SBF cresce mais de 20% com Copa e mudanças na operação
CEO destaca melhorias na operação da Centauro e da Fisia para sustentar crescimento e experiência nas lojas

O Grupo SBF, dono das marcas Centauro e Fisia, licenciada exclusiva da Nike no Brasil, registrou receita líquida de R$ 2,2 bilhões no trimestre, com crescimento superior a 20%.
No acumulado do semestre, a receita ficou próxima de R$ 4 bilhões, também com expansão em torno de 20%.
Durante entrevista ao programa " Números Falam ", o CEO da companhia, Gustavo Furtado , atribuiu os resultados não apenas ao impacto da Copa do Mundo, mas também às transformações estruturais que vêm sendo implementadas desde 2022.

Furtado explicou que seria equivocado interpretar o mundial como um evento isolado que explica sozinho o desempenho da empresa. "A Copa do Mundo faz parte de um filme", afirmou.
Segundo ele, os números relativos são os mais relevantes: o grupo vendeu quase 60% mais camisas oficiais da seleção brasileira do que em 2022 e 80% mais produtos licenciados e bolas oficiais da Copa.
Furtado destacou que esse crescimento não decorreu de um aumento espontâneo de demanda, mas de melhorias em cada etapa da cadeia operacional, desde a previsão de demanda até o reabastecimento das lojas.

Na Fisia, o grupo ampliou a penetração das lojas físicas e do canal digital após adquirir a operação da Nike no Brasil .
A partir de 2022, o canal de atacado virou o foco, com iniciativas para melhorar o relacionamento com clientes, a pré-venda de coleções e o nível de serviço na entrega dos produtos.
Furtado também mencionou parceria com o Corinthians por mais 10 anos, uma relação de já dura quase duas décadas, e o início do patrocínio ao Vasco e ao Atlético Mineiro. "Quando a gente olha o Customer Lifetime Value dos corintianos, ele é significativamente maior do que os dos outros clientes", disse.

Na Centauro, as principais mudanças ocorreram a partir de 2025. O grupo reforçou o time comercial, responsável pela estratégia das diferentes modalidades esportivas e pelo relacionamento com as marcas.
Também foi ampliado o quadro de vendedores nas lojas, com treinamento específico para atender os clientes na seção de calçados. Um projeto de reformas nas lojas foi iniciado para melhorar a experiência de compra.
Segundo Furtado, todas essas iniciativas combinadas resultaram em crescimento expressivo nas vendas nas mesmas lojas.

O grupo comercializou 1 milhão de camisas da seleção brasileira e 1,5 milhão de itens relacionados à Copa do Mundo até 31 de julho.
Furtado detalhou que o planejamento começa com mais de nove meses de antecedência, com a definição dos produtos, da pirâmide de preços e das quantidades a serem pedidas à Nike.
Para garantir o abastecimento no momento do lançamento, com datas são fixadas globalmente, o grupo chegou a contratar fretes aéreos. "É imprescindível que você consiga abastecer o mercado, porque as datas de lançamento das camisas são fixas", afirmou.

Uma das estratégias que mais contribuiu para o resultado foi a gestão do reabastecimento. Em vez de distribuir antecipadamente os produtos para cada canal, o grupo manteve um estoque centralizado e enviava os itens conforme a demanda de cada canal.
Furtado estimou que, sem essa abordagem, o desempenho teria sido 10 pontos percentuais inferior ao registrado. "A Copa foi sucesso por melhorias incrementais em toda a jornada", concluiu.
O programa Números Falam é uma produção do NeoFeed com a CNN Brasil e é apresentado por Márcio Kroehn . Acompanhe os episódios inéditos, quinzenalmente, às 19h45 , no CNN Money .


Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/negocios/grupo-sbf-cresce-20-e-vende-1-milhao-de-camisas-na-copa/.

Gustavo Furtado, CEO do Grupo SBF • CNN Brasil · • CNN Brasil — Foto: CNN Brasil
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