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    Sangue espesso, coração disparado e a ‘zona da morte’: como o corpo luta para sobreviver no Everest

    Olívia Bonfim, montanhista, primeira mulher sul-americana a completar a travessia Everest-Lhotse Arquivo Pessoal O sangue engrossa até os vasos precisarem se alargar para deixá-lo passar. O coração dispara e não desacelera, nem em repouso. O corpo passa a consumir o próprio músculo para gerar energia, e a fome some justo quando ela seria mais necessária. É o que a altitude extrema faz com o organismo humano —e boa parte disso começa muito antes do cume de uma montanha. A partir dos 8 mil metros, o processo ganha nome: zona da morte. É a faixa em que, mesmo com oxigênio na mochila, o corpo não

    G1
    5 de setembro de 2026 às 07:00
    Sangue espesso, coração disparado e a ‘zona da morte’: como o corpo luta para sobreviver no Everest
    Foto: G1

    Olívia Bonfim, montanhista, primeira mulher sul-americana a completar a travessia Everest-Lhotse — Foto: Arquivo Pessoal

    O sangue engrossa até os vasos precisarem se alargar para deixá-lo passar. O coração dispara e não desacelera, nem em repouso. O corpo passa a consumir o próprio músculo para gerar energia, e a fome some justo quando ela seria mais necessária. É o que a altitude extrema faz com o organismo humano —e boa parte disso começa muito antes do cume de uma montanha.

    A partir dos 8 mil metros, o processo ganha nome: zona da morte . É a faixa em que, mesmo com oxigênio na mochila, o corpo não consegue mais se adaptar e começa, aos poucos, a se degradar. Foi por esse território que Olivia Bonfim escolheu passar —não uma vez, mas duas, em menos de 24 horas.

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    Agora no g1 — Foto: G1 · Fonte: G1

    Aos 35 anos, engenheira formada pela Universidade de São Paulo (USP), Olivia tornou-se a primeira sul-americana a completar o projeto Everest–Lhotse , que consiste em pisar nos cumes das duas montanhas, a mais alta e a quarta mais alta do planeta, em sequência.

    Ela chegou ao topo do Everest, a 8.849 metros, na manhã de 21 de maio; na manhã seguinte, quase no mesmo horário, ao do Lhotse, a 8.516 metros —feito que rendeu a ela e ao marido, Carlos Santalena, guia da expedição, um registro no Guinness como primeiro casal a completá-lo.

    Para explicar o que o organismo enfrenta nessa travessia, o g1 ouviu Olivia e Marcos Bogado, cirurgião torácico e montanhista que integrava a mesma expedição e que, no meio da subida, precisou trocar o papel de escalador pelo de socorrista.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/05/sangue-espesso-coracao-disparado-e-a-zona-da-morte-como-o-corpo-luta-para-sobreviver-no-everest.ghtml.

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