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    Setembro Verde: morador de Araxá autoriza doação de órgãos da esposa para ajudar outras pessoas

    Lílian Raquel Duarte da Silva morreu aos 49 anos Adriano Duarte / Divulgação Depois de 31 anos ao lado da esposa, o técnico de projetos Adriano Duarte da Silva, de 53 anos, precisou tomar uma decisão difícil: autorizar a doação dos órgãos dela. Lílian Raquel Duarte da Silva tinha 49 anos quando faleceu, vítima de um AVC hemorrágico, em janeiro de 2024, em Araxá. Com a autorização de Adriano, as córneas e os rins dela foram doados. Segundo ele, nunca havia conversado com a mulher sobre o assunto, mas decidiu permitir a doação porque sabia o quanto ela gostava de ajudar outras pessoas. ✅ Clique

    G1
    13 de setembro de 2026 às 20:31
    Setembro Verde: morador de Araxá autoriza doação de órgãos da esposa para ajudar outras pessoas
    Foto: G1

    Lílian Raquel Duarte da Silva morreu aos 49 anos — Foto: Adriano Duarte / Divulgação

    Depois de 31 anos ao lado da esposa, o técnico de projetos Adriano Duarte da Silva, de 53 anos, precisou tomar uma decisão difícil: autorizar a doação dos órgãos dela. Lílian Raquel Duarte da Silva tinha 49 anos quando faleceu, vítima de um AVC hemorrágico, em janeiro de 2024, em Araxá .

    Com a autorização de Adriano, as córneas e os rins dela foram doados. Segundo ele, nunca havia conversado com a mulher sobre o assunto, mas decidiu permitir a doação porque sabia o quanto ela gostava de ajudar outras pessoas.

    Quase metade das famílias recusa doação de órgãos no Brasil
    Quase metade das famílias recusa doação de órgãos no Brasil — Foto: G1 · Fonte: G1

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    Adriano lembra que o problema de saúde da esposa começou em 11 de dezembro de 2024 quando Lílian estava na igreja, onde dava aulas de crisma e passou mal.

    “Ela sentiu uma forte dor de cabeça e perdeu os movimentos do corpo. Eu, imediatamente levei ela para o hospital, mas o problema não foi identificado naquele momento. Nos dias seguintes, ela continuou apresentando mal-estar”, contou.

    Na noite de 1º de janeiro, Lílian foi para o quarto mais cedo. Pouco depois, acabou caindo no chão.

    Adriano prestou os primeiros socorros e ela foi levada novamente para o hospital. Desta vez, não voltou para casa.

    Ela permaneceu internada por quatro dias em coma até falecer. A causa da morte foi um AVC hemorrágico.

    Depois que os médicos informaram à família que não havia mais possibilidade de recuperação em decorrência da falência cerebral, uma equipe conversou com Adriano e os filhos sobre a possibilidade de doação. A decisão foi tomada naquele momento.

    Lílian e Adriano nunca haviam conversado sobre o assunto. Ainda assim, ele diz que a escolha fazia sentido diante da forma como ela vivia.

    “Ela sempre ajudava na igreja. Era algo da personalidade dela ajudar ao próximo”, afirmou.

    Foram autorizadas as doações das córneas e dos rins. O coração também chegou a ser avaliado para transplante, mas não pôde ser aproveitado porque foram constatados rompimentos de vasos.

    Adriano não sabe quem recebeu os órgãos e diz que gostaria de conhecer as pessoas que foram beneficiadas. “Queria conhecer para quem foi doado, ficaria feliz”, contou.

    Lílian era empresária e mãe de três filhos. A morte dela foi devastadora para a família, que mesmo em meio à dor, não teve dúvidas ao tomar a decisão de autorizar a doação dos órgãos.

    “Mesmo com o luto e a dor do momento, tendo a possibilidade de ajudar, sempre é bom”, contou Adriano.

    Aumentar o número de decisões como a da família da Lílian é um desafio no Brasil. Em 2025, o país bateu o recorde de transplantes de órgãos e tecidos, mas os dados do Registro Brasileiro de Transplantes, divulgados este mês, revelam que em cerca de 45% dos casos, parentes não autorizaram a doação dos órgãos após a constatação da morte de familiares.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/09/13/setembro-verde-morador-de-araxa-autoriza-doacao-de-orgaos-da-esposa-para-ajudar-outras-pessoas.ghtml.

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    Quase metade das famílias recusa doação de órgãos no Brasil — Foto: G1

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