Saúde do DF diz que morador de rua que chutou criança não se enquadra em internação involuntária
César Delfino foi flagrado chutando uma criança de 5 anos na cabeça na Asa Sul. Subsecretária de Saúde afirmou que ele será acompanhado

A subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES-DF) Fernanda Falcomer afirmou nesta quinta-feira (13/8) que o homem em situação de rua preso por chutar uma criança de cinco anos, César Delfino Pinheiro, de 41 anos , não se enquadra em caso de internação voluntária. O pedido para internar o homem foi feito pela Secretaria de Segurança Pública do DF, conforme noticiou a coluna Na Mira em primeira mão.
“O caso mencionado, não configura um caso de internação involuntária nesse momento . Ele foi encaminhado para nós para fazermos uma avaliação conforme o protocolo pactuado com as forças de segurança. Nesses casos em que a pessoa comete um crime e tem suspeitos ou indícios de que esteja alterado psiquicamente, a Secretaria de Segurança Pública vai nos acionar para que a equipe faça a avaliação”, explicou a subsecretária.
A subsecretária destacou que nem todo caso vai configurar um quadro surto psíquico, que então indique uma internação involuntária .

“Ele (César Delfino) vai continuar sendo tratado e acompanhado na rede de atenção psicossocial com a equipe do consultório na rua, no CAPS, e se tiver alguma indicação de internação no futuro, será procedida a internação no caso dele”, explicou.
O homem preso pela agressão, César Delfino Pinheiro, de 41 anos, já foi condenado por agredir uma adolescente de 11 anos. Na ocasião, ele também derrubou o pai da menina no chão dentro de uma biblioteca de Curitiba (PR), no ano de 2024. O suspeito, que é natural de Paranaguá (PR), tem também condenação por roubo em sua terra natal e responde por crime de dano qualificado, em São Paulo.
O acolhimento da população em situação de rua no DF ocorre de forma integrada por meio dos órgãos e secretarias ligadas ao GDF. A primeira abordagem é chamada de pré-triagem e acontece nas ruas, com a busca ativa para acesso aos programas assistências e de saúde.

Informações sobre a internação involuntária humanizada
Após a triagem, uma equipe especializada, composta por psicólogo, assistente social e enfermeiro, avalia os sinais de alerta para necessidade de internação involuntária. São eles: risco à vida, violência e negligência extrema com autocuidados básicos.
Em caso de risco de morte iminente, a pessoa em situação de rua é encaminhada para um hospital geral ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já em situação de necessidade de estabilidade clínica, o morador segue para uma UPA.

Após a intervenção e remoção da pessoa em situação de rua, é tomada a decisão médica sobre a internação de saúde com Plano Terapêutico, com prazo de até 90 dias. Após a alta, o paciente dá continuidade ao tratamento no Caps de referência e é acolhido nos programas da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF.
César Delfino Pinheiro chegou a ser preso duas vezes após chutar a cabeça de uma criança de 5 anos em uma lanchonete na 302 Sul e tentar dar uma cabeçada em um policial, em Brasília, e assinou o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) . Os ataques ocorreram nessa quarta-feira (12/8).
A coluna Na Mira teve acesso às imagens que registraram o momento da agressão. Nas gravações, a criança aparece em frente ao estabelecimento, acompanhada da mãe, que empurrava um carrinho de bebê com outra criança.

Em determinado momento, um homem se aproxima e desfere um chute contra a cabeça da vítima. Com o impacto, a criança cai no chão, e a mãe corre para socorrê-la. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.
Inicialmente, Celso Pinheiro foi autuado por resistência. A equipe policial informou ao delegado sobre a agressão contra a criança, mas, naquele momento, as vítimas não haviam sido localizadas e as imagens do ataque ainda não tinham sido obtidas.
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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/saude-do-df-diz-que-morador-de-rua-que-chutou-crianca-nao-se-enquadra-em-internacao-involuntaria.

Imagem cedida ao Metrópoles — Foto: Metrópoles
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