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    Senado mantém análise do fim da 6x1 nesta terça, e oposição tenta adiamento após resultado das urnas

    O presidente do Senado , Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o início da discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1 para esta terça-feira (6) , enquanto a base do governo tenta evitar que os resultados das urnas no domingo (4) contaminem as chances de aprovação da medida. Leia mais (10/05/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    6 de outubro de 2026 às 02:00
    Senado mantém análise do fim da 6x1 nesta terça, e oposição tenta adiamento após resultado das urnas
    A imagem mostra uma sessão do Senado, com vários senadores presentes. No centro, um senador está falando, gesticulando com a mão. À esquerda, há um senador sentado em frente a um laptop. Outros senadores estão em pé ou sentados ao fundo, ob — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente do Senado , Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manteve o início da discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1 para esta terça-feira (6) , enquanto a base do governo tenta evitar que os resultados das urnas no domingo (4) contaminem as chances de aprovação da medida.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); sessões para discutir a PEC da 6x1 foram agendadas para os dias 6, 7 e 8 de outubro - Gabriela Biló-7.ago.25/Folhapress · Gabriela Biló-7.ago.25/Folhapress
    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); sessões para discutir a PEC da 6x1 foram agendadas para os dias 6, 7 e 8 de outubro - Gabriela Biló-7.ago.25/Folhapress · Gabriela Biló-7.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Importante bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a redução da jornada de trabalho pode ser a chance de melhorar a popularidade do mandatário a três semanas da eleição.

    As sessões de discussão começarão sob pressão da diferença de 2,3 milhões de votos a favor de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. O PL também elegeu 19 senadores no domingo (4) e terá a maior bancada da Casa a partir de 2027, com 28 congressistas.

    Até agora, Alcolumbre agendou três sessões plenárias de discussão para esta semana, período em que governo e oposição esperam medir os ânimos para a votação do texto no plenário. A proposta que reduz a jornada semanal dos trabalhadores formais no Brasil precisa de votos de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O ministro José Guimarães, de Relações Institucionais, disse nesta segunda (5) que o governo mantém o plano de aprovar a PEC ainda nesta semana. Ele minimizou eventual peso do resultado eleitoral na disposição de Alcolumbre de manter o tema na pauta. Segundo ele, o clima "não mudou nada" e "a eleição está empatada".

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    Guimarães deve procurar Alcolumbre e outros líderes na terça para tentar viabilizar um acordo. Se essa articulação não funcionar, a PEC deve seguir pelo rito convencional, de cinco sessões de discussão antes da primeira votação. O regimento prevê a realização de mais três sessões de discussão antes da segunda votação, mas, em geral, esse intervalo é encurtado por acordo, e os dois turnos ocorrem no mesmo dia.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entidades empresariais ligadas aos setores de comércio e serviços e indústria, contrárias à aprovação da PEC, começaram nesta segunda uma mobilização junto a senadores para pedir que eles não compareçam à sessão de votação, de modo a não garantir ao governo o quórum mínimo.

    A avaliação entre os empresários é a de que o bônus eleitoral de Lula com a aprovação está esvaziado diante de um resultado apertado no primeiro turno. Ao mesmo tempo, a pressão das eleições sobre a decisão dos senadores também está menor, uma vez que a maioria já se reelegeu ou perdeu no último domingo. Há também os que, candidatos ao governo de seus estados, enfrentarão o segundo turno no dia 25.

    Com isso, o cenário de discussão da PEC deverá ser menos favorável à aprovação do que era antes do primeiro turno. Na votação do relatório da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a estratégia da oposição foi a de deixar as críticas aos senadores em meio de mandato e que, por isso, estariam menos vulneráveis a alguma repercussão negativa ao voto contrário.

    Na avaliação do líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), reeleito no domingo, o governo terá dificuldade de atrair senadores para a votação. "Muitos senadores eleitos, muitos ausentes, e quem precisa colocar quórum para aprovar depois das cinco sessões de discussão é o governo, muito fragilizado pelo resultado das urnas e por erros que cometeu."

    O desejo de reeleição de Davi Alcolumbre na presidência do Congresso pesa na disputa pela 6x1. A eleição da nova mesa diretora, em fevereiro, já terá a nova composição de forças do Senado e com o PL fortalecido.

    O nome preferido do partido para o cargo é o senador Rogério Marinho (RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e um crítico da PEC que acaba com a 6x1. Marinho assinou uma proposta que torna a jornada de trabalho flexível, definida a partir de acordo individual e com pagamento por hora trabalhada.

    Além de não ser o nome favorito da maior bancada na Casa em 2027, Alcolumbre não conseguiu a reeleição do governador do Amapá, Clécio Luiz (União Brasil), de seu grupo político.

    A PEC do fim da 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

    A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/senado-mantem-analise-do-fim-da-6x1-nesta-terca-e-oposicao-tenta-adiamento-apos-resultado-das-urnas.shtml.

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    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); sessões para discutir a PEC da 6x1 foram agendadas para os dias 6, 7 e 8 de outubro - Gabriela Biló-7.ago.25/Folhapress · Gabriela Biló-7.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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