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    Segredo sobre um dos maiores mistérios do nosso Universo é revelado

    Pesquisadores usaram dados do telescópio hubble para identificar o rastro de estrelas que pode desvendar segredos

    CNN Brasil
    14 de agosto de 2026 às 20:19
    Segredo sobre um dos maiores mistérios do nosso Universo é revelado
    Foto: CNN Brasil

    Uma tênue faixa de estrelas em uma galáxia distante levou os astrônomos a uma descoberta que pode revelar segredos sobre um dos maiores mistérios do nosso Universo.

    Escondido nos dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble, pesquisadores encontraram um rastro de estrelas quase invisível — o primeiro fluxo estelar de um aglomerado globular detectado fora da Via Láctea. O fenômeno celeste, localizado em uma galáxia a aproximadamente 115 milhões de anos-luz da Terra, é o remanescente de uma densa bola de estrelas que está sendo lentamente desfeita pela gravidade de sua galáxia hospedeira. À medida que o aglomerado perde estrelas, os remanescentes formam um fluxo longo e estreito.

    Os astrônomos descobriram dezenas de rastros estelares na Via Láctea, mas como esses rastros são tênues e difíceis de detectar, muitos outros provavelmente ainda estão por ser descobertos. Agora, com evidências de que eles ocorrem em outras galáxias, os astrônomos podem ser capazes de usá-los como marcadores cósmicos para entender melhor como as galáxias se formam e evoluem.

    Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca um rastro tênue de estrelas conhecido como corrente estelar de um aglomerado globular • Telescópio Espacial Hubble · • Telescópio Espacial Hubble
    Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca um rastro tênue de estrelas conhecido como corrente estelar de um aglomerado globular • Telescópio Espacial Hubble · • Telescópio Espacial Hubble — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A descoberta, detalhada em um estudo publicado na quarta-feira na revista Nature , também permitiu que a equipe de astrônomos mapeasse a galáxia — conhecida como UGC 9050-Dw1 — e seu campo gravitacional, modelando o fluxo estelar.

    Como a gravidade da galáxia influencia a forma e o movimento da corrente estelar, os pesquisadores usaram o rastro de estrelas para traçar o campo gravitacional da galáxia. Através de sua modelagem, eles também conseguiram estimar a massa total da galáxia, quanta dessa massa é composta por objetos visíveis, como estrelas, e quanta é composta por matéria escura — uma forma misteriosa de matéria que não pode ser vista, mas possui gravidade.

    Quando a equipe de pesquisa começou a perceber que havia encontrado uma corrente estelar além da nossa galáxia, “foi muito emocionante”, disse a coautora principal Julie Kiel Holm, doutoranda do Instituto Niels Bohr da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que estuda aglomerados globulares e a formação de correntes estelares. “E então nos entreolhamos e perguntamos: ‘Para onde vamos a partir daqui?’”

    Duas estrelas gigantes explodiram e deixaram "nebulosa" nuvem de gás
    Duas estrelas gigantes explodiram e deixaram "nebulosa" nuvem de gás — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A matéria escura intriga os cientistas porque eles não sabem o que ela é, embora consigam observar sua influência gravitacional sobre estrelas e galáxias. “Acreditamos que cerca de 80% a 85% do nosso universo seja composto de matéria escura, o que torna extremamente interessante tentar descobrir o que ela é”, acrescentou Kiel Holm.

    Correntes estelares têm sido usadas para ajudar cientistas a mapear a matéria escura dentro da nossa própria galáxia. Agora, essas mesmas ferramentas podem ser usadas para ajudar a compreender melhor a composição e a estrutura da matéria escura de outras galáxias que compartilham o universo.

    O fluxo estelar recém-descoberto está localizado dentro de uma galáxia ultradifusa — uma galáxia extensa e extremamente tênue, o que provavelmente facilitou a detecção do fluxo estelar, especularam os autores do estudo.

    Quasares mais antigos do universo são encontrados pelo telescópio Euclid
    Quasares mais antigos do universo são encontrados pelo telescópio Euclid — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Ao mesmo tempo, acredita-se que essas galáxias ultradifusas sejam muito massivas, e é preciso ser massivo para realmente atrair estrelas desse aglomerado progenitor”, disse a coautora principal Sarah Pearson, professora associada do DTU Space, o Instituto Nacional Espacial da Universidade Técnica da Dinamarca.

