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    Seis são condenados por esquema que facilitava entrada de drogas e celulares em presídios da Zona da Mata

    gSeis pessoas foram condenadas por envolvimento em uma estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho, que atuava na coordenação de atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional da Zona da Mata mineira. A sentença é resultado das investigações da Operação Mecanismo, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Muriaé, Juiz de Fora, Cataguases,Palma e Rio de Janeiro. Dois réus, apontados como líderes do grupo, foram condenados a mais de 11 de prisão, em regime inicial fechado, além de multa. Eles foram responsabilizados pelos crimes de organização criminosa, corrupção at

    G1
    23 de setembro de 2026 às 12:09
    Seis são condenados por esquema que facilitava entrada de drogas e celulares em presídios da Zona da Mata
    Foto: G1

    gSeis pessoas foram condenadas por envolvimento em uma estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho , que atuava na coordenação de atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional da Zona da Mata mineira . A sentença é resultado das investigações da Operação Mecanismo , realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em Muriaé , Juiz de Fora , Cataguases , Palma e Rio de Janeiro .

    Dois réus, apontados como líderes do grupo, foram condenados a mais de 11 de prisão, em regime inicial fechado, além de multa. Eles foram responsabilizados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e ingresso de aparelhos celulares em unidades prisionais .

    A Justiça manteve a prisão preventiva dos dois líderes e de outro integrante apontado como responsável pela função de “disciplina” dentro do grupo criminoso. Eles não poderão recorrer em liberdade.

    MPMG cumpre mandados em Laranjal e Muriaé por suspeitas de fraude em licitações
    MPMG cumpre mandados em Laranjal e Muriaé por suspeitas de fraude em licitações — Foto: G1 · Fonte: G1

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    Três mulheres também foram condenadas por participação na organização. De acordo com o processo, elas exerciam funções de gerência ligadas à logística financeira e à administração dos recursos utilizados nas atividades criminosas.

    A sentença foi proferida em 9 de setembro pela Justiça, em primeira instância, e ainda cabe recurso.

    O g1 entrou em contato com Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) para solicitar um posicionamento sobre as investigações de atividades ilícitas nas unidades prisionais, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Entrada de materiais ilícitos na Penitenciária de Muriaé

    Segundo a sentença, os líderes teriam feito um acordo com o então diretor de Segurança da Penitenciária de Muriaé para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos na unidade , com pagamento de propina e outros favores. Além disso, o grupo obtinha informações antecipadas sobre operações de revista nas celas.

    O esquema também permitia a reposição de celulares apreendidos e a manutenção da comunicação entre integrantes da organização criminosa.

    As condenações são resultado das investigações da Operação Mecanismo , realizada pelo MPMG, que começou no ano de 2022. A terceira fase da ação foi deflagrada em agosto de 2023 , quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Muriaé e Palma. Na época, um policial penal tirou a própria vida durante as buscas . O nome dele não foi informado.

    A quarta fase da força-tarefa ocorreu em 26 de setembro de 2024, também com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

    A operação contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Visconde do Rio Branco , com apoio do Gaeco de Juiz de Fora e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, da Promotoria de Justiça de Execuções Penais de Muriaé e da Polícia Militar de Minas Gerais.

    As investigações apontaram a existência de um esquema envolvendo policiais penais, agentes públicos, presos e outras pessoas para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em unidades prisionais da Zona da Mata de Minas Gerais, mediante o pagamento de vantagens indevidas e outros benefícios.

    Forças de segurança em operação em presídio em Juiz de Fora — Foto: MPMG/Divulgação

    ASSISTA: MPMG cumpre mandados em Laranjal e Muriaé por suspeitas de fraude em licitações

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/09/23/seis-sao-condenados-por-esquema-que-facilitava-entrada-de-drogas-e-celulares-em-presidios-da-zona-da-mata.ghtml.

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    MPMG cumpre mandados em Laranjal e Muriaé por suspeitas de fraude em licitações — Foto: G1

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