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    Segregação de resíduos nos canteiros reduz custos e impacto ambiental

    Pedra, areia, ferro, madeira, terra, mármore, gesso e até copos descartáveis fazem parte da lista de itens descartados pela construção civil. Anualmente, o setor produz cerca de 200 mil metros cúbicos de lixo em Londrina, segundo a Kurica Ambiental, empresa responsável pela gestão de resíduos sólidos na cidade. Mas o impacto econômico e ambiental do descarte pode ser reduzido significativamente com uma medida simples: a separação correta dentro dos canteiros, antes da destinação final. Separação correta nos canteiros de obras gera economia para as empresas e menos impacto ao meio ambiente. Div

    G1
    4 de setembro de 2026 às 18:08
    Segregação de resíduos nos canteiros reduz custos e impacto ambiental
    Foto: G1

    Pedra, areia, ferro, madeira, terra, mármore, gesso e até copos descartáveis fazem parte da lista de itens descartados pela construção civil. Anualmente, o setor produz cerca de 200 mil metros cúbicos de lixo em Londrina, segundo a Kurica Ambiental, empresa responsável pela gestão de resíduos sólidos na cidade. Mas o impacto econômico e ambiental do descarte pode ser reduzido significativamente com uma medida simples: a separação correta dentro dos canteiros, antes da destinação final.

    Separação correta nos canteiros de obras gera economia para as empresas e menos impacto ao meio ambiente. — Foto: Divulgação/Vectra.

    O gerente comercial da Kurica Ambiental, André Dorrighello, explica que, quando as construtoras fazem uma boa segregação, o resíduo é direcionado para um pátio de britador, para ser triturado e transformado em produtos que podem voltar ao mercado, como pedra brita, rachão – um tipo de pedra com uma volumetria maior –, areia, pedrisco. "Para isso, precisamos de material 100% puro da construção, como tijolo, telha, mármore, granito e até asfalto. É um insumo que não vai para o aterro e, por isso, não gera um passivo ambiental" , afirma.

    Cada tipo de lixo possui um destino e, quando chega todo misturado, é classificado como rejeito. Isso porque alguns deles são impossíveis de serem separados, como entulho limpo e gesso. Além do impacto ambiental, isso gera um custo mais alto para as empresas. “Para se ter um exemplo, uma caçamba de entulho limpo custaria R$ 350 e uma só de gesso, R$ 600, ou seja, um total de R$ 950. Se a empresa enviasse duas caçambas com tudo misturado, o custo subiria para R$ 1,2 mil” , compara Dorrighello.

    Em geral, de acordo com a Kurica, as incorporadoras encontram dificuldades na separação dos detritos nas obras, por se tratar de itens pesados e exigir várias caçambas para a destinação de cada tipo de resíduo, ou mesmo pessoas focadas no trabalho da triagem correta. “São raras as empresas que trabalham assim. A maioria visa praticidade e agilidade nas obras; então, fica mais fácil colocar tudo na mesma caçamba e enviar” , comenta.

    Equipe da Vectra em visita à sede da Kurica Ambiental. — Foto: Divulgação/Vectra.

    Em Londrina, uma construtora encontrou um caminho possível para fazer a separação nos canteiros. Por meio de um programa interno, a Vectra tem desenvolvido um trabalho de conscientização e mudança de cultura com colaboradores e terceiros sobre a importância do descarte correto de cada material dentro de suas obras, uma prática alinhada com um dos pilares da qualidade, que é o 5S, uma ferramenta de gestão aplicada para manter os canteiros limpos e organizados.

    Para isso, a incorporadora passou a disponibilizar algumas bags identificadas. Assim, fica mais fácil para o trabalhador dar a destinação adequada e não misturar materiais impossíveis de serem separados. A implantação contou com treinamentos sobre a importância da responsabilidade ambiental e do cumprimento das normas de sustentabilidade nos canteiros.

    Construtora faz trabalho permanente de conscientização com colaboradores diretos e terceiros dos seus canteiros de obras. — Foto: Divulgação/Vectra.

    A engenheira civil e assistente de processos da Governança Corporativa da Vectra, Milena Bossone, conta que a comunicação visual é importante para chamar a atenção, mas não adianta apenas dizer “jogue na bag correta” . É preciso um esforço de conscientização e uma mudança real de cultura. Por isso, a cada três meses, é realizado um bate-papo com o pessoal das obras, reforçando a importância da segregação na origem e como fazê-la adequadamente.

    Segundo ela, o programa, criado há cerca de um ano, passou a integrar as auditorias em 5S, realizadas nas obras a cada 15 dias. "As auditoras observam se a bag separada com a identificação de rejeito contém, de fato, apenas material não reciclável, ou se há ali itens que poderiam ser reciclados. Isso gera uma nota para a obra" , informa. Para entender o processo de separação, ela conta que a empresa fez uma visita técnica à sede da Kurica Ambiental e de lá trouxe informações para repassar às suas equipes de trabalho.

    Canteiro limpo e livre de obstáculos gera mais segurança e organização para a obra e para quem trabalha nela. — Foto: Divulgação/Vectra.

    A limpeza nos canteiros gera mais segurança e organização para a obra e para quem trabalha nela. O ambiente limpo e livre de resíduos, segundo a engenheira, facilita a atuação dos encarregados, que conseguem visualizar melhor as atividades que foram executadas, e ajuda a manter as saídas livres, em caso de necessidade de uma evacuação de emergência. “Além disso, a gente consegue otimizar custos e principalmente contribuir com o meio ambiente” , observa Milena.

    Na avaliação da Kurica Ambiental, o sistema de segregação implantado pela construtora londrinense já tem trazido resultados positivos. André Dorrighello pontua que parte dos materiais é trazida por caminhões basculantes e, antes da separação por bags, o conteúdo vinha solto na caçamba e se misturava, condenando toda a carga. Agora, o caminhão traz os rejeitos e as bags com recicláveis, o que torna a separação mais prática. “A construtora consegue otimizar o transporte e nós fazemos o lançamento proporcional por aqui. Já estamos sentindo os bons resultados do programa” , analisa.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/vectra-30-anos-transformando-londrina/noticia/2026/09/04/segregacao-de-residuos-nos-canteiros-reduz-custos-e-impacto-ambiental.ghtml.

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