem tanto o autoconhecimento quanto a liberdade de viver com muito mais prazer . Por causa do tabu que ainda envolve o tema, porém, muitas dúvidas frequentes acabam restritas aos consultórios dos profissionais da área.
Pensando nisso, a coluna Pouca Vergonha convidou duas sexólogas para desvendar assuntos comuns, mas que muita gente ainda tem receio de explorar — o que acaba travando o próprio prazer e a chance de melhorar a vida a dois (ou a solteirice).
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)

Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade

No sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
Quem sabe uma delas também não é a sua dúvida?
Ao Metrópoles , a sexóloga Stephanie Seitz revela as respostas para questionamentos que costuma receber nas redes sociais, em palestras ou até em conversas mais descontraídas.

“Me deparo com perguntas que mostram como ainda temos muitas dúvidas sobre sexo, desejo, prazer e relacionamentos, e algumas aparecem mais do que vocês imaginam”, afirma. Stephanie Seitz É normal pensar em outra pessoa durante o ato? S im, fantasias podem existir. Pensar não é necessariamente fazer e fantasia não significa automaticamente que você deixou de amar ou desejar quem está ao seu lado.
Nossa imaginação também participa da sexualidade. E não, você não precisa necessariamente contar absolutamente tudo o que passa pela sua cabeça. Intimidade também pode conviver com individualidade.
Eu gosto muito dessa pergunta porque minha resposta pode surpreender: para muita gente, ele pode melhorar.

O corpo muda, claro, e essas mudanças precisam ser respeitadas. Mas maturidade também pode trazer mais autoconhecimento, liberdade para dizer o que gosta, menos preocupação em impressionar e uma relação diferente com o próprio prazer.
Talvez o grande segredo não seja tentar transar aos 50 exatamente como se transava aos 20. É descobrir como viver uma sexualidade boa, possível e prazerosa em cada fase da vida.
Nem sempre. E mais importante do que descobrir se alguém está fingindo é perguntar: “Por que essa pessoa sente que precisa fingir?”.

Muitas vezes existe medo de decepcionar, vontade de agradar, vergonha de falar sobre o próprio prazer ou simplesmente desejo de terminar aquele momento. Para mim, o melhor “detector de orgasmo” ainda é uma relação em que existe liberdade para conversar.
Estar em um relacionamento saudável envolve uma troca de confiança
Atualmente, existem diversos tipos de relações, monogâmicas ou não

Cada vez mais pessoas se sentem confortáveis para explorar novos tipos de relacionamento
Entretanto, a geração Z parece ainda ser majoritariamente monogâmica
Pesquisas mostram que dormir com a parceria pode melhorar o sono e o bom humor

Boletos e trabalho acabam com o tesão do brasileiro, segundo pesquisa
Em seu relato à coluna , a sexóloga Camila Voluptas, fundadora da maior sociedade de swing do Brasil, declarou que as dúvidas mais comuns estão comumente associadas ao universo da troca de casais — tema ainda cercado de tabus e preconceitos.
“O marido quer ir no swing pois é onde teoricamente pode viver outras experiências de forma consentida. Por outro lado, a mulher também está sem tesão nele, mas não consegue admitir. Por fim, querem uma forma mágica de solucionar tudo isso sem resolver o que de fato precisa ser resolvido”, chama atenção. Camila e o marido são adeptos à troca de casais Como convencer meu parceiro a ir no swing? Simples, não convence! Swing não é conquista e nem meta. Se você precisa convencer, o casal ainda não está pronto, e pressionar é o caminho mais curto para machucar a relação e depois culpar o meio liberal pelo fiasco do resultado.

O que funciona não é argumento. É segurança, relação cheia e diálogo sem chantagem. A dupla precisa estar segura. Um copo cheio não falta nada. Se o copo está vazio, swing vira tapa-buraco e tapa-buraco vira ciúme, cobrança e briga.
Outra coisa: não é relacionamento aberto. Vocês continuam monogâmicos no sentido de ter um cônjuge. A aventura é do casal, juntos. Se ela sente que vai “perder o marido para o meio”, é porque a proposta chegou torta.
Muita mulher me procura dizendo que “o corpo não responde mais”. Quase sempre o problema não é o marido em si, é rotina, cansaço, trauma antigo, briga por poder, celular escondido, pornografia solitária e ausência de tempo de qualidade. Uma dica, portanto, é o desafio de 30 dias: uma agenda para se ajudarem nas tarefas e 1 hora de presença diária.

E tem o corpo. Muita mulher só volta a desejar o marido quando volta a se desejar. Autoestima não é remédio instantâneo, mas sem ela o tesão não sustenta. Incluir o marido no seu prazer e se deixar ser incluída no dele esquenta mais do que qualquer “técnica”.
Não existe remédio contra ciúmes, porque ele pode estar relacionado ao trauma, à carência, ao segredo e à insegurança. Às vezes, ele nem é “seu”: o outro esconde celular, desliga conversa, mente “para não preocupar” e depois reclama que você desconfia.
Na hora da troca, o segredo que eu mais repito: incluir. Mão e olhar no cônjuge. Vocês não se abandonam na cama dos outros. Se o prazer for mútuo, o ciúme cede espaço para companheirismo. Se cada um some com alguém e volta “contando vantagem”, o ciúme tem razão de existir. Regras do casal valem mais que a festa.

E se o ciúme aparecer no meio da experiência? Para, conversa e não força. O meio liberal saudável não é “engolir o sentimento para parecer evoluído”. É ter coragem de dizer “hoje não” sem ser punido.







Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/pouca-vergonha/sexologas-revelam-respostas-para-duvidas-comuns-e-inusitadas-sobre-sexo.

Magnific — Foto: Metrópoles
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