Setembro Rubi: o que você precisa saber sobre o câncer de estômago
A endoscopia digestiva alta é o principal exame para investigar alterações no estômago e deve ser indicada pelo médico conforme o histórico do paciente. Banco de Imagens Setembro é o mês de conscientização do câncer gástrico e o Setembro Rubi existe para lembrar que essa doença, muitas vezes silenciosa, pode ser vencida quando identificada a tempo. O câncer de estômago está entre os mais comuns no Brasil e no mundo (INCA), e o principal desafio é justamente o diagnóstico tardio, quando os sintomas já são mais evidentes e o tratamento, mais complexo. Conhecer os sinais de alerta e manter o acom
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/P/k/zGWKq0TyivS90UjAp1Aw/imagem-1.png)
A endoscopia digestiva alta é o principal exame para investigar alterações no estômago e deve ser indicada pelo médico conforme o histórico do paciente. — Foto: Banco de Imagens
Setembro é o mês de conscientização do câncer gástrico e o Setembro Rubi existe para lembrar que essa doença, muitas vezes silenciosa, pode ser vencida quando identificada a tempo. O câncer de estômago está entre os mais comuns no Brasil e no mundo (INCA), e o principal desafio é justamente o diagnóstico tardio, quando os sintomas já são mais evidentes e o tratamento, mais complexo.
Conhecer os sinais de alerta e manter o acompanhamento médico regular são as ferramentas mais poderosas contra essa doença.
O câncer gástrico é traiçoeiro porque seus primeiros sintomas se parecem muito com condições digestivas comuns, como gastrite e refluxo. Muita gente passa meses ou anos tratando o problema de forma inadequada sem saber que há algo mais sério por trás.
O oncologista clínico Dr. Hugo Mandarino (CRM/MG 101899) explica o que não pode ser ignorado: "Os principais alertas são os sintomas gástricos que não estão melhorando, mesmo após medicações prescritas por médicos. Além dos sintomas gástricos como queimação, saciedade precoce e refluxos, a perda de peso inesperada, sem dieta, é um sinal de alerta."
Outros sinais que merecem atenção incluem náuseas frequentes, dificuldade para engolir, sensação de estômago cheio com pouca comida e cansaço excessivo sem causa aparente. Qualquer um desses sintomas persistindo por mais de três semanas pede avaliação médica.
O diagnóstico precoce no câncer gástrico é, literalmente, a diferença entre cura e um tratamento muito mais longo e complexo. O Dr. Hugo é direto: "O diagnóstico precoce é decisivo no tratamento devido à alta chance de cura, uma vez que a doença precoce está localizada e a cirurgia é curativa."
Quando o tumor ainda está restrito ao estômago, as chances de tratamento bem-sucedido são significativamente maiores. À medida que a doença avança e se espalha para outros órgãos, as opções terapêuticas se tornam mais complexas e os resultados, mais incertos.
A endoscopia digestiva alta é o principal exame para investigar alterações no estômago e deve ser solicitada pelo médico de acordo com o histórico e os sintomas de cada paciente.
Quando identificado nas fases iniciais, o câncer gástrico pode ser tratado com cirurgia curativa, com altas chances de sucesso. — Foto: Banco de Imagens
Fatores de risco que você precisa conhecer
Alguns fatores aumentam as chances de desenvolver câncer gástrico. O Dr. Hugo lista os principais: hábitos alimentares inadequados, infecção pela bactéria H. pylori e histórico familiar da doença.
A bactéria H. pylori merece atenção especial. Ela é considerada um dos principais fatores de risco para o câncer gástrico (OMS) e pode ser detectada e tratada com exames e medicamentos específicos. Quem tem histórico familiar de câncer de estômago deve redobrar a atenção e conversar com o médico sobre a necessidade de acompanhamento mais próximo.
Prevenção começa nos hábitos do dia a dia
A boa notícia é que grande parte dos fatores de risco pode ser controlada com mudanças de hábito. O Dr. Hugo completa a lista de cuidados: "A prática de atividades físicas, não ingerir bebidas alcoólicas e não fumar completam a lista de prevenção, não só do câncer gástrico, mas também de muitos outros tipos de câncer e outras doenças."
Uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes, com menos alimentos ultraprocessados, defumados e com excesso de sal, também contribui para reduzir o risco (INCA). Pequenas mudanças no cotidiano fazem grande diferença a longo prazo.
Alimentação equilibrada, prática de atividade física e ausência de tabagismo e álcool são hábitos que ajudam a prevenir o câncer gástrico e outras doenças. — Foto: Banco de Imagens
O recado do Dr. Hugo para o Setembro Rubi é simples e direto: "Procure um médico de confiança para fazer o check-up. A prevenção é sempre a melhor escolha."
Se você tem sintomas digestivos persistentes que não melhoram com o tratamento habitual, não adie a consulta. Se você tem histórico familiar de câncer gástrico ou infecção por H. pylori, converse com seu médico sobre a necessidade de exames preventivos.
Unidades de saúde do SUS na Zona da Mata Mineira realizam triagens e encaminhamentos para especialistas. O posto de saúde mais próximo pode ser o primeiro passo para cuidar do seu estômago e da sua saúde como um todo.
⚠️ Esta matéria tem caráter informativo e faz parte do projeto Viva Bem, da TV Integração. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico.
Responsável Técnico: Olamir Rossini Junior – CRM/MG 29797S
Médico Entrevistado: Hugo Mandarino – CRM/MG 101899
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/especial-publicitario/tv-integracao/noticia/2026/09/24/setembro-rubi-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-cancer-de-estomago.ghtml.
Compartilhe
Espalhe essa notícia

