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    Salles acusa ex-assessor de André do Prado de estuprar familiares 700 vezes

    André do Prado (PL) rebateu a acusação feita por Ricardo Salles (Novo) ao Metrópoles e disse que "jamais acobertaria" um caso dessa natureza

    Metrópoles
    1 de setembro de 2026 às 07:30
    Salles acusa ex-assessor de André do Prado de estuprar familiares 700 vezes
    Foto: Metrópoles

    Candidato ao Senado por São Paulo , o deputado Ricardo Salles (Novo) acusou o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) , André do Prado (PL) , também postulante a uma vaga de senador, de ter mantido um estuprador como chefe de gabinete.

    Salles se refere a José Renato da Silva, que foi assessor do deputado estadual na Alesp entre 2013 e 2015, e depois, entre 2015 e 2022, assessor da liderança do PR – que mudou de nome, tornando-se PL.

    “O André do Prado tem outros problemas. Tem problemas relacionados ao seu ex-chefe de gabinete, que estuprou não só a filha, como as netas, mais de 700 vezes. Isso está nos jornais. Ou seja, como é que alguém teve um chefe de gabinete, durante 13 anos, que foi uma pessoa que estuprou a filha e as netas. Foi condenado a 40 anos de prisão”, disparou Salles em entrevista ao Metrópoles. Em nota, o candidato ao Senado do PL paulista repudiou “qualquer tentativa de distorcer os fatos” e lamentou que Salles tente “explorar politicamente o drama vivido por uma família para obter vantagem eleitoral”.

    Divulgação
    Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “José Renato da Silva era funcionário da liderança do partido. Assim que o partido tomou conhecimento da denúncia, ele foi imediatamente demitido. Antes disso, jamais havíamos tido conhecimento dos fatos relatados, que, segundo a própria denúncia, ocorreram no âmbito familiar”, diz a nota (veja abaixo na íntegra).

    A denúncia contra José Renato iniciou em abril de 2022, nos meses seguintes ele foi indiciado, o caso veio a público por meio das redes sociais da filha e, depois, foi publicado na imprensa. Apesar de o caso ser público desde 2022, o assunto só ganhou repercussão na campanha eleitoral de 2026 após a declaração de Salles.

    O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou José Renato em novembro de 2022 e, em agosto de 2023, ele foi condenado a 40 anos por estupro de vulnerável contra duas netas. Ele não foi condenado pelo suposto estupro contra a filha.

    Os candidatos ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo)
    Os candidatos ao Senado por São Paulo, André do Prado (PL) e Ricardo Salles (Novo) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A coluna procurou a defesa do ex-assessor, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para eventual manifestação.

    A filha de José Renato, uma das supostas vítimas, é advogada e teve um cargo comissionado no gabinete de André do Prado, nos anos de 2011 e 2012. Ela não foi assessora do deputado ao mesmo tempo que o pai.

    Em 2013, ela começou a trabalhar na Prefeitura de Suzano e chegou a ser secretária no município. Segundo Salles, os cargos são um “cala boca” para evitar denúncias.

    O pai dela, José Renato, foi presidente da Câmara de Vereadores de Suzano.

    O Metrópoles escolheu não publicar o nome dela para não expor a vítima.

    A disputa pelo Senado em São Paulo está acirrada. A última pesquisa, divulgada pelo instituto Quaest no dia 25 de agosto, mostra três candidatos tecnicamente empatados na liderança. André do Prado aparece em quarto, empatado, considerando a margem de erro, com Simone Tebet (PSB).

    Ricardo Salles aparece logo atrás de André do Prado. Os dois também estão tecnicamente empatados. A pesquisa ouviu 1,8 mil eleitores entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

    Leia a nota enviada por André do Prado na íntegra:

    “É lamentável e profundamente indigno que o candidato Ricardo Salles tente explorar politicamente o drama vivido por uma família para obter vantagem eleitoral.

    Repudio qualquer tentativa de distorcer os fatos.

    José Renato da Silva era funcionário da liderança do partido. Assim que o partido tomou conhecimento da denúncia, ele foi imediatamente demitido. Antes disso, jamais havíamos tido conhecimento dos fatos relatados, que, segundo a própria denúncia, ocorreram no âmbito familiar.

    Minha posição sempre foi clara: jamais compactuaria, acobertaria ou toleraria qualquer situação dessa natureza. Ao tomar conhecimento da denúncia, a providência foi imediata: o desligamento do funcionário.

    Sou amigo dos pais das crianças, mantenho proximidade com a família até hoje e, desde que tomei conhecimento da situação, ofereci todo o apoio e respaldo que estavam ao meu alcance.

    O que causa indignação, neste momento, é ver um episódio tão doloroso ser transformado em instrumento de disputa política. Há limites que não podem ser ultrapassados, mesmo em uma eleição.

    Utilizar o sofrimento de uma família, especialmente envolvendo crianças, como arma política é de uma baixeza que não deveria fazer parte do debate público. É inadmissível.

    Respeito às famílias envolvidas, respeito os fatos e, acima de tudo, repudio qualquer tentativa de instrumentalizar uma situação tão grave para benefício eleitoral.

    Não aceitarei que a verdade seja distorcida para atender a interesses políticos.

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/ramiro-brites/salles-andre-do-prado.

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