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    Serviço Postal dos EUA atende pedido de Trump e publica plano para restringir voto pelo correio

    Documento tem 95 páginas e está alinhado à ofensiva do presidente, barrada na Justiça, contra essa modalidade de voto

    UOL
    22 de agosto de 2026 às 21:00
    Serviço Postal dos EUA atende pedido de Trump e publica plano para restringir voto pelo correio
    Mãos de pessoa com unhas pintadas organizam envelopes em caixa branca dos Correios. Vários envelopes estão alinhados dentro da caixa sobre mesa. — Foto: UOL

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    O USPS (Serviço Postal dos Estados Unidos ) publicou na noita da sexta-feira (21) normas que restringiriam o voto pelo correio, em sua mais recente iniciativa para atender ao apelo do presidente Donald Trump por limitações a essa prática popular, a poucos meses das eleições legislativas de meio de mandato.

    Um trabalhador de eleições processa votos pelo correio nas primárias do estado da Califórnia, nos EUA - Justin Sullivan/Getty Images via AFP · Justin Sullivan/Getty Images via AFP
    Um trabalhador de eleições processa votos pelo correio nas primárias do estado da Califórnia, nos EUA - Justin Sullivan/Getty Images via AFP · Justin Sullivan/Getty Images via AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em um documento de 95 páginas, o USPS esclareceu como implementaria uma ordem executiva assinada por Trump em março , que buscava restringir as cédulas enviadas pelo correio e criar listas de cidadãos, estado por estado, para ajudar a determinar quem tem direito a votar.

    Caso as normas entrem em vigor, o Serviço Postal afirmou que não entregará cédulas eleitorais pelo correio em estados que não compartilharem dados de eleitores com a agência federal.

    Segundo a nova norma, a agência analisaria cada envelope para verificar sua conformidade com os novos padrões antes de aceitar as cédulas em seu sistema. Essa análise incluiria conferir se o destinatário estava cadastrado no Serviço Postal para receber uma cédula pelo correio e se o envelope da cédula atendia a determinadas especificações.

    Alunos se mobilizam para soltar brasileiro preso pelo ICE nos EUA
    Alunos se mobilizam para soltar brasileiro preso pelo ICE nos EUA — Foto: UOL · Fonte: UOL

    A ordem executiva de Trump foi em grande parte barrada por tribunais federais em julho , e o Serviço Postal declarou, na norma publicada na sexta-feira, que "não tomará medidas para implementar a norma especificamente para as eleições de 2026", a menos que a Suprema Corte decida a favor do governo. Em uma petição apresentada à Corte, o Departamento de Justiça afirmou que o governo aguardaria até que ela emitisse uma decisão.

    A Suprema Corte está analisando a questão e pode se pronunciar a qualquer momento.

    Um porta-voz do Serviço Postal recusou o pedido do The New York Times para comentar na sexta-feira, citando o processo judicial em andamento.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Trump tem afirmado repetidamente, sem apresentar provas, que o voto pelo correio é uma forma de "fraude", embora ele próprio tenha votado dessa maneira várias vezes, inclusive no início desta semana.

    O presidente americano admitiu que o combate à fraude não é o único motivo para atacar essa prática. Em março, disse a parlamentares republicanos que aprovar uma lei rigorosa de identificação de eleitores, com restrições às cédulas enviadas pelo correio —hoje mais utilizadas pelos democratas do que pelos republicanos—, "garantiria as eleições de meio de mandato" para seu partido.

    A norma definitiva do USPS é o exemplo mais recente da disposição da agência em atender aos desejos de Trump de restringir o voto pelo correio, apesar de várias liminares judiciais. Nas semanas seguintes ao bloqueio da ordem de Trump por um tribunal federal em Boston, o Serviço Postal afirmou em documentos judiciais que está criando a infraestrutura necessária para coletar dados de eleitores junto aos estados. A agência também propôs um novo sistema de privacidade para lidar com as informações dos eleitores.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O diretor-geral dos Correios, David Steiner, tem sido criticado por parlamentares democratas por defender a norma proposta pelo Serviço Postal, apesar das contestações judiciais. Steiner afirmou repetidas vezes —inclusive em uma entrevista ao The New York Times no início deste ano— que sua agência cumpriria as decisões judiciais e "sem dúvida" continuaria a entregar cédulas eleitorais pelo correio.

    Mas, em resposta às críticas presentes nos mais de 200 mil comentários enviados ao USPS sobre seu plano de restringir o voto pelo correio, a agência lançou dúvidas sobre seu papel tradicional na entrega de cédulas eleitorais.

    "Os estados não são obrigados a usar o correio dos Estados Unidos para realizar suas eleições", afirmou o Serviço Postal. Atualmente, todos os estados dispõem de um sistema de voto pelo correio, inclusive para eleitores que vivem no exterior e integrantes das Forças Armadas. A prática é utilizada por dezenas de milhões de eleitores republicanos e democratas em seções eleitorais de todo o país.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/servico-postal-dos-eua-atende-pedido-de-trump-e-publica-plano-para-restringir-voto-pelo-correio.shtml.

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    Um trabalhador de eleições processa votos pelo correio nas primárias do estado da Califórnia, nos EUA - Justin Sullivan/Getty Images via AFP · Justin Sullivan/Getty Images via AFP — Foto: UOL

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