Secas extremas podem pressionar abastecimento de São Paulo e Rio de Janeiro, diz estudo
Animal descansa no leito do Rio Paraíba do Sul. Hellen Souza/Folha da Manhã As secas podem ficar mais longas e severas nas próximas décadas em uma região que concentra rios e reservatórios importantes para o abastecimento de mais de 20 milhões de pessoas no Sudeste. A projeção é de um estudo de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A pesquisa analisou a Bacia do Rio Paraíba do Sul, área formada pelo rio Paraíba do Sul e seus afluen
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Animal descansa no leito do Rio Paraíba do Sul. — Foto: Hellen Souza/Folha da Manhã
As secas podem ficar mais longas e severas nas próximas décadas em uma região que concentra rios e reservatórios importantes para o abastecimento de mais de 20 milhões de pessoas no Sudeste.
A projeção é de um estudo de pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

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A pesquisa analisou a Bacia do Rio Paraíba do Sul , área formada pelo rio Paraíba do Sul e seus afluentes e que se estende por partes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
📌 ENTENDA: A água armazenada e transportada por esse sistema atende cidades da própria bacia e também chega às regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio por meio de transferências para outros sistemas.
O principal resultado é uma mudança no perfil das estiagens ao longo deste século: elas tendem a ocorrer em intervalos maiores, mas, quando acontecerem, podem durar mais tempo e ser mais severas.
Esse padrão aparece em grande parte das áreas e dos cenários avaliados pelos pesquisadores, principalmente nas projeções para o fim do século.
Um dos pontos que mais chama atenção é Paraibuna, na parte alta do sistema:
ali, a duração média das secas foi de cerca de oito meses no período histórico analisado; entre 2061 e 2100, porém, pode chegar a 1,82 ano , ou quase 22 meses , em um dos cenários considerados pelo estudo.
“Na prática, essa mudança sugere que o sistema hídrico pode enfrentar períodos críticos mais difíceis de administrar”, explica ao g1 Lucas Pereira de Almeida, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e um dos autores do estudo.
"Mesmo que as secas ocorram com menor frequência, quando acontecem tendem a durar mais tempo e a reduzir de forma mais persistente os níveis dos reservatórios".
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/08/21/secas-extremas-abastecimento-sao-paulo-rio-de-janeiro-estudo.ghtml.

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