Setembro Amarelo: alimentação influencia diretamente na saúde mental
Evidências cientificas mostram que a alimentação influencia a saúde mental e pode ser uma aliada na prevenção e no cuidado com a depressão

Setembro amarelo é o mês de falar sobre saúde mental, sobre prevenção do suicídio e sobre a importância de pedir ajuda. Dentro desse tema, existe uma conexão que a ciência está tornando cada vez mais clara, e que a maioria das pessoas ainda desconhece: o que você coloca no prato influencia diretamente como você se sente emocionalmente.
Existe uma via de comunicação direta entre o seu intestino e o seu cérebro, chamada de eixo intestino-cérebro. Ela funciona por meio do nervo vago, de hormônios e de sinais imunológicos que viajam nos dois sentidos. E o intestino não é só passivo nessa relação: ele produz cerca de 90% da serotonina do corpo, o neurotransmissor mais associado ao humor, ao sono e ao bem-estar emocional. Quase metade da dopamina também é produzida ou modulada por microrganismos intestinais.
Isso significa que o estado da sua microbiota, o conjunto de bactérias que vive no seu intestino, tem impacto direto sobre como o seu cérebro funciona e como você se sente.

Vegetais crucíferos, como o brócolis, contam com muitos nutrientes, além da presença de fibras
Essa fibra costuma ser novidade para iniciantes no mundo fitness
Além de ser um ótimo alimento para o ganho de massa magra e rica em fibras, a quinoa ainda é livre de açúcar, glúten e colesterol

Comum na dieta brasileira, assim como o feijão, o arroz integral é uma boa opção para aumentar a ingestão de fibras
A ciência tem acumulado evidências robustas sobre isso. Estudos mostram que a dieta ocidental, rica em ultraprocessados , açúcar refinado e gordura saturada, está associada a aumento de até 53% no risco de depressão . Esses alimentos empobrecem a diversidade bacteriana do intestino e aumentam a inflamação sistêmica. Inflamação crônica está diretamente ligada ao desenvolvimento de quadros depressivos.
Do outro lado, a dieta mediterrânea, aquela que conta com frutas, verduras, grãos integrais, peixes, oleaginosas e azeite, é o padrão alimentar com mais evidências de proteção à saúde mental.

O triptofano , presente em ovos, frango, banana e queijo, é o precursor direto da serotonina . Sem ele, o cérebro tem menos matéria-prima pra produzir esse neurotransmissor. O ômega 3, presente em peixes de água fria, chia e linhaça, tem ação anti-inflamatória e está associado à redução de sintomas depressivos.
As vitaminas do complexo B, especialmente B12 e ácido fólico, são essenciais pra síntese de neurotransmissores. O magnésio e o zinco completam esse grupo, ambos com papel na regulação do humor e da resposta ao estresse.
Depressão é uma condição clínica que exige acompanhamento médico e psicológico. Nenhuma dieta, por melhor que seja, substitui psicoterapia ou medicação quando indicada. O que a ciência mostra é que a alimentação pode ser uma ferramenta complementar poderosa.

No sentido contrário, uma alimentação inflamatória pode sabotar esse mesmo ambiente, dificultando a resposta ao tratamento e alimentando a inflamação que sustenta o quadro depressivo.






Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/setembro-amarelo-alimentacao-influencia-diretamente-na-saude-mental.

Magnific — Foto: Metrópoles
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