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    Se EUA não quiserem negociar, teremos de tomar providências, diz Lula à CNN

    Em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar a Lei da Reciprocidade como opção diante das tarifas aplicadas pelo governo norte-americano ao Brasil

    CNN Brasil
    21 de setembro de 2026 às 19:02
    Se EUA não quiserem negociar, teremos de tomar providências, diz Lula à CNN
    Foto: CNN Brasil

    Em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar a Lei da Reciprocidade como opção diante das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    Ele ressaltou que as tarifas são "baseadas em mentiras", chamando atenção para o déficit comercial entre Brasil e EUA.

    "Eu não quero entrar em uma guerra tarifária com os EUA, nem com qualquer outro país. O que eu quero é negociar — e acredito na negociação; nasci no movimento trabalhista e sindical justamente para negociar e buscar acordos. Farei todos os esforços para negociar", pontuou o líder brasileiro.

    Presidente Lula em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, em 21 de setembro de 2026. • CNN · • CNN
    Presidente Lula em entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, em 21 de setembro de 2026. • CNN · • CNN — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "Se não for possível — caso os EUA não queiram —, então teremos de tomar providências, pois temos uma lei aprovada por unanimidade em nosso Congresso", adicionou Lula, em referência à Lei de Reciprocidade .

    "Acredito que ela é benéfica para o Brasil e que os EUA têm grande interesse nela; creio que é disso que precisamos. Portanto, temos de pensar em como proceder e quais produtos incluiremos na Lei de Reciprocidade contra os EUA", acrescentou.

    Durante a entrevista à CNN, o petista ponderou que não quer aplicar a medida enquanto houver negociação com os EUA.

    Lula avalia impactos e governo adia reciprocidade contra tarifaço dos EUA
    Lula avalia impactos e governo adia reciprocidade contra tarifaço dos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Assim, ele destacou que o Brasil não quer desafiar os Estados Unidos, apenas pontuar que cada país tem sua própria soberania e cuida de seus próprios interesses. Além disso, afirmou que quer "respeitar e ser respeitado".

    Em outro momento, Lula criticou a maneira de governar de Donald Trump , chamando-o novamente de imperador.

    "Ele governa com a mentalidade de 'sou o mais forte, o mais poderoso, o mais rico, posso tudo e todos os outros devem obedecer'. É a lei do mais forte. Eu não concordo com isso", comentou.

    Indústria pede acordo e governo deixa reciprocidade para "momento adequado"
    Indústria pede acordo e governo deixa reciprocidade para "momento adequado" — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "O presidente Trump foi eleito para ser presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar os EUA, mas não tem o direito de governar outros países. Ele não tem o direito de impor a sua vontade", adicionou o presidente do Brasil em outro trecho.

    Ala do governo teme retaliação dos EUA caso Brasil confirme reciprocidade
    Ala do governo teme retaliação dos EUA caso Brasil confirme reciprocidade — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Lula avalia impactos e governo adia reciprocidade contra tarifaço dos EUA
    Lula avalia impactos e governo adia reciprocidade contra tarifaço dos EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Ala do governo teme retaliação dos EUA caso Brasil confirme reciprocidade — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Indústria pede acordo e governo deixa reciprocidade para
    Indústria pede acordo e governo deixa reciprocidade para — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/se-eua-nao-quiserem-negociar-teremos-de-tomar-providencias-diz-lula-a-cnn/.

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