Brasil

    Santa Catarina confirma morte por Febre do Nilo Ocidental, e SP registra dois casos

    A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a morte de uma idosa de 77 anos vítima de Febre do Nilo Ocidental. De acordo com a pasta, o óbito ocorreu no último dia 8 na cidade de Imbituba, no litoral do estado. Um homem de 56 anos do município de Caçador também foi infectado, mas evoluiu bem e teve alta. Leia mais (08/24/2026 - 19h14)

    Folha de S.Paulo
    24 de agosto de 2026 às 22:14
    Santa Catarina confirma morte por Febre do Nilo Ocidental, e SP registra dois casos
    Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a morte de uma idosa de 77 anos vítima de Febre do Nilo Ocidental. De acordo com a pasta, o óbito ocorreu no último dia 8 na cidade de Imbituba, no litoral do estado. Um homem de 56 anos do município de Caçador também foi infectado, mas evoluiu bem e teve alta.

    Mosquito Culex é um gênero que engloba mais de 300 espécies e é popularmente conhecido por pernilongo - Divulgação CDC · Divulgação CDC
    Mosquito Culex é um gênero que engloba mais de 300 espécies e é popularmente conhecido por pernilongo - Divulgação CDC · Divulgação CDC — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Outros dois casos foram confirmados no estado de São Paulo nesta segunda-feira (24), e um caso provável é investigado no Piauí, segundo o Ministério da Saúde.

    A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um arbovírus, grupo que também inclui os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre-amarela.

    A transmissão se dá principalmente pela picada de pernilongos do gênero Culex, e não há registro de transmissão entre humanos. O vírus tem como principais hospedeiras algumas espécies de aves silvestres. Também pode infectar humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos, embora o papel desses animais na transmissão ainda não esteja totalmente esclarecido.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os locais prováveis de infecção ainda são investigados pelas equipes de vigilância de cada estado.

    Em São Paulo, as pacientes são uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto. A mulher, que viajou recentemente para a região amazônica, já recebeu alta. A adolescente permanece internada.

    De acordo com a Secretaria da Saúde, são os primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental confirmados no estado.

    Segundo a Secretaria da Saúde de Santa Catarina, o primeiro registro da doença no Brasil aconteceu em 2014, e 13 estados já registraram casos desde então.

    Em situações mais raras, a infecção também pode ocorrer por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e durante a gestação, da mãe para o feto.

    A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% desenvolvem manifestações clínicas, que costumam ser leves, como febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos, dor de cabeça e muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.

    Em alguns casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar quadros graves, como encefalite, meningite e outras alterações neurológicas.

    Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de alerta. Nessas situações, é necessário fazer uma avaliação médica, e pode haver necessidade de hospitalização.

    Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar

    O diagnóstico combina avaliação clínica e exames laboratoriais. Pessoas com sintomas compatíveis que tenham estado em áreas com circulação do vírus ou exposição aos mosquitos devem informar essa condição ao serviço de saúde.

    Não há vacina, nem antiviral específico disponível para uso em humanos. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação e acompanhamento médico.

    Nos quadros graves, pode ser necessária internação, inclusive em UTI, com suporte respiratório, reposição de líquidos por via intravenosa e tratamento das complicações.

    A principal forma de prevenção é reduzir a exposição aos mosquitos. As autoridades de saúde recomendam usar repelente, roupas que cubram a maior parte do corpo e telas em portas e janelas. Também é importante eliminar recipientes e outros locais que possam acumular água.

    Os cuidados devem ser reforçados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex. Também recomenda-se evitar contato com animais mortos.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/santa-catarina-confirma-morte-por-febre-do-nilo-ocidental-e-sp-registra-dois-casos.shtml.

    Imagem 1
    1 / 2

    Mosquito Culex é um gênero que engloba mais de 300 espécies e é popularmente conhecido por pernilongo - Divulgação CDC · Divulgação CDC — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)