    “Portanto, a combinação desses dois fatores — o fato de proporcionar um fundo tênue, mas também ter um campo de maré forte o suficiente para atrair estrelas do aglomerado — é uma ótima combinação para quem deseja encontrar um desses”, acrescentou ela.

    Ao tentar identificar esses fluxos, os astrônomos procuram por estruturas finas e alongadas em seus telescópios. Os fluxos também podem ser rastreados por meio de seu movimento no céu; no entanto, isso exige que o telescópio permaneça na mesma posição ao longo do tempo, e a técnica até agora só conseguiu encontrar fluxos estelares na Via Láctea.

    Estrelas emparelhadas em processo de morte formam deslumbrante descoberta
    Estrelas emparelhadas em processo de morte formam deslumbrante descoberta — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “A área que o Hubble consegue observar não é tão grande assim. Então, é preciso ter muita, muita sorte para conseguir ver isso, e nós realmente não sabemos para onde olhar para localizá-los”, disse a coautora do estudo, Tjitske Starkenburg, professora assistente de pesquisa no Centro de Exploração e Pesquisa Interdisciplinar em Astrofísica da Universidade Northwestern em Evanston, Illinois.

    Os autores do estudo preveem que os futuros avanços em telescópios permitirão uma detecção ainda maior desses aglomerados dentro e fora da nossa galáxia. Starkenburg mencionou o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da Nasa, cujo lançamento está previsto para o final do mês e que terá um campo de visão maior, “como 100 telescópios Hubble em uma única imagem”.

    Descobertas de 2026 - (1): Astrônomos do Observatório Europeu do Sul identificaram uma "onda de choque" em torno de uma estrela morta. O fenômeno foi formado a partir de uma colisão entre o gás e a poeira ejetados pela estrela morta RXJ0528+2838, e foi identificado com auxílio do VLT (Very Large Telescope) • ESO/K. Iłkiewicz and S. Scaringi et al. Background: PanSTARRS

    Estrelas emparelhadas em processo de morte formam deslumbrante descoberta
    Estrelas emparelhadas em processo de morte formam deslumbrante descoberta — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Descobertas de 2026 - (2): A lua Europa, de Júpiter, está na lista restrita de lugares do nosso Sistema Solar considerados promissores na busca por vida além da Terra, com um grande oceano subterrâneo que se acredita estar escondido sob uma camada externa de gelo. No entanto, novas pesquisas estão levantando dúvidas. Após modelar as condições de Europa, os pesquisadores concluíram que seu assoalho rochoso provavelmente é mecanicamente forte demais para permitir esse tipo de atividade. • Nasa/JPL-Caltech/SETI Institute

    Descobertas de 2026 - (3): O vento solar, em combinação com o campo magnético da Terra, tem transportado partículas da atmosfera do nosso planeta para a superfície da Lua há bilhões de anos, revela pesquisa da Universidade de Rochester • Shubhonkar Paramanick/Universidade de Rochester

    Descobertas de 2026 - (4): Astrônomos podem ter descoberto um tipo de objeto até então desconhecido, apelidado de "Cloud-9", que pode lançar luz sobre a matéria escura. Pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal Letters mostra que Cloud-9 é uma nuvem de matéria escura que pode ser um remanescente da formação de galáxias nos primórdios do universo • NASA/ESA/VLA/Gagandeep Anand/Alejandro Benitez-Llambay/Joseph DePasquale

    Duas estrelas gigantes explodiram e deixaram
    Duas estrelas gigantes explodiram e deixaram — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Descobertas de 2026 (5) - Um objeto vindo do espaço chocou-se com a Terra há cerca de seis milhões de anos, espalhando fragmentos pelo Brasil. Somente agora, em 2026, a ciência conseguiu confirmar o evento, que deu origem a pedaços de vidro conhecidos como tectitos . • Álvaro Cóstra/Unicamp

    Descobertas de 2026 (6) - Observações realizadas peloTelescópio Espacial James Webb identificaram centenas de pequenos objetos avermelhados em imagens profundas do Universo primitivo. Um estudo liderado por Rusakov et al., publicado na revista Nature em janeiro, apresentou uma nova interpretação para esses objetos. De acordo com os autores, os LRDs correspondem a buracos negros em fase inicial de crescimento • Reprodução NASA, ESA, CSA, STScI, JWST; Dale Kocevski (Colby College)

