Sem nomear Lula, Trump diz ter boa relação com o Brasil e cita influência dos EUA em eleições na América Latina
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira (2) que mantém uma "boa relação" com o Brasil, sem citar nominalmente o presidente Lula (PT), e disse ter ajudado a eleger líderes na América Latina ao comentar o avanço da direita na região. Leia mais (09/02/2026 - 16h14)

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O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira (2) que mantém uma "boa relação" com o Brasil, sem citar nominalmente o presidente Lula (PT), e disse ter ajudado a eleger líderes na América Latina ao comentar o avanço da direita na região.

"Eles passaram da esquerda para a direita. Estão todos indo para a direita. Temos uma boa relação com o Brasil, uma boa relação, na verdade, com praticamente todos eles agora", disse Trump. "Eles têm muito respeito pelo nosso país. Dois anos atrás, eles não respeitavam nosso país de jeito nenhum."
A declaração foi dada em resposta a uma pergunta sobre a presença militar americana na América do Sul . Trump desviou do tema e passou a falar sobre a relação dos Estados Unidos com governos da região e sobre candidatos que apoiou em eleições latino-americanas.
A fala de Trump ocorre após meses de tensão entre Brasil e Estados Unidos, com a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros e a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington.

Nas últimas semanas, porém, houve sinais de distensão, com um telefonema entre Lula e Trump que abriu caminho para a retomada das negociações comerciais e encontros do republicano com empresários brasileiros, entre eles André Esteves, do BTG/Pactual, e Joesley Batista, da JBS.
Nesta quarta, o presidente americano citou ainda a Colômbia e afirmou ter endossado o atual presidente do país. Segundo Trump, o candidato não era considerado favorito na disputa, mas acabou eleito e, em sua avaliação, "está fazendo um ótimo trabalho".
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"Eu apoiei um sujeito. Gosto do nome dele, ‘El Tigre’", disse o republicano em referência ao presidente Abelardo de la Espriella. "Acho que isso significa que ele é um cara durão. Mas agora ele é o presidente da Colômbia. Não se esperava que ele vencesse. Não era o favorito, mas acabou vencendo. E está fazendo um ótimo trabalho."
Trump também mencionou a Argentina e afirmou ter contribuído para a eleição de Javier Milei . "Temos várias pessoas, Argentina, muitas pessoas que eu ajudei a eleger", disse.
Na sequência, o republicano afirmou que a América Latina passa por uma mudança política em direção à direita. "Essa parte do nosso hemisfério está realmente se tornando muito diferente do que era. Eles passaram da esquerda para a direita. Estão todos indo para a direita", afirmou.

Trump não mencionou Lula nem detalhou a que aspecto da relação bilateral se referia ao dizer que mantém uma boa relação com o Brasil.
"Estamos indo muito bem na América do Sul, na América Latina. Estamos indo muito bem", disse. "Toda essa região está se abrindo. Há uma grande cooperação entre o nosso país e toda a América do Sul."
Em conversa com repórteres na Casa Branca nesta quarta-feira (2), o presidente Donald Trump disse que não pretende se encontrar com Vladimir Putin antes que o russo esteja pronto para fazer um acordo de paz com a Ucrânia.
Na véspera, o Kremlin havia dito que estava sendo negociada pelos chineses uma cúpula tripartite entre Putin, Trump e Xi Jinping , a ser realizada no encontro da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) em novembro na China . Seria a primeira reunião do tipo entre os líderes.
Desde que voltou à Casa Branca, Trump recebeu Putin uma vez nos EUA e teve dois encontros com Xi. Em 24 de setembro, o chinês fará uma visita de Estado a Washington.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/sem-nomear-lula-trump-diz-ter-boa-relacao-com-o-brasil-e-cita-influencia-dos-eua-em-eleicoes-na-america-latina.shtml.

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião no Salão Oval - Evelyn Hockstein/Reuters · Evelyn Hockstein/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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