Política

    Saiba o que é a armadilha de Tucídides citada por Xi Jinping

    Presidente chinês traçou paralelo entre as relações China-EUA e conceito baseado na Guerra do Peloponeso

    Poder360
    24 de setembro de 2026 às 19:40
    Saiba o que é a armadilha de Tucídides citada por Xi Jinping
    Foto: Poder360

    Presidente chinês traçou paralelo entre as relações China-EUA e conceito baseado na Guerra do Peloponeso

    Durante recepção na Casa Branca nesta 5ª feira (24.set.2026), o presidente da China, Xi Jinping (PCCh), voltou a mencionar o conceito da Armadilha de Tucídides para traçar um paralelo com as relações China-EUA. Ao lado do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que as potências devem cooperar entre si.

    “As nossas forças armadas devem manter um diálogo regular e aprimorar os mecanismos de comunicação para situações de crise. É possível superar a Armadilha de Tucídides” , declarou o presidente chinês durante a recepção na Casa Branca.

    Xi Jinping afirmou que países devem evitar o conflito por meio de cooperação militar, tecnológica e comercial
    Xi Jinping afirmou que países devem evitar o conflito por meio de cooperação militar, tecnológica e comercial — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

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    O conceito da Armadilha de Tucídides descreve as tensões geradas quando uma potência emergente desafia o domínio de uma potência estabelecida. Foi popularizado pelo cientista político Graham Allison com base no fenômeno descrito pelo historiador grego antigo ao se referir à Guerra do Peloponeso (431 a.C a 404 a.C).

    A Guerra do Peloponeso foi um conflito de quase 3 décadas entre Atenas e Esparta iniciado em 431 a.C. Segundo escreveu Tucídides, a ascensão de Atenas fez com que Esparta, cidade dominante na Grécia, temesse a perda de seu domínio.

    Xi Jinping e Donald Trump na Casa Branca
    Xi Jinping e Donald Trump na Casa Branca — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Allison aplicou o padrão à história moderna. O cientista político identificou 16 casos nos últimos 500 anos em que uma potência em ascensão foi percebida como ameaça a uma potência estabelecida. Desses casos, 12 terminaram em guerra.

    Nessa leitura, a China ocupa o papel de Atenas em ascensão, enquanto os Estados Unidos representam Esparta. Xi invoca o conceito pelo menos desde 2013, com o argumento de que a guerra não é inevitável, desde que ambos os lados exerçam contenção.

    A reunião entre os líderes se dá em um período de intensa competição entre os 2 países nas áreas de inteligência artificial e comércio, com imposição mútua de tarifas. Xi propôs bases para um entendimento capaz de evitar conflitos entre as potências.

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    “Os interesses da China e dos Estados Unidos estão profundamente entrelaçados. Há amplo espaço para trabalharmos juntos. A cooperação sino-americana pode não resolver todos os problemas do mundo, mas, sem ela, seria difícil solucionar muitos dos desafios globais” , afirmou o presidente chinês.

    Entre as propostas para reduzir tensões, Xi incluiu o convite a 100.000 norte-americanos para visitar a China em intercâmbios estudantis e o estabelecimento de rotas aéreas diretas entre os países.

    Trump recebeu Xi e sua mulher, Peng Liyuan, ressaltando que o líder chinês se tornava o primeiro de seu país a realizar uma 2ª visita de Estado aos Estados Unidos. A última visita de Estado do presidente da China foi em 2015, durante a administração Barack Obama (Partido Democrata).

    Trump informou que a visita incluirá discussões sobre segurança, tecnologia e inteligência artificial.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-china/saiba-o-que-e-a-a-armadilha-de-tucidides-citada-por-xi-jinping/.

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    Xi Jinping afirmou que países devem evitar o conflito por meio de cooperação militar, tecnológica e comercial — Foto: Poder360

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