    Descobertas de 2026 (7) - Os astrônomos há muito tempo buscam indícios de que uma estrela companheira oculta se encontra fora de vista perto da supergigante vermelha Betelgeuse. Agora, eles descobriram uma nova evidência: um rastro semelhante ao deixado por um barco, atravessando a atmosfera superior de Betelgeuse, provavelmente formado pela companheira invisível • Elizabeth Wheatley/ESA/NASA

    Quasares mais antigos do universo são encontrados pelo telescópio Euclid
    Quasares mais antigos do universo são encontrados pelo telescópio Euclid — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Descobertas de 2026 (8) - Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de u ma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Ane l. Os cientistas detectaram a "barra" estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro • Telescópio Espacial James Webb

    Descobertas de 2026 (9) - Uma equipe de astrônomos, com o auxílio do ALMA (Atacama Large Millimeter Array), um rádio-observatório que fica no Chile, conseguiu registrar em alta resolução 24 discos de detrito em torno de estrelas. Os anéis fotografados fazem parte da Cintura de Kuiper, que fica no mesmo Sistema Solar da Terra, depois de Netuno. • Divulgação/ESO

    Descobertas de 2026 (10) - Astrônomos registraram um dos exemplos mais impressionantes já vistos no espaço após observarem a presença de um buraco negro “renascido” após 100 milhões de anos em inatividade em uma cena comparada à erupção de um “vulcão cósmico”. Segundo o estudo publicado na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society , o fenômeno foi observado no centro da galáxia J1007+3540 • LOFAR/Pan-STARRS/S. Kumari et al.

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    Descobertas de 2026 (11) - Conceito artístico do exoplaneta candidato HD 137010 b, apelidado de "Terra fria" por ser um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância • NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)

    Descobertas de 2026 (13) - Uma molécula de 13 átomos contendo enxofre (como pode ser visto nesta ilustração) foi descoberta no espaço interestelar pela primeira vez. Os pesquisadores consideram a descoberta um "elo perdido" na compreensão das origens cósmicas da química da vida. • Divulgação/ MPE/NASA/JPL-Caltech

    Descobertas de 2026 (14) - Júpiter é, sem dúvida, o maior planeta do nosso Sistema Solar . No entanto, uma recente descoberta mostrou que ele não é tão grande assim — por uma margem muito pequena — quanto os cientistas pensavam. Segundo as observações de Juno, Júpiter tem um diâmetro equatorial de 142.976 km (88.841 milhas), aproximadamente 8 km (5 milhas) menor • Nasa

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    Descobertas de 2026 (15) - Cientistas estão monitorando o comportamento de um buraco negro supermassivo que apresenta hábitos alimentares específicos desordenados. Usando principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, eles acompanham o buraco negro, localizado no centro de uma galáxia muito além da Via Láctea, enquanto ele continua a expelir um jato de material em alta velocidade após rasgar e devorar uma estrela que cometeu o erro de se aproximar demais • Nasa

    Descobertas de 2026 (16) - Uma nova análise de dados de radar de Vênus, obtidos pela sonda Magellan da Nasa na década de 1990, indicou a presença de uma cavidade subterrânea criada por um fluxo de lava , a primeira estrutura subterrânea já detectada no planeta vizinho da Terra • Divulgação/RSLab, University of Trento

    Descobertas de 2026 (17) - Imagine todos os oceanos da Terra, que cobrem cerca de 70% do planeta e são compostos principalmente de hidrogênio. Agora multiplique isso por nove. Essa pode ser a quantidade de hidrogênio no núcleo da Terra, relataram cientistas na revista Nature Communications. • Tumeggy/Science Photo Library RF/Getty Images

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    Descobertas de 2026 (18) - Pesquisadores rastrearam uma estrela grande e brilhante que, em seus estertores, praticamente desapareceu de vista ao se transformar em um buraco negro sem explodir. Agora, ela só é detectável devido a um brilho sutil causado pelo aquecimento do gás e da poeira remanescentes, que são sugados pela força gravitacional irresistível do buraco negro recém-nascido. A estrela, chamada M31-2014 - DS1, estava localizada na Galáxia de Andrômeda • Keith Miller, Caltech/IPAC – SELab

