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    Senado terá ao menos 51 congressistas a favor de impeachment no STF, 3 abaixo do mínimo

    O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 51 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda que com ressalvas, segundo levantamento da Folha . Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa. Leia mais (10/04/2026 - 23h27)

    Folha de S.Paulo
    5 de outubro de 2026 às 02:27
    Senado terá ao menos 51 congressistas a favor de impeachment no STF, 3 abaixo do mínimo
    Jorge Seiff, Rogério Marinho, Carlos Portinho e Flávio Bolsonaro aparecem de perfil olhando para frente. Eles estão de terno — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Senado terá, a partir de 2027, ao menos 51 congressistas que defendem o impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ainda que com ressalvas, segundo levantamento da Folha . Para aprovar o afastamento de magistrados são necessários 54 votos, ou seja, dois terços das cadeiras da Casa.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de senadores aliados: o ex-secretário da Pesca, Jorge Seiff (PL-SC), ao lado do ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN), do ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) - Pedro Fran
    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de senadores aliados: o ex-secretário da Pesca, Jorge Seiff (PL-SC), ao lado do ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN), do ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) - Pedro Fran — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Hoje, 16 dos 27 senadores que têm mais quatro anos de mandato já se posicionaram a favor da abertura de processos por crimes de responsabilidade contra ministros do Supremo. A partir do próximo ano, eles se somarão aos 35 que foram eleitos neste domingo (4) e que também endossam a medida.

    É o caso, por exemplo, de Michelle Bolsonaro (PL) e de Bia Kicis (PL), eleitas com recorde de votos pelo Distrito Federal, e de Guilherme Derrite ( PP ), por São Paulo, e Carlos Portinho (PL), pelo Rio de Janeiro.

    Entre os recém eleitos, 29 foram apoiados pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL ), que terminou a primeira etapa da disputa ao Planalto à frente de Lula (PT). O filho de Jair Bolsonaro (PL) divulgou uma lista com 48 nomes –ou seja, Flávio conseguiu emplacar 60% dos aliados.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O PL também terá a maior bancada no Senado a partir do próximo ano, com 28 parlamentares. Elegeu 19 só neste domingo e, com isso, terá cerca de três vezes mais representantes na Casa do que o PT, que é o segundo maior partido nessa lista com nove senadores –foram eleitos seis neste ano.

    O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segura os pedidos de impeachment contra ministros do STF. Além disso, num aceno a Lula, pautou para esta terça (6) a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 . O petista quer colocar Flávio Bolsonaro contra a parede, forçando o senador a se posicionar sobre o projeto.

    O grupo político bolsonarista trabalha com a ideia de eleger o coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), ou a ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro , Tereza Cristina (PP-MS), para a presidência do Senado.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Marinho é favorito do bolsonarismo, por ser mais alinhado às pautas ideológicas do grupo. Já Tereza Cristina é vista como um nome capaz de angariar apoio de uma ala maior do centrão, mas ela não se manifestou de maneira clara sobre apoiar ou não o impeachment de ministros do STF.

    Alcolumbre tem mandato de senador até 2030 e trabalha para conter deserções do centrão para o bolsonarismo. Também busca apoio da base do presidente Lula para se reeleger para a cúpula do Senado na próxima legislatura. O senador havia rompido com o Palácio do Planalto ao articular a rejeição de Jorge Messias ao STF .

    Levantamento da Folha indicou que 116 dos 207 candidatos mais competitivos ao Senado apoiavam o impeachment de ministros do STF .

    O principal alvo dos bolsonaristas é o ministro Alexandre de Moraes . Relator do processo da trama golpista, ele foi o condutor do julgamento que levou à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro —condenado pelo STF a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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    Embora a retirada de ministros do principal tribunal do país tenha sido abraçada principalmente pela base bolsonarista, a pauta também passou a ser defendida por candidatos mais moderados e até mesmo de esquerda.

    A mudança foi motivada pelas revelações ligando ministros do STF a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em 2025, Vorcaro foi preso por liderar um esquema bilionário de fraudes financeiras.

    Até o momento, 3 dos 10 ministros do Supremo tiveram algum tipo de relação com o ex-banqueiro, conforme mostram mensagens obtidas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro: além de Moraes, os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

    De acordo com relatório da corporação, Moraes editou contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Master. Além disso, ele é apontado como possível interlocutor de Vorcaro, tendo o empresário perguntado ao ministro se deveria sair do país dois dias antes de ser preso pela PF.

    Sobre Dias Toffoli, a Folha revelou que empresas ligadas a parentes de Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Master em fraudes.

    Além de Moraes e Toffoli, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, também do STF, aparece como um dos nomes revelados recentemente na lista de conexões de Vorcaro.

    Chama a atenção o contrato de R$ 427 milhões firmado entre o Master e a advogada Camilla Ramos, esposa do juiz federal Newton Ramos, que é ligado a Kassio. Além disso, o conteúdo do celular do ex-banqueiro revelou mensagens sobre supostos pagamentos de Vorcaro ao filho do ministro, o advogado Kevin Marques.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/senado-tera-ao-menos-51-congressistas-a-favor-de-impeachment-no-stf-3-abaixo-do-minimo.shtml.

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    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de senadores aliados: o ex-secretário da Pesca, Jorge Seiff (PL-SC), ao lado do ex-ministro Rogério Marinho (PL-RN), do ex-líder do governo Bolsonaro no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) - Pedro Fran — Foto: Folha de S.Paulo

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