Setor produtivo brasileiro se posiciona contra votação da PEC da escala 6x1
Confederações empresarias preveem aumento de custos, inflação e impacto nas contratações caso a escala 6x1 seja proibida

O setor produtivo brasileiro – representado pelas confederações empresariais CNI, CNT, CNC, CNA, CNseg e OCB –, se posicionou, na noite desta terça-feira (6/10), contra o fim da escala 6×1 no país.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção de dois descansos remunerados por semana, está em discussão no plenário do Senado Federal .
As confederações consideram inoportuna a votação da PEC durante o período eleitoral, quando o debate público estará marcado pela polarização em torno do segundo turno das eleições presidenciais, embora reconheçam “a importância da discussão sobre jornada e escala de trabalho.”

“O tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas”, afirma o posicionamento, enviado à imprensa.
Segundo as entidades, os efeitos de uma eventual redução da jornada de trabalho serão significativos para setores como indústria , comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, “provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação.”


Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/setor-produtivo-brasileiro-se-posiciona-contra-votacao-da-pec-da-escala-6x1.

Breno Esaki/Metrópoles (@BrenoEsakiFoto) — Foto: Metrópoles
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