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    Saneamento básico ajuda, mas não resolve sozinho as mudanças climáticas

    Quando funciona adequadamente, o saneamento básico ajuda a diminuir a emissão de gases de efeito estufa, especialmente o metano

    Metrópoles
    6 de setembro de 2026 às 05:00
    Saneamento básico ajuda, mas não resolve sozinho as mudanças climáticas
    Foto: Metrópoles

    O avanço das mudanças climáticas é uma preocupação cada vez maior dos cientistas. Eles apontam que, se o aquecimento global não for interrompido com urgência, o derretimento de geleiras, o aumento no nível dos oceanos e a perda da biodiversidade são algumas das consequências esperadas.

    Diante desse cenário, uma das áreas importantes para mitigar os prejuízos no clima é o saneamento básico . Isso porque, quando o conjunto de serviços e infraestruturas funciona de forma correta, ele ajuda a reduzir os gases de efeito estufa e é fundamental para a adaptação climática.

    No entanto, quando não está funcionando de forma adequada, o saneamento básico pode contribuir de forma contrária: ele aumenta a emissão de gases de efeito estufa.

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    Unsplash — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “O saneamento não é suficiente por si só para acabar com o aquecimento global — que depende primordialmente da descarbonização da matriz energética e da interrupção do desmatamento —, mas tem um efeito mensurável, imediato e considerável na redução de emissões de curto prazo”, explica a professora de engenharia ambiental Beatriz Barcelos, da Universidade Católica de Brasília (UCB). As funções do saneamento básico contra as mudanças climáticas Os resíduos orgânicos presentes nos esgotos domésticos sem tratamento e nos resíduos sólidos dispostos inadequadamente em lixões são alguns dos maiores geradores de metano (CH4), um tipo de gás de efeito estufa. Quando o sistema funciona de forma adequada, os níveis de produção do gás são menores.

    Daí a importância das estações de tratamento , pois, além de diminuir o metano produzido, algumas delas podem utilizar tecnologias para capturar o gás, queimando-o ou purificando-o para gerar bioeletricidade e biometano veicular, um tipo de biocombustível.

    “Resíduos são um dos setores que mais emitem poluentes globalmente. No Brasil, vêm logo na sequência de energia e uso da terra, e estão muito vinculados aos lixões e aos aterros sanitários, que também geram emissões”, afirma o cientista Alexandre Prado, líder de mudanças climáticas do WWF-Brasil. Sendo assim, um saneamento básico em pleno funcionamento é fundamental para a adaptação climática das cidades, pois redes de drenagem e esgoto bem cuidadas as protegem de impactos causados por enchentes e eventos climáticos extremos .

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    Imagem colorida de um esgoto - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Apesar de o funcionamento pleno e da universalização do saneamento básico ser uma das armas contra as mudanças climáticas, ela não é a única. Entre as outras ações necessárias para diminuir os efeitos no clima, estão:

    O setor agropecuário é um dos que mais produz gases de efeito estufa, especialmente no Brasil. “Expandir práticas agrícolas sustentáveis, como o plantio direto, a recuperação de pastagens degradadas e o manejo de dejetos na pecuária, são boas atitudes para conseguir essa redução”, aconselha Beatriz.

    Prado afirma que a medida mais emergencial é eliminar ou reduzir as emissões do desmatamento e aquelas vinculadas ao uso da terra. “ Uma medida que podemos tomar em relação ao uso da terra, no caso brasileiro, é a restauração e o reflorestamento com espécies nativas em larga escala ”, conclui o cientista.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/ciencia/saneamento-basico-ajuda-mas-nao-resolve-sozinho-as-mudancas-climaticas.

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