Senado bolsonarista raiz dá pista livre para Flávio ir para cima do STF; veja vídeo
Na onda de direita que varreu o país neste primeiro turno, o caso do Senado é o que mais chama a atenção. Leia mais (10/05/2026 - 18h42)

Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Carlos Petrocilo e Gabriela Echenique
Contextualiza um acontecimento e aprofunda a compreensão de seus diversos ângulos
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Na onda de direita que varreu o país neste primeiro turno, o caso do Senado é o que mais chama a atenção.

Serão cerca de 50 senadores bolsonaristas raiz. É o suficiente para eleger o presidente do Senado e aprovar emendas constitucionais.
Mais importante, é um quórum que chega muito perto dos 54 votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do Supremo. E a gente sabe que esse será o foco de vários destes senadores.
O PL terá a maior bancada, com 28 senadores, juntando os 19 eleitos ontem e os 9 que têm mais quatro anos de mandato.
É uma bancada impressionante, mais numerosa do que a de muitos partidos na Câmara dos Deputados, que é uma Casa bem maior.
Quem se deu mal, desta vez, foi o centrão. O PSD, de Gilberto Kassab, levou o maior tombo, caindo de 14 para apenas 5 senadores. Também perderam MDB, PP, Republicanos, Podemos e Avante, entre outros.
E o que isso significa na prática? Teremos um Senado bem mais ideológico, interessado em pautas comportamentais e com sangue nos olhos para se vingar do Supremo. O principal alvo, claro, é Alexandre de Moraes, com Flávio Dino logo em seguida.
O bolsonarismo tem para isso uma estratégia já montada. O primeiro passo é eleger o presidente do Senado, no ano que vem.
É ele, afinal, quem pode dar andamento ou barrar os vários pedidos de impeachment que já tramitam na Casa.
Dois nomes já são citados: Rogerio Marinho, do PL, que é o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura.
Também não está descartado um acordo com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que quer ser reeleito para o cargo.
Alcolumbre é do centrão raiz, e um mestre da sobrevivência política. Mas para isso ele teria que se comprometer a não mais barrar os pedidos de impeachment dos ministros.
Se Flávio Bolsonaro confirmar o favoritismo e vencer a Presidência, terá no Senado pista livre para aprovar seus projetos, incluindo os da agenda econômica.
Já se Lula conseguir uma virada, fica a pergunta: como será possível governar com um Senado assim, repleto de bolsonaristas? Mesmo um político experiente como ele teria que fazer milagre.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/10/senado-bolsonarista-raiz-da-pista-livre-para-flavio-ir-para-cima-do-stf-veja-video.shtml.

Foto: Folha de S.Paulo
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