São Paulo registra 347 casos de leptospirose até agosto; veja sintomas e como se proteger
O estado de São Paulo confirmou 347 casos de leptospirose entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em todo o ano passado, foram registrados 451 casos. Leia mais (09/24/2026 - 19h33)

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O estado de São Paulo confirmou 347 casos de leptospirose entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Em todo o ano passado, foram registrados 451 casos.

As cidades com mais registros neste ano são a capital paulista, com 93 casos, seguida por Mogi das Cruzes e Campinas, com 34 cada uma, e Santos, com 33.
A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira , eliminada na urina de animais infectados —principalmente ratos urbanos, mas também cães, bois e porcos.
Enchentes e alagamentos são os principais cenários de transmissão da doença . A água pode se misturar à urina de ratos infectados em bueiros, esgotos e outros locais e espalhar a bactéria.

O contato com essa água ou lama pode levar à infecção, mesmo sem ferimentos na pele. Cortes e arranhões facilitam a entrada da bactéria, assim como o contato com mucosas, como olhos, boca e nariz.
O período de incubação (tempo entre o contato com a bactéria e o surgimento dos primeiros sintomas) varia de um a 30 dias, ocorrendo mais frequentemente entre sete e 14 dias.
Os primeiros sinais costumam incluir febre, dor de cabeça , falta de apetite, náuseas, vômitos e dor muscular, principalmente nas panturrilhas. Também podem ocorrer diarreia, dor nas articulações, olhos avermelhados e tosse.

Os sintomas podem ser confundidos com os de outras infecções, por isso é importante informar ao profissional de saúde se houve contato recente com água ou lama de enchentes.
Na maioria dos casos, a doença não evolui para formas graves. Em aproximadamente 15% dos casos , porém, podem surgir manifestações como icterícia, insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar.
O tratamento é feito com antibióticos e está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde).
O Ministério da Saúde orienta iniciá-lo diante da suspeita da doença, porque a eficácia dos antibióticos costuma ser maior quando administrados na primeira semana dos sintomas. Casos graves podem exigir internação e cuidados para controlar complicações renais e respiratórias.
A automedicação não é recomendada. A definição do tratamento deve ser feita por um profissional de saúde.
A principal forma de prevenção é evitar o contato com água e lama de enchentes. Quando isso não for possível, a recomendação é usar botas e luvas impermeáveis e cobrir cortes e arranhões com curativos à prova d'água.
Na limpeza de áreas atingidas por enchentes, é preciso usar proteção para retirar a lama e higienizar superfícies. Alimentos que tenham entrado em contato com a água da inundação devem ser descartados. A água para consumo deve ser potável, filtrada, fervida ou clorada.
Também é importante reduzir a presença de roedores . Para isso, o Ministério da Saúde recomenda manter o lixo bem acondicionado, armazenar alimentos adequadamente, vedar caixas-d'água e fechar frestas e aberturas que possam servir de entrada para os animais.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/09/sao-paulo-registra-347-casos-de-leptospirose-ate-agosto-veja-sintomas-e-como-se-proteger.shtml.

Rua Tietê, na Vila Seabra, zona leste de São Paulo, fica alagada após as fortes chuvas que atingiram a capital paulista. - Allison Sales - 14.set.26/Folhapress · Allison Sales - 14.set.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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