    Descobertas de 2026 (19) - Um sistema exoplanetário a cerca de 116 anos-luz da Terra pode mudar completamente a forma como os planetas se formam. Quatro planetas orbitam LHS 1903 — uma estrela anã vermelha, o tipo mais comum de estrela no Universo — e estão dispostos em uma sequência peculiar. • Reprodução/ESA

    Descobertas de 2026 (20) - Uma vista de Saturno e Titã, a maior lua do planeta, capturada pela sonda Cassini. Pesquisadores sugerem que uma colisão antiga da maior lua de Saturno com outro corpo celeste pode ter dado origem aos anéis • NASA/JPL-Caltech/Instituto de Ciências Espaciais

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    Descobertas de 2026 (21) - A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou uma impressionante fotografia do cometa interestelar 3I/ATLAS. Foi o primeiro registro de Juice da passagem do cometa. • ESA/JUICE/JANUS

    Descobertas de 2026 (22) - Corpos celestes com formato semelhante a “bonecos de neve” são mais comuns no Sistema Solar do que se imaginava. A forma curiosa, marcada por dois blocos unidos, é resultado da fusão lenta de objetos menores no início da formação planetária. O exemplo mais conhecido é Arrokoth , visitado em 2019 pela sonda New Horizons • Reprodução/Google

    Descobertas de 2026 (23) - Astrônomos identificaram uma galáxia tão tênue que é quase invisível — uma descoberta que pode ajudar a lançar luz sobre uma das substâncias mais elusivas do Universo. Os pesquisadores encontraram a Candidate Dark Galaxy-2, ou CDG-2, usando o Telescópio Espacial Hubble, e acreditam que ela seja composta por pelo menos 99,9% de matéria escura • Li (utoronto), Ima/ESA/NASA

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    Descobertas de 2026 (24) - Astrônomos afirmam que os misteriosos “pequenos pontos vermelhos” observados pelo Telescópio Espacial James Webb podem ser estrelas gigantes do início do Universo, e não buracos negros, como se pensava inicialmente • Bangzheng “Tom” Sun

    Descobertas de 2026 (25) - Cientistas obtiveram o mapa mais completo e de alta resolução do gás frio no centro da Via Láctea , que contém a matéria-prima a partir da qual estrelas e planetas são formados. As informações da imagem podem ajudar os astrônomos a entender a origem do nosso sistema solar. A imagem é fruto de um esforço internacional de quatro anos, utilizando um dos telescópios mais potentes da Terra, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, ou ALMA, um conjunto de mais de 50 antenas de rádio espalhadas por um planalto nos Andes chilenos • ALMA(ESO/NAOJ/NRAO)/S. Longmore/D. Minniti et al.

    Descobertas de 2026 (26) - Uma intensa bola de fogo cortou o céu na Europa por volta de 14h55 do domingo (8/3), deixando um rastro de fumaça. O brilho foi de aproximadamente seis segundos, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). O registro foi observado por muitas pessoas na Bélgica, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda. • AllSky7/ESA

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    Descobertas de 2026 (27) - Uma supernova superluminosa envolvendo uma estrela enorme em uma galáxia a cerca de um bilhão de anos-luz da Terra está agora ajudando os cientistas a resolver esse mistério. Os pesquisadores determinaram que ela se tornou extremamente brilhante porque a explosão deixou para trás um magnetar , um remanescente estelar extremamente compacto e de rotação rápida, com um campo magnético imensamente poderoso • Joseph Farah and Curtis McCully

    Descobertas de 2026 (28) - Um estudo publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics sugere que o Sol pode não estar exatamente em seu local de origem . De acordo com os pesquisadores, a estrela do Sistema Solar pode ter nascido em uma região mais próxima do centro da Via Láctea e migrado ao longo de bilhões de anos até a posição atual. • Nasa

    Descobertas de 2026 (29) - Astrônomos identificaram um possível novo tipo de planeta fora do Sistema Solar, com interior derretido e atmosfera rica em enxofre. O objeto, chamado L 98-59 d, fica a cerca de 35 anos-luz da Terra e foi analisado com dados do telescópio espacial James Webb Space Telescope e de observatórios em solo. O interior do planeta pode ser formado por rocha derretida, semelhante à lava • Mark A. Garlick

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    Descobertas de 2026 (30) - Uma supernova - a morte explosiva de uma estrela - é sempre violenta, lançando material para o espaço e geralmente deixando para trás um remanescente estelar compacto, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. Mas algumas supernovas envolvendo as maiores estrelas do cosmos podem ser tão imensamente poderosas que não deixam absolutamente nada para trás • Universidade Monash

