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    Sauditas bombardeiam o Iêmen; houthis atacam porto no mar Vermelho

    Guerra no novo teatro do Oriente Médio se acirra com troca de fogo entre reino e o grupo pró-Irã

    UOL
    16 de setembro de 2026 às 13:00
    Sauditas bombardeiam o Iêmen; houthis atacam porto no mar Vermelho
    Veículo camuflado equipado com arma de grande calibre dispara em área árida com vegetação rasteira e arbustos esparsos. — Foto: UOL

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    A guerra no Iêmen , novo cenário ativo do conflito no Oriente Médio , escalou ainda mais nesta quarta-feira (16).

    Soldado do governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita atira contra posição houthi em Al-Jawf - APTV - 15.set.26/AFP · APTV - 15.set.26/AFP
    Soldado do governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita atira contra posição houthi em Al-Jawf - APTV - 15.set.26/AFP · APTV - 15.set.26/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Forças de Riad bombardearam diversas posições dos houthis do Iêmen ao longo da fronteira entre os dois países. Com isso, chegou a 450 o número de ataques nesta semana, segundo o comando dos rebeldes pró- Irã que tomaram a capital iemenita, Sanaa, em 2014.

    De seu lado, os houthis disseram ter bombardeado uma instalação da estatal saudita Aramco no terminal petrolífero de Yanbu.

    O local é o principal porto de exportação de Riad no mar Vermelho e vinha servindo de alternativa devido à obstrução do trânsito no estreito de Hormuz —cortesia da guerra entre Donald Trump e o Irã, que controla a via.

    Guerra e pirataria no mar Vermelho
    Guerra e pirataria no mar Vermelho — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, disse nesta quarta que suas forças também derrubaram um caça F-15 saudita que participava dos ataques usando um míssil. Riad não comentou o episódio, sobre o qual não há ainda evidências como destroços ou vídeos.

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    Saree também anunciou mais um ataque à base Rei Khalid, em Khamis Mushait (sudoeste saudita). O local, que já foi atingido por mísseis nesta fase do conflito, sedia esquadrões justamente do F-15, inclusive a versão E, especializada em ataque tático.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na véspera, um drone houthi havia sido abatido nas cercanias de Meca, a cidade mais sagrada do muçulmanismo, na Arábia Saudita . Os rebeldes negaram a ação, filmada, e a Liga Árabe a condenou nesta quarta.

    O governo do reino desértico não falou sobre ações que não o ataque em Meca, como é praxe, mas elas foram confirmadas por seus aliados iemenitas baseados no porto de Áden (sul).

    O governo expulso da capital, apoiado por sauditas, e outros grupos apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, viveram uma guerra civil aberta com os houthis. Esse conflito estava congelado desde 2022, mas a guerra de Trump acabou por reabrir as hostilidades em julho.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os houthis estavam apoiando o Irã no conflito e haviam atacado pontualmente Israel, mas ainda não tinham retomado a campanha de ações no mar Vermelho que bagunçou o comércio marítimo mundial de 2023 a 2025, em apoio aos terroristas palestinos do Hamas na guerra contra o Estado judeu.

    Mas foi um bloqueio aéreo a Sanaa que levou à escalada, que de resto ocorre quando o Irã precisa de mais cartas para negociar algum tipo de acomodação com os EUA. Desde que a crise recrudesceu, o preço do petróleo disparou, chegando à casa dos US$ 108 o barril de contratos futuros —ante US$ 70 antes da guerra iniciada em fevereiro.

    Áden vive a apreensão de ser o próximo alvo da ofensiva relâmpago dos rebeldes. Após anos sem se mexer, eles tomaram toda a costa iemenita do mar Vermelho e colocaram o estratégico estreito de Bab el-Mandeb na mira de seus mísseis e drones.

    Com isso, pretende impor com mais eficácia o bloqueio aos portos sauditas da região, principalmente Yanbu, ligado aos campos produtores do leste do país por um oleoduto que foi atacado por drones lançados supostamente por grupos pró-Irã do Iraque na semana passada.

    A via, que servia para driblar o fechamento de Hormuz, foi interrompida, levando ao temor de que até 4% do petróleo do mundo seja bloqueado. A Aramco não comentou acerca do ataque desta quarta, e executivos da empresa acreditam que o fluxo no oleoduto possa ser retomado em breve, embora isso seja incerto.

    Tudo isso levou à elevação do preço do petróleo e a uma maior pressão sobre Trump. Em novembro, seu Partido Republicano pode perder o controle que tem hoje do Congresso, com a guerra e a inflação de combustíveis como item de desgaste.

    O cenário fez o republicano até anunciar uma trégua inexistente entre Rússia e Ucrânia acerca de ataques ao setor de energia dos dois países, como se isso fosse a causa única e não só uma contribuinte da escalada global de preços.

    A Arábia Saudita chegou a pedir, segundo relatos não negados, para que Trump ajudasse a atacar os houthis, como fez em apoio a Israel antes. Mas o americano não aceitou, calculando presumivelmente o dano eleitoral de uma nova frente.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/sauditas-bombardeiam-o-iemen-houthis-atacam-porto-no-mar-vermelho.shtml.

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    Soldado do governo do Iêmen apoiado pela Arábia Saudita atira contra posição houthi em Al-Jawf - APTV - 15.set.26/AFP · APTV - 15.set.26/AFP — Foto: UOL

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