Se você tem ouvido mais a palavra omakasê, Edson Yamashita, chef do melhor japonês de SP, é responsável
Se você tem se deparado mais com a palavra omakasê quando busca um restaurante japonês em São Paulo , o chef Edson Yamashita é um dos responsáveis. Leia mais (08/17/2026 - 23h00)

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Se você tem se deparado mais com a palavra omakasê quando busca um restaurante japonês em São Paulo , o chef Edson Yamashita é um dos responsáveis.

Omakasê, na prática, é um menu-degustação, uma sequência de pratos em que se pode conhecer melhor o estilo de um cozinheiro. Na tradição nipônica, o pressuposto é que se use o que há de mais fresco.
Yamashita, vencedor da categoria melhor restaurante japonês com o Ryo, é mestre nessa arte. Sua história começou no Shin-Zushi, restaurante comandado por sua família que é reduto da comunidade nipônica em São Paulo , onde a proposta é clássica e o idioma, não raro, é o japonês.
Depois de uma temporada de quase dez anos no Japão, voltou ao Shin-Zushi, onde ajudou a dar corpo ao omakasê, sobretudo aos clientes ocidentais acostumados a pedir combinados de sushis e sashimis.

Reforçou essa ideia na primeira versão do Ryo, aberta em 2017, que tinha também como proposta incorporar inspiração da cozinha kaiseki, mais ritualística e elaborada, em que técnica, estética e a sazonalidade dos ingredientes são determinantes.
O restaurante de hoje, transformado depois de reformas, uma pausa e a pandemia, é um tanto diferente. Ou, talvez, seja o chef. Yamashita ainda serve o omakasê a oito clientes no balcão (R$ 1.600) e dez em mesas (R$ 1.450). Mas, ali, usa o rigor para imprimir seu estilo, criativo e cirúrgico.
Em uma noite de abril, ele conversava, do lado de dentro do balcão, com um cliRyo R. Pedroso Alvarenga, 667, Itaim Bibi, região oeste. @ryogastronomia Ryo Marília Miragaia ente enquanto servia receitas como um chawanmushi de parmesão, flan à base de ovos com dashi (caldo), normalmente feito com pedaços de crustáceos ou frango —mas, aqui, causando uma grata confusão na memória com queijo no lugar.

E também incluía um lagostim servido com purê de milho, pimentão e caldo à base de tendão de boi. Na sequência, vieram sushis, um a um, embalados e entregues pelo chef, que desencoraja fotos para que a temperatura do arroz não se perca em favor das redes sociais.
Ao acrescentar o shoyu, o bolinho ganha um sabor familiar, mais profundo, quem sabe aveludado. Me pergunto se a casa, assim como outras de cozinha japonesa raiz, tem sua fórmula própria para aquele líquido escuro.
Bingo: o molho ali não é de soja, é um fermentado à base de castanha-do-pará. O método é semelhante, e o resultado, obtido em cinco meses, explica Yamashita. São sinais de como a conhecida experiência de comer sushi pode ganhar novos contornos e surpresas.

"A gente sai do tradicionalíssimo. Estou em outro momento. Por muito tempo andei somente sob a técnica. Hoje, pego essa cozinha tradicional para fazer uma coisa mais autêntica minha", continua o chef, em conversa com meu sortudo vizinho de balcão.
RYO R. Pedroso Alvarenga, 667, Itaim Bibi, região oeste. @ryogastronomia
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/o-melhor-de-sao-paulo/2026/restaurantes-bares-e-cozinha/2026/08/se-voce-tem-ouvido-mais-a-palavra-omakase-edson-yamashita-chef-do-melhor-japones-de-sp-e-responsavel.shtml.

Sushis e sashimis do omakasê do Ryo - Keiny Andrade/Folhapress · Keiny Andrade/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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