    Descobertas de 2026 (31) - Observações diárias por satélite revelaram um aumento contínuo do brilho noturno em todo o mundo devido à iluminação artificial, com importantes variações regionais, incluindo um aumento na África Subsaariana e no Sudeste Asiático, juntamente com uma redução deliberada na Europa, motivada por preocupações com a conservação de energia e a poluição luminosa. • Reuters

    Descobertas de 2026 (32) - Uma nova imagem revela um objeto celeste deslumbrante — uma estrela, emparelhada com outra, em processo de morte, que se assemelha a uma bola de cristal. Cientistas capturaram a imagem da NGC 1514, apelidada de Nebulosa Bola de Cristal, com o Espectrógrafo Multiobjeto Gemini. O instrumento está instalado no telescópio Gemini Norte, localizado em Maunakea, um vulcão adormecido no Havaí. • Observatório Internacional Gemini/NOIRLab/NSF/AURA

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    Descobertas de 2026 (33) - Analisando novamente dados envolvendo um tipo específico de explosão estelar, uma equipe de pesquisadores afirma ter confirmado a noção, há muito aceita, de que o universo está se expandindo em ritmo acelerado - a mesma observação que levou à identificação, na década de 1990, de uma força cósmica enigmática chamada energia escura. Os resultados do estudo refutam uma pesquisa publicada no ano passado que concluiu que essa expansão cósmica não está mais acelerando – uma descoberta que havia desafiado a compreensão básica do universo. • Pexels • Del Woodcock

    Descobertas de 2026 (34) - Um exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) com quatro vezes a massa de Júpiter foi localizado pelo Telescópio Espacial James Webb da Nasa, orbitando muito próximo a uma estrela semelhante ao Sol. Nomeado como HD 80606 b, o planeta chega a 1.100 graus Fahrenheit (cerca de 593 ºC) ao se aproximar de sua estrela. O exoplaneta foi apelidado de "exoplaneta torrado" • Reprodução | NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)

    Descobertas de 2026 (35) - Astrônomos identificaram, pela primeira vez, um açúcar considerado "verdadeiro" no espaço interestelar. A molécula, chamada eritrulose , possui quatro átomos de carbono e foi detectada em uma nuvem de gás e poeira próxima ao centro da Via Láctea . A descoberta foi publicada na revista científica Nature Astronomy • Créditos: NASA, Caltech, Susan Stolovy e Nature Astronomy

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    Descobertas de 2026 (36) - Cientistas descobriram, pela primeira vez, evidências de duas estrelas massivas de um sistema binário que esgotaram seu combustível e explodiram violentamente em um curto período de tempo, deixando para trás uma nuvem reveladora de gás brilhante chamada nebulosa. Essas explosões estelares são chamadas de supernovas. Uma dessas duas nebulosas está entre as mais conhecidas da nossa galáxia, a Via Láctea , chamada Nebulosa da Água-viva devido à sua semelhança superficial com a criatura marinha de tentáculos • Nasa

    Descobertas de 2026 (37) - Imagem artística de CD-35 2722. Cientistas estão documentando um sistema planetário na Via Láctea que é tão radicalmente diferente de nosso próprio sistema solar que têm dificuldade em encontrar uma terminologia adequada para descrevê-lo. O sistema inclui uma anã vermelha com cerca de 40% da massa do nosso Sol, orbitada por uma anã marrom -- um corpo celeste na fronteira entre um planeta e uma estrela. A anã marrom, por sua vez, é orbitada por um mundo gasoso do tamanho de Júpiter, recém-descoberto com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul, localizado no Chile • ESO/M. Kornmesser

    Descobertas de 2026 (38) - Cientistas afirm am ter detectado indícios promissores de que um planeta orbitando uma estrela a 49 anos-luz da Terra pode ter uma atmosfera, tornando-o potencialmente habitável. Chamado LHS 1140b, o objeto tem cerca de cinco vezes a massa do nosso planeta, ou seja, é uma “S uper-Terra ”. • Melissa Weiss/CfA/Harvard

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    Descobertas de 2026 (39) - Novas observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb , da Nasa, revelaram que Netuno pode ter passado por uma gigantesca catástrofe há bilhões de anos, quando um objeto do tamanho de Plutão invadiu o sistema do planeta e desencadeou uma série de colisões entre suas luas. O estudo, publicado na revista científica Science, na quarta-feira (29) indica que esse evento destruiu praticamente todas as luas originais de Netuno. As pequenas luas e os anéis observados atualmente teriam se formado posteriormente a partir dos destroços deixados por essa verdadeira "batalha cósmica" • NASA, ESA, CSA, STScI

    Descobertas de 2026 (40) - Escondido nos dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble, pesquisadores encontraram um rastro de estrelas quase invisível — o primeiro fluxo estelar de um aglomerado globular detectado fora da Via Láctea. O fenômeno celeste, localizado em uma galáxia a aproximadamente 115 milhões de anos-luz da Terra, é o remanescente de uma densa bola de estrelas que está sendo lentamente desfeita pela gravidade de sua galáxia hospedeira. À medida que o aglomerado perde estrelas, os remanescentes formam um fluxo longo e estreito • Telescópio Espacial Hubble

    Detectar um tênue fluxo estelar em uma galáxia fora do Grupo Local — nossa vizinhança galáctica que consiste em mais de 50 galáxias gravitacionalmente ligadas — é notável, disse David Martínez-Delgado, astrofísico e pesquisador da fundação sem fins lucrativos ARAID, no Centro de Estudos de Física do Cosmos de Aragão, em Teruel, Espanha, em um e-mail. Martínez-Delgado não participou do novo estudo.

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    “Antes, eu pensava que detectar caudas de maré em aglomerados globulares em galáxias externas seria extremamente desafiador, dado seu pequeno tamanho angular e brilho superficial extremamente baixo”, acrescentou. “Este resultado demonstra que, com observações suficientemente profundas e de alta resolução, tais estruturas podem ser detectáveis ​​muito além do Grupo Local.”

    Correntes estelares podem servir como registros do passado de uma galáxia, fornecendo aos astrônomos pistas sobre como as galáxias mudam ao longo do tempo. Quando uma galáxia maior despedaça uma galáxia anã menor, as estrelas da anã podem se estender formando uma corrente — um rastro cósmico desse encontro.

    Fluxos de aglomerados globulares, como o descrito no estudo, preservam essa história em menor escala, revelando como o aglomerado viajou através de sua galáxia hospedeira e como a gravidade da galáxia o fragmentou gradualmente. Ao rastrear essa história, os pesquisadores podem então aprender como a massa da galáxia está distribuída, incluindo a matéria escura invisível que molda seu campo gravitacional.

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    A observação do primeiro fluxo estelar de um aglomerado globular fora da Via Láctea abre caminho para a detecção de mais fenômenos como esses em galáxias por todo o universo. Os autores do estudo afirmaram que esperam que futuras detecções ajudem a revelar mais segredos sobre outras galáxias, bem como sobre a matéria escura presente nelas.

    Uma característica que merece mais investigação, observaram os autores, são as lacunas ou aglomerados em correntes estelares que os cientistas teorizam se desenvolverem quando pequenas concentrações de matéria escura passam por elas. “Mas existem outras coisas que poderiam causar alguns desses efeitos semelhantes”, disse Starkenburg.

    Encontrar mais fluxos, talvez em outras galáxias, e observar se eles apresentam lacunas ou aglomerados semelhantes, “é um argumento muito mais forte para afirmar que se trata de matéria escura”, acrescentou Starkenburg.

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    Pearson observou que muitas perguntas permanecem sem resposta sobre a matéria escura, apesar de sua existência ser conhecida há quase um século.

    “Essa é realmente uma das maiores questões em aberto da física”, disse ela. “Qual é a natureza da matéria escura? É uma partícula? São muitas? É algo completamente diferente? Não sabemos.”

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    Especialista mostra funcionamento do foguete da Artemis II; veja réplica do modelo | CNN PRIME TIME
    Especialista mostra funcionamento do foguete da Artemis II; veja réplica do modelo | CNN PRIME TIME — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/segredo-sobre-um-dos-maiores-misterios-do-nosso-universo-e-revelado/.

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    Esta imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca um rastro tênue de estrelas conhecido como corrente estelar de um aglomerado globular • Telescópio Espacial Hubble · • Telescópio Espacial Hubble — Foto: CNN Brasil

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