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    Senado começa a discutir a PEC do fim da 6x1, e Alcolumbre sinaliza votação na próxima semana

    O Senado deu início nesta terça-feira (6) à primeira discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1. Leia mais (10/06/2026 - 16h50)

    Folha de S.Paulo
    6 de outubro de 2026 às 19:50
    Senado começa a discutir a PEC do fim da 6x1, e Alcolumbre sinaliza votação na próxima semana
    Plenário do Senado Federal com senadores sentados em bancadas curvas de madeira e cadeiras azuis. Painel eletrônico exibe informações legislativas na parede ao fundo. Mesa diretora com cinco pessoas sentadas à direita. Ambiente interno com — Foto: Folha de S.Paulo

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    O Senado deu início nesta terça-feira (6) à primeira discussão da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1.

    Vista do plenário do Senado Federal durante votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia - 4.mar.26 - Pedro Ladeira/Folhapress · 4.mar.26 - Pedro Ladeira/Folhapress
    Vista do plenário do Senado Federal durante votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia - 4.mar.26 - Pedro Ladeira/Folhapress · 4.mar.26 - Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre ( União Brasil -AP), disse, ao chegar ao Congresso Nacional , que poderá colocar a proposta em votação na próxima semana, para a análise em primeiro turno. Regimentalmente, as PECs precisam passar por cinco sessões de discussão antes da primeira votação, e de mais três, antes da segunda.

    Segundo os cálculos apresentados por Alcolumbre, se a PEC 6x1 for aprovada na primeira votação, a segunda não aconteceria antes do segundo turno das eleições, que será realizado em 25 de outubro.

    Bandeira do governo de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ), a proposta já foi aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e passará por teste de fogo no plenário, agora sob pressão do resultado das urnas no último domingo (4).

    O que diz quem tem um dia a mais de folga no trabalho
    O que diz quem tem um dia a mais de folga no trabalho — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo chegou a articular para antecipar a votação da PEC, algo que, regimentalmente, só pode ser feito por acordo.

    No entanto, Alcilumbre já tinha indicado à base do governo que seguiria o regimento para que senadores contrários e favoráveis à proposta possam se manifestar. O senador esteve reunido, nesta terça, horas antes do início da sessão, com o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE).

    "Qual é o meu desejo? Cumprir integralmente o rito constitucional, sem atropelos, sem acelerar nada. Cumprir terça, quarta e quinta as sessões de discussão das cinco primeiras da PEC do primeiro turno. E, a partir daí, da sexta, organizar novamente uma pauta", disse o chefe do Senado a jornalistas.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo José Guimarães, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado. "Penso que vai ser um grande debate e que o Brasil precisa conhecer a posição de todos os senadores", disse Guimarães. "Quero ver a turma do Flávio Bolsonaro votar contra", completou.

    O senador do PL, adversário de Lula no segundo turno da disputa presidencial, disse nesta terça que a redução na jornada de trabalho é oportunista . "Tenho certeza que o trabalhador brasileiro quer muito mais do que isso", disse Flávio.

    O candidato à Presidência não participou da sessão da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em que o relatório da PEC foi aprovado e evitou responder se votaria contra ou a favor da proposta endossada pelo governo.

    Trilili Urna Eletrônica
    Trilili Urna Eletrônica — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Ele tem defendido uma proposta do PL que prevê a liberação, por acordo individual, de jornadas com remuneração por hora, com permissão para redução da remuneração dos trabalhadores de maneira proporcional.

    Em discurso no plenário, a líder do governo do Senado também cobrou que os senadores se posicionem sobre o tema. Ela afirmou, sem citar nomes, que houve um movimento mal sucedido da oposição para tentar obstruir a sessão desta terça e reforçou que há um acordo com Alcolumbre para analisar a PEC.

    Teresa Leitão fez um apelo para que os colegas compareçam para discutir o texto e agradeceu aos que estão na Casa, incluindo os que são contrários à medida, como Damares Alves ( Republicanos -DF).

    A sessão em Brasília, dois dias após o primeiro turno, é realizada de forma semipresencial.

    "Não estamos fazendo um debate eleitoreiro ou de boca de urna, como foi dito. Estamos fazendo um debate que se arrasta há anos e que ganhou corpo desde o início deste ano com a aprovação [da PEC] na Câmara dos Deputados com larga votação. Ela chegou aqui [no Senado] em maio e, por intercorrências que não nos cabe retroagir, não tramitou prontamente assim que chegou, mas, vencido esse tempo, temos o dever de aprová-la", disse.

    A PEC do fim da 6x1 reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos, sem redução da remuneração. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

    A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal a 42 horas. A segunda e última fase, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução na jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

    Entidades empresariais ligadas aos setores de comércio e serviços e indústria, contrárias à aprovação da PEC, fazem uma mobilização para pedir que senadores da oposição não compareçam à sessão de votação, de modo a não garantir ao governo o quórum mínimo.

    A avaliação entre os empresários é que o bônus eleitoral de Lula com a aprovação está esvaziado diante de um resultado apertado no primeiro turno.

    Ao mesmo tempo, a pressão das eleições sobre a decisão dos senadores também está menor, uma vez que a maioria já se reelegeu ou perdeu no último domingo. Há também os que, candidatos ao governo de seus estados, enfrentarão o segundo turno no dia 25.

    Até agora, Alcolumbre agendou três sessões plenárias de discussão para esta semana, período em que governo e oposição esperam medir os ânimos para a votação do texto no plenário.

    Antes mesmo de a sessão plenária começar, senadores da base do governo já avaliavam que o governo terá dificuldade em garantir quórum para todas as sessões de discussão. Para alguns, sem o indicativo de que haverá quórum para votar, a tendência é que a PEC não seja colocada em votação.

    Para ser aprovada, a proposta que reduz a jornada semanal dos trabalhadores formais no Brasil precisa de votos de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/senado-comeca-a-discutir-pec-do-fim-da-6x1-e-governo-tenta-blindar-proposta-de-peso-das-urnas.shtml.

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    Vista do plenário do Senado Federal durante votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia - 4.mar.26 - Pedro Ladeira/Folhapress · 4.mar.26 - Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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