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    Seca e ações humanas aumentam risco de incêndio nesta época do ano

    Apenas na primeira quinzena de agosto, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atendeu 1.012 ocorrências de incêndios florestais

    Metrópoles
    31 de agosto de 2026 às 03:05
    Seca e ações humanas aumentam risco de incêndio nesta época do ano
    Foto: Metrópoles

    O período de estiagem tem castigado várias regiões do país, principalmente com a umidade relativa do ar variando abaixo dos 30% e as altas temperaturas. Além do clima tão característico, cresce a incidência de incêndios florestais em locais onde a vegetação é mais seca e a propagação do fogo é mais rápida.

    Com grande área de Cerrado, o Distrito Federal está entre as localidades brasileiras que sofrem com as constantes queimadas. Inclusive, os meses de agosto e setembro marcam um período crítico em relação à incidência de incêndios florestais.

    Apenas na primeira quinzena de agosto, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal atendeu 1.012 ocorrências de incêndios florestais durante a Operação Verde Vivo. Em junho, foram registradas 554 ocorrências e, em julho, 1.096.

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O mais recente ocorreu no domingo (16/8), e atingiu uma grande área de vegetação no Parque do Tororó. O incêndio criou uma barreira de fogo que encerrou durante a madrugada de segunda-feira (17/8) .

    Nesse mesmo dia, o corpo de bombeiros atendeu cerca de 84 ocorrências de queimadas em vegetação. O número reforça a preocupação para as próximas semanas que, tradicionalmente, são as mais severas da estação seca.

    Segundo especialistas, 95% das ocorrências são ocasionadas por alguma ação humana e poderiam ser evitadas. O ato de jogar bituca de cigarro na mata ou de queimar pasto ou lixo em área verde, por exemplo, pode desencadear um incêndio de grandes proporções.

    Foto colorida de brigadista do ICMBIO observando chamas. Incêndio atinge o Parque Nacional de Brasília, próximo à Granja do Torto, em 15/09/24 - Metrópoles
    Foto colorida de brigadista do ICMBIO observando chamas. Incêndio atinge o Parque Nacional de Brasília, próximo à Granja do Torto, em 15/09/24 - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Provocar queimadas é crime, sujeito a multa e prisão. Qualquer pessoa pode denunciar o ato ilícito pelo número de emergência 193.

    A conduta pode ser enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998). O artigo 41 prevê pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para quem provocar incêndio em mata, floresta ou qualquer forma de vegetação. Já o artigo 54 trata da poluição que possa resultar em danos à saúde ou ao meio ambiente.

    A proibição vale em qualquer época do ano, mas o perigo aumenta significativamente durante a seca. Nessa época, a vegetação perde umidade e se torna altamente inflamável. Uma chama aparentemente pequena pode escapar do controle e atingir áreas extensas, propriedades rurais, casas, galpões, armazéns e outras instalações.

    Os restos de poda e o entulho vegetal devem ser descartados em locais de coleta autorizados. Nunca devem ser queimados, mesmo em terrenos particulares.

    Nos últimos anos, grandes ocorrências mostraram como o fogo pode devastar áreas naturais e provocar prejuízos ambientais e materiais.

    Em setembro de 2019, um incêndio no Parque Ecológico de Águas Claras queimou buritis com mais de 300 anos. Mais de 5 mil metros quadrados foram transformados em cinzas.

    Em agosto de 2020, em um núcleo rural de Planaltina, brigadistas e bombeiros trabalharam durante 72 horas para conter as chamas. O incêndio atingiu quatro propriedades, destruiu completamente três casas e consumiu cerca de 40 mil metros de plantações.

    Já em setembro de 2022, um incêndio no Parque Nacional de Brasília consumiu uma área equivalente a 14 mil campos de futebol.

    Os episódios reforçam que as consequências vão muito além da vegetação. Animais silvestres também morrem ou ficam feridos, perdem abrigo e alimento e enfrentam dificuldades para sobreviver após a passagem do fogo.

    De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a região Centro-Oeste está em estado de alerta devido à baixa umidade do ar, que tem variado abaixo dos 30%.

    Os avisos emitidos diariamente pelo instituto chamam a atenção para os riscos à saúde e para a maior incidência de incêndios florestais.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/conteudo-especial/seca-e-acoes-humanas-aumentam-risco-de-incendio-nesta-epoca-do-ano.

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