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    Sarampo exige atenção a sintomas e vacinação; saiba os sinais

    São Paulo soma 23 casos em 2026; doença é altamente contagiosa e pode causar pneumonia, encefalite e morte

    Poder360
    16 de agosto de 2026 às 10:01
    Sarampo exige atenção a sintomas e vacinação; saiba os sinais
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    São Paulo soma 23 casos em 2026; doença é altamente contagiosa e pode causar pneumonia, encefalite e morte

    O Ministério da Saúde emitiu um alerta em junho de 2026 sobre o risco iminente de reintrodução e de disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.

    A nota técnica citava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas: “ Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados ”.

    Manchas vermelhas estão entre os principais sinais do sarampo, junto com febre alta; esquema de vacinação inclui duas doses a partir dos 12 meses
    Manchas vermelhas estão entre os principais sinais do sarampo, junto com febre alta; esquema de vacinação inclui duas doses a partir dos 12 meses — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    No mesmo mês, o órgão recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses. O objetivo era reforçar a proteção contra o sarampo na faixa etária considerada mais suscetível à infecção e a formas graves.

    À época, a zona norte de São Paulo registrava 3 casos da doença em crianças menores de 2 anos. Atualmente, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirma pelo menos 23 casos em 2026.

    O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já figurou como uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo.

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    Apesar dos avanços significativos no controle e na prevenção por meio da vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, sobretudo em regiões com baixas taxas de imunização.

    Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, o sarampo exige atenção e conhecimento para ser identificado e tratado adequadamente.

    A transmissão do vírus acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.

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    A transmissão pode ser feita entre 6 dias antes e 4 dias depois do aparecimento das conhecidas manchas vermelhas pelo corpo.

    Os principais sinais e sintomas do sarampo são manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 ºC), acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas:

    De 3 a 5 dias, é comum aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, espalham-se pelo restante do corpo.

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    A febre persistente é considerada sinal de alerta e pode indicar gravidade, sobretudo em crianças menores de 5 anos.

    O sarampo é considerado uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou até mesmo causar a morte.

    Algumas complicações associadas ao sarampo incluem:

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    O diagnóstico do sarampo pode ser feito de forma clínica, com base em sinais e sintomas apresentados pelo paciente, mas o diagnóstico considerado ideal é o laboratorial, por meio de amostra de sangue e também por meio de amostras de secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.

    Não existe tratamento específico para o sarampo. Os medicamentos utilizados têm como objetivo reduzir o desconforto causado pelos sintomas.

    A orientação é não fazer uso de nenhum medicamento sem antes passar pelo médico e procurar o serviço de saúde mais próximo caso apresente sintomas.

    O uso de antibióticos é contraindicado, exceto se houver indicação médica pela ocorrência de infecções secundárias. Para os casos sem complicação, devem-se manter a hidratação e o suporte nutricional e diminuir a hipertermia (elevação da temperatura corporal).

    Muitas crianças necessitam de 4 a 8 semanas para recuperar o estado nutricional.

    O sarampo é uma doença prevenível por meio da vacinação. Os critérios para indicação da dose levam em conta características clínicas, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida e a ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

    A vacinação contra o sarampo está disponível em apresentações diferentes, sendo que todas previnem a doença.

    Cabe ao profissional de saúde aplicar a dose adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

    Na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo.

    Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

    Nos postos de saúde, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

    A depender da situação epidemiológica de cada localidade, há necessidade de estabelecer outras estratégias –além das doses de rotina, a vacina contra o sarampo pode ser indicada para crianças de 6 meses a menores de 1 ano, em localidades com o surto da doença, por exemplo.

    A SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) considera protegido todo indivíduo que tomou duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade.

    Em situação de risco para o sarampo –surtos ou exposição domiciliar, por exemplo– a 1ª dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses.

    A dose não deve ser considerada como dose válida para o cumprimento do esquema de rotina: continuam sendo necessárias duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de 1 mês.

    Saiba como é o esquema vacinal por faixa etária :

    A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina durante o puerpério.

    Em casos de surto de sarampo, pode ser considerada a aplicação de uma 3ª dose em pessoas com esquema completo.

    Indivíduos com história pregressa de sarampo são considerados imunizados contra a doença, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, a recomendação é a vacinação.

    Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil em 11 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-saude/sarampo-exige-atencao-a-sintomas-e-vacinacao-saiba-os-sinais